19.2.08

Sabado 23 de Fevereiro 17:30


Sexta-Feira 22 de Fevereiro a partir das 20h.


Festa Trashcore contra as prisões e jantar benefit na COSA em setubal. Benefit para projectos editoriais

12.2.08

Próximo Fim de Semana


No Sábado dia 16 - pelas 15 horas - recordamos que no CLUB ALJUSTRELENSE decorrerá uma oficina Prática de informação (entrada livre) "Suporte Básico de Vida - Noções Básicas de Primeiros Socorros" com dois terapeutas de Medicina Tradicional Chinesa.
Nesse Fim de Semana decorrem também actividades no Centro Social da Aldeia das Amoreiras.

9.2.08

Solidariedade com António Ferreira na Holanda


O Anarchist Group Amesterdam (anarcosindiclaista) vai levar a cabo umaacção de solidariedade com António Ferreira no próximo dia 9 de Fevereiro
http://agamsterdam.wordpress.com/2008/02/04/zaterdag-9-februari/

8.2.08

Sábado 16 Fevereiro


Divulgação de várias ideias básicas de saúde - A causa das doenças é o mau trato (demasiada actividade e descanso insuficiente produz esgotamento) - Esgotamento é intoxicação (intoxicação e desintoxicação) - Está tudo ligado (o sintoma é um alerta para algo mais profundo) Explanação sucinta do plano de acção do socorrista e noções básicas de primeiros socorros - PAS (proteger, alertar e socorrer) - Alguns casos concretos que poderão ocorrer - Como actuar? e o que poderemos fazer? - Suporte básico de Vida Objectivos: Não se trata de uma acção de formação mas sim de divulgação de informação. Para além de uma sucinta explicação de um visão holística da saúde, os/as presentes irão ser incentivados a pensar como melhor intervir numa situação "extrema" em que uma pessoa se encontra indefesa e a necessitar de ajuda e ou cuidados médicos. Irão simular-se várias situações típicas de quadros de socorrismo, que diariamente se podem encontrar em qualquer parte, onde o interessante será a intervenção com poucos ou nenhuns meios de socorro.

(3h30m)Oficina da responsabilidade de Ricardo Valério e Karine Calligaris, terapeutas de Medicina Tradicional Chinesa.

7.2.08

Este Sábado concerto no club




4.2.08

Morte a tudo o que é Rei!

Lisboa, 1 de Fevereiro de 2008

« Sou pelas greves como sou por todos os métodos de resistência utilizados pelos fracos, pelos oprimidos, em defesa dos seus legítimos interesses (...). O meu ódio maior, a minha mais viva repulsa, dirigem-se aos patrões burgueses que nos exploram e que sem altivez servimos.»
Alfredo Costa, segundo Aquilino Ribeiro (Um Escritor Confessa-se, Lisboa, 1974, p. 361)


«A elaboração do regicídio operou-se fora da nossa presença [dos republicanos] e sem a nossa cumplicidade (...). Não foi pois a revolução que o matou [D.Carlos], mas sim a anarquia.»
João Chagas, político republicano (Subsídios Críticos para a História da Ditadura, Lisboa, 1908, pp. 8-11)

Celebramos, no dia 1 de Fevereiro de 2008, o centenário de um acto glorioso de emancipação social como sempre é a execução de um rei. Os regicidas que, em 1908, levaram a cabo o bem sucedido atentado contra o rei e o príncipe herdeiro –, Alfredo Luís Pereira da Costa, ex-administrador do semanário sindicalista da sua classe profissional, «O Caixeiro», e Manuel dos Reis Buíça, professor do ensino livre –, eram homens de uma consciência social profunda, que os levou a sacrificar a sua vida pela concretização dos seus ideais de liberdade e igualdade social.Para muitos, como Buíça e Costa, a República surgia como uma possibilidade de realizar as aspirações por um mundo livre e igual. Seria também uma forma de acabar com a repressão que pendia sobre o crescente movimento operário e libertário, acabando com as famigeradas leis anti-anarquistas e com as prisões e deportações para África e Timor, de onde poucos voltavam.Mas as esperanças do povo que saiu à rua para implantar a República, em 5 de Outubro de 1910, foram frustradas, quando, instalados no poder, os republicanos se converteram em opressores tão ou ainda mais ferozes que os monárquicos. Por isso, o movimento operário, anarco-sindicalista, cresceu a partir de 1911 contra a República, enfrentando a sua repressão.Hoje, como nestes tempos, os governantes, qualquer que seja a sua cor política, servem sempre os seus interesses e os da máquina capitalista. Só a luta autónoma, auto-organizada e directa pela recuperação do controlo sobre as suas vidas, pode surtir algum efeito contra aqueles que nos oprimem e exploram todos os dias.

HOJE COMO ONTEM, GUERRA A TODOS OS QUE NOS OPRIMEM, MONÁRQUICOS OU REPUBLICANOS, FASCISTAS OU DEMOCRATAS!
@s amig@s de Costa e Buíça »

31.1.08

Adiado a Biblia amanhâ, Festa na Segunda!


Foi adiado o lançamento da Revista Biblia amanhã.

Mas, há festa no Clube na Segunda Feira dia 4!!!

30.1.08

Próximas actividades do CCA e do Club


Aqui vão algumas dicas para o que vai estando programado acontecer por estes lados...já sabem em Aljustrel no Club Aljustrelense, a cargo do CCA Gonçalves Correia. Apareçam.


01 de Fevereiro (Sexta feira próxima)
Lançamento da revista Bíblia (nº27 e 28)
Apresentação e leitura de textos da Revista Bíblia
" A revista Bíblia já leva mais de 10 anos como um espaço de experimentação nas tendências contemporâneas das artes visuais e da literatura. Existe desde Abril de 1996 e lançou até agora 27 números. Neste momento tem periodicidade trimestral e a tiragem é normalmente de 2000 exemplares. Calculamos que estejam distribuídas cerca de 50000 revistas até à data. A revista Bíblia caracteriza-se pela variedade das áreas artísticas que abrange, como a ilustração, desenho, fotografia, pintura, design, banda desenhada, video prints, prosa, conto e poesia. A revista não exclui abordagens à arquitectura, cinema, teatro e música. Pelas páginas da revista, que funciona como espaço de encontro de uma geração, já passaram cerca de 600 colaboradores nacionais e internacionais.”
http://www.revista-biblia.com/

15 de Fevereiro

Concerto regicida
O Cão (a confirmar)
www.myspace.com/ocao

16 de Fevereiro

Oficina Prática de Informação (15.00)

«Suporte Básico de Vida - noções básicas de primeiros socorros»

Divulgação de várias ideias básicas de saúde - A causa das doenças é o mau trato (demasiada actividade e descanso insuficiente produz esgotamento) - Esgotamento é intoxicação (intoxicação e desintoxicação) - Está tudo ligado (o sintoma é um alerta para algo mais profundo) Explanação sucinta do plano de acção do socorrista e noções básicas de primeiros socorros - PAS (proteger, alertar e socorrer) - Alguns casos concretos que poderão ocorrer - Como actuar? e o que poderemos fazer? - Suporte básico de Vida Objectivos: Não se trata de uma acção de formação mas sim de divulgação de informação. Para além de uma sucinta explicação de um visão holística da saúde, os/as presentes irão ser incentivados a pensar como melhor intervir numa situação "extrema" em que uma pessoa se encontra indefesa e a necessitar de ajuda e ou cuidados médicos. Irão simular-se várias situações típicas de quadros de socorrismo, que diariamente se podem encontrar em qualquer parte, onde o interessante será a intervenção com poucos ou nenhuns meios de socorro. (3h30m)
Oficina da responsabilidade de Ricardo Valério e Karine Calligaris, terapeutas de Medicina Tradicional Chinesa.

23 de Fevereiro (22.00)
Concerto
Extreme Retaliation (Metal de Estremoz)

01 de Março
Conversa e troca de ideias com os companheiros de Sevilha acerca da sua experiência de 6 anos no Centro Social Okupado e Autogestionado de Sevilla, bem como acerca de todo o processo de despejo de que foi alvo.
Segue-se concerto (a confirmar Abandalhados e Pelintras)


15 de Março
Concerto (da Suécia a anunciar...)

29 de Março
II Festival Anti-Fascista Português organizado pelo
MOVIMENTO ANTIFASCISTA PORTUGUÊS
Apresentação e conversa com o colectivo MAP e 5 bandas noite fora...
http://www.accaoantifascista.pt.vu/

filmes no club às quintas-feiras







29.1.08

Regicidio


Vejam a documentação reunida no site da Associação Republica e Laicidade
«Filme do regicídio» (vídeo) [História Aberta]
Mausoléu de Manuel Buíça e Alfredo Costa – o monumento erigido (em 1914) pela Associação do Registo Civil e do Livre Pensamento e mandado desfazer (em 1940) pelo ditador Salazar Romagens à campa de Manuel Buiça e Alfredo Costa (fotos)

27.1.08

Acerca do Regícidio... em Castro Verde




A Câmara Municipal de Castro Verde vai dinamizar um programa evocativo da República, com iniciativas que decorrerão de Janeiro de 2008 a Outubro de 2010, sendo o ponto de partida para a concretização deste programa o primeiro Centenário do Regícidio, que se assinala a 1 de Fevereiro de 2008. Considerado uma etapa fundamental para a implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, e um elemento fulcral para a construção do Portugal moderno, o regicídio teve entre os seus mentores, Alfredo Luís da Costa, natural de Casével, motivo pelo qual o concelho de Castro Verde se encontra intrinsecamente ligado à história do acontecimento.

Ao longo dos anos, o 5 de Outubro tem caído no esquecimento e a sua comemoração num vazio quase profundo, desvalorizando-se todo o trabalho de transformação social que a implantação da República trouxe ao Portugal dos princípios do século XX.

É nesta perspectiva que a Câmara Municipal de Castro Verde vai dinamizar um programa evocativo da República, importante do ponto de vista cultural e social, visando a reflexão sobre os acontecimentos em causa e deixando uma marca cultural em torno desta efeméride, com iniciativas que decorrerão de Janeiro de 2008 a Outubro de 2010, data que assinala o Centenário da República. Centenário do Regicídio
31 Janeiro (Quinta-Feira)

Inauguração da exposição “O Regicídio visto nos jornais da Europa em 1908”. Praça da República.

Abertura de exposição-venda de livros sobre a temática do Regicídio e da República. Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca.

19h00Conferência “Olhar o Regicídio”, com a participação do Dr. Jorge Morais e do Dr. Luís Vaz, com a moderação da Doutora Alice Samara. Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca. 21h00

1 Fevereiro (Sexta-feira): Lançamento do Livro “Crónica do Regicida Invisível – Alfredo Luís da Costa”, de Paulo Barriga, apresentado pelo Dr. Rui Faustino, da Biblioteca Museu República e Resistência. Fórum Municipal de Castro Verde. 18h30

Abertura da Exposição “República”, da responsabilidade da Biblioteca Museu República e Resistência. Fórum Municipal de Castro Verde. 19h30

2 Fevereiro (Sábado):“A figura de Alfredo Luís Costa”, apresentação de Paulo Barriga. Junta de Freguesia de Casével. 15h00.
Descerramento de placa evocativa de Alfredo Luís da Costa. Participação da Banda Filarmónica 1º de Janeiro. Largo de Casével. 16h00

12 Fevereiro (Terça-Feira):Apresentação do Livro “Crónica do Regicida Invisível – Alfredo Luís da Costa”. Biblioteca Museu República e Resistência, Lisboa. 18h00

15 Fevereiro (Sexta-Feira):Apresentação do livro: “1908: Um Olhar sobre o Regicídio”, da responsabilidade da Professora Margarida Ramalhães Ramalho. Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca. 21h30.

16 Fevereiro (Sábado):Canções anarquistas com Vitorino Salomé. Cine-Teatro Municipal de Castro Verde. 21h30

Dia 1 Festa da Biblía!!!



Festa de Lançamento da revista Bíblia (nº27 e 28) em Aljustrel
Apresentação e leitura de textos da Revista Bíblia
" A revista Bíblia já leva mais de 10 anos como um espaço de experimentação nas tendências contemporâneas das artes visuais e da literatura. Existe desde Abril de 1996 e lançou até agora 27 números. Neste momento tem periodicidade trimestral e a tiragem é normalmente de 2000 exemplares. Calculamos que estejam distribuídas cerca de 50000 revistas até à data. A revista Bíblia caracteriza-se pela variedade das áreas artísticas que abrange, como a ilustração, desenho, fotografia, pintura, design, banda desenhada, video prints, prosa, conto e poesia. A revista não exclui abordagens à arquitectura, cinema, teatro e música. Pelas páginas da revista, que funciona como espaço de encontro de uma geração, já passaram cerca de 600 colaboradores nacionais e internacionais.”
http://www.revista-biblia.com/

19.1.08

26 de Janeiro


Dia 26 de Janeiro (Sábado)

pelas 17.00 Conversa

"Partes de uma cidade em Partes. Reflexão sobre a importância do espaço público participado no espaço urbano fragmentado"

por Patricia Colucas


Janta Vegetariana


Concerto

My Rules (lisboa) e Deeds of Sanity (Beja)

14.1.08

Recordar o 18 de Janeiro de 1934


Na próxima Sexta-feira, dia 18/1, recordemos a revolta operária de 18 de Janeiro de 1934.


No Porto no Terra Viva, na Rua dos Caldeireiros, 213 PORTO (perto da torre dos clérigos) avança com um Debate organizado pelo Círculo de Estudos Sociais Libertários /Terra Viva!AES - em colaboração com o Movimento Cívico "NÃO APAGUEM A MEMÓRIA" e no dia seguinte, sábado, às 17h30 no ESPAÇO MUSAS (Rua do Bonjardim, 998 - Porto)o Círculo Anarquista Libertário do Porto organisa uma Conversa e Jantar sob o nome de "A insurreição de 18 de Janeiro: Cercados e perseguidos".

Mais aqui a Sul, em SINES, a autarquia inaugura a "Exposição documental. O 18 de Janeiro de 1934 - No País e em Sines" que fica até 3 de Março no Centro de Artes de Sines. Em 1934, nessa "vila onde se destacam as fábricas, as oficinas, a pesca, a agricultura e alguns serviços, a greve durou um dia, mas registou uma adesão em massa, embora pacífica. Entre os organizadores encontram-se artesãos, pedreiros e trabalhadores. Outros grupos são os dos carpinteiros, pintores, trabalhadores rurais, operários das várias fábricas corticeiras e de conservas de peixe, padeiros, barbeiros, comerciantes." Na inauguração da exposição, pelas 18.00 de sexta-feira, realiza-se uma conversa com o coordenador da URAP - União de Resistentes Antifascistas Portugueses, Aurélio Santos, e o sineense Américo Leal, que dá conta dos eventos de Sines no seu livro “Testemunhos” (2001).
PORTO:

Não é de mais ainda aconselhar a leitura da obra de Fátima Patriarca "Sindicatos contra Salazar. A Revolta do 18 de Janeiro de 1934" (Imprensa de CiênciasSociais, 2000) de que deixamos aqui parte da resenha que mereceu na Análise Social por Henrique N. Rodrigues:

(…) 1.º Não tem qualquer sentido reconduzir o 18 de Janeiro à Marinha Grande. Fica mais do que demonstrado que a versão oficial (interesseira, por natureza) e a versão do Partido Comunista (também obviamente interesseira) — ao prestarem destaque quase único à Marinha Grande, aos vidreiros e à liderança comunista não logram comprovativo na realidade dos factos.
2.º Ganha sentido, sim, «recolocar» o 18 de Janeiro na sua dimensão histórica exacta: um movimento operário insurreccional, que visava a reconquista das liberdades sindicais, a par do derrube do regime do Estado Novo.
3.º Neste contexto, a Marinha Grande é um episódio «mediático» (assim o diríamos na linguagem corrente), porque envolve uma ocupação da vila pelos revoltosos — ainda que de duração muito curta —, o assalto aos correios e a rendição da GNR. Sobretudo esta é, de facto,
paradigmática. Mas não há greve, não houve «soviete» nem içar de bandeira vermelha nos Paços do Concelho.
4.º O episódio da Marinha Grande é, por outro lado, reposto quanto à autoria do seu comando: se é verdade que a CIS e o PC têm peso significativo na direcção do Sindicato Nacional dos Vidreiros, não é menos verdade que se comprova a participação empenhada da CGT e
de trabalhadores de outras correntes político-sindicais.
5.º Fica igualmente comprovado que o movimento operário insurreccional, de que expressões concretas vão ter lugar para além da Marinha Grande, se gera e desenvolve com oconcurso das duas principais correntes sindicais — a anarquista e a comunista — e com o envolvimento dos sindicalistas socialistas ( a Federação das Associações Operárias) e da corrente sindicalautónoma (COSA — Comité das Organizações Sindicais Autónomas).
6.º Fátima Patriarca descreve bem os entendimentos e desentendimentos surgidos entre estas várias correntes e clarifica melhor o seu peso respectivo. É indubitável que a CGT e a corrente sindical anarquista tiveram, neste processo, uma influência marcante. Isto não elimina o papel dos comunistas — que não pode ser esquecido ou menorizado —, mas repõe a verdade essencial: e essa é a do contributo das várias tendências sindicais (anarquista, comunista, socialista e a dos autónomos), segundo os factos que conseguiu demonstrar.
Não me parece que seja muito importante, hoje, «contar espingardas», ou seja, procurar apurar se os anarquistas foram mais decisivos do que os comunistas, ou se os socialistas ou os autónomos não tiveram significado relevante. Houve uma convergência de esforços, emergiu uma implicação de todos — mesmo que não tenha ocorrido uma unidade estratégica, organizativa, táctica, como parece evidente pela comprovação dos desencontros, pelas falhas de articulação, pelas recriminações que, «antes e depois», choveram de uma banda e de outra, em recíprocas acusações.
7.º Neste contexto, importaria retirar a conclusão de que o «18 de Janeiro» merece ser comemorado, doravante, não apenas na Marinha Grande, como tem sido tradicional, mas também em Silves, em Sines, em Almada, zonas onde a «história que se fez» deixou na tumba as ocorrências — essas, sim, muito significativas — do que ali se passou; mas onde a «históriaque hoje rompe novos véus» já permite, sem margem para dúvidas, reconhecer que o «18 de Janeiro» é ali que conquista contornos historicamente mais iluminantes. Em suma, Silves, Sines, Almada, precisam de ser «transladadas» da campa rasa em que as colocaram para o «panteão» do verdadeiro «18 de Janeiro».
http://www.ics.ul.pt/publicacoes/analisesocial/recensoes/rec162/henriquerodrigues.pdf

2.1.08

Dia 5 no Clube


18.12.07

Lançamento da revista Húmus nº 4


Convívio e debate em torno desta publicação libertária Dia 22 de Dezembro – Sábado - 16 horas no Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto – Cacilhas – Almada http://www.culturalibertaria.blogspot.com/
Editorial do Húmus nº 4
Um período mais longo do que o habitual separou o lançamento deste quarto número da revista Húmus em relação ao seu predecessor. Felizmente, este espaço de tempo foi relativamente abundante em acontecimentos e projectos que apostaram em romper com o habitual marasmo conformista deste país em que a contestação fora dos limites estabelecidos e dos enquadramentos institucionais acaba quase sempre por parecer aos olhos de muitos como algo de exótico. Na tarde de 25 de Abril, precisamente quando o tradicional e rotineiro desfile comemorativo acabava de percorrer a Avenida da Liberdade, arrancou da Praça da Figueira uma manifestação antiautoritária, antifascista e anticapitalista, composta por cerca de cinco centenas de pessoas determinadas em fazer da Liberdade algo mais do que um nome de avenida, contra o domínio do Estado e do Capital sobre as nossas vidas e contra a crescente presença da extrema-direita na sociedade. Após o término do percurso do protesto no Largo de Camões, um grupo de centena e meia de manifestantes, que resolveu prolongar a manifestação, foi cercado e atacado pela polícia na Rua do Carmo, tendo resultado deste confronto vários feridos e onze detidos. Ainda no dia 29 desse mesmo mês de Abril foi ocupado em Coimbra um edifício pertencente aos antigos hospitais da universidade. O objectivo dos ocupantes era “a criação de um espaço diferente, de debate e convivência num ambiente anti-capitalista e anti-autoritário”. O projecto durou até ao dia 11 de Julho, quando o edifício foi desocupado pela polícia. No início de Junho, enquanto se realizava na Alemanha a cimeira do G8, também em território português várias iniciativas marcaram os protestos contra os poderosos deste mundo. Em Abril, em Aljustrel, e em Julho, no Porto, libertários de várias proveniências reuniram-se para debater e encontrar formas de superar os problemas de comunicação e união no “movimento” libertário. Foi mais um passo, não menos importante que outros que continuam a ter lugar, no sentido de criar lugares de debate entre anarquistas, que possibilitem uma maior comunicação e a criação de possibilidades de convergência na acção. Em Agosto, a acção do movimento “Verde Eufémia” contra os Organismos Geneticamente Modificados, através da destruição de um hectare de uma plantação de milho transgénico em Silves, interrompeu a calmaria do Verão, enfurecendo os defensores da propriedade privada e da “liberdade” de negociar à custa da biodiversidade e da saúde das pessoas. Em Outubro, a COSA – casa ocupada em Setúbal –, comemorou os seus sete anos de resistência com um programa vasto que incluiu, entre outras iniciativas, debates, emissões contínuas de rádio e mesmo um percurso pela memória anarquista da cidade de Setúbal. A manifestação de 25 de Abril e o episódio da ceifa de Silves seguiram-se de um alucinante circo mediático armado em torno dos mesmos. No primeiro caso, o total desconhecimento dos media em relação a quem eram e ao que movia os manifestantes deu lugar à invenção da notícia e a uma posterior “caça ao anarquista” em busca de matéria para escrever artigos sensacionalistas. Já no segundo caso, o movimento “Verde Eufémia” tentou servir-se dos media para veicular a sua causa, anunciando previamente aos mesmos a sua acção. As imagens da acção, repetidamente veiculadas por noticiários televisivos e por jornais, suscitaram uma reacção massiva dos escribas e porta-vozes do “Estado de Direito democrático” contra a violação da propriedade privada. Concluindo, o tratamento mediático dado a ambos os acontecimentos enquadrou-se maioritariamente na já frequente lógica de criminalização, folclorização e, assim, tentativa de isolamento dos contestatários, reconfirmando as limitações (ou impossibilidade?) das estratégias de utilização dos media por movimentos sociais que escapem às lógicas de participação-integração-neutralização democráticas. Neste contexto de totalitarismo democrático-capitalista, em que qualquer acção de contestação é rapidamente classificada pelos aparelhos mediático-policiais como perturbadora da “ordem pública”, logo “anti-democrática”, é de saudar o aparecimento de cada vez mais projectos de informação alternativa. Tão só nos meios libertários assistimos ao aparecimento de publicações impressas como o Pica Miolos, o Alambique e o Motim e de projectos como a Rádio Libertária on-line, para além dos inúmeros blogs e sites contra-informativos que vão povoando a Internet. O cenário editorial libertário é hoje mais fértil do que quando, há cerca de ano e meio, arrancámos com o projecto da revista Húmus. E, se de nós depender, esta tendência continuará a aprofundar-se.

Solidariedade com Atenco


No próximo dia 17 de Dezembro (segunda-feira) uma delegação da 'Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra' (México) vai estar na cidade do Porto, para uma palestra sobre o brutal genocídio praticado pelo governo mexicano em 2006 naquela cidade. Os membros da FPDT receberam em Espanha no passado dia 10, o 'Prémio de Direitos Humanos del Ayuntamiento de Pola de Siero', Asturias. A anteceder esta visita, vai ser promovida uma sessão de divulgação e angariação de fundos no JUP (para custear as despesas da deslocação). Será projectado um video que ilustra muito bem o que aconteceu em Atenco! PROGRAMA: QUINTA-FEIRA - dia 13 22.30H. JUP-Jornal Universitário do Porto - Rua Miguel Bombarda, 187 - projecção do documentário 'Atenco-Romper el Cerco' - exposição 'Atenco Libre' - petiscos mexicanos vgt para aguçar o apetite! SEGUNDA-FEIRA - dia 17 21.30H. Associação Terra Viva, Rua dos Caldeireiros, 213 (junto à Torre dos Clérigos) - VISITA/PALESTRA de Delegação da FPDT-Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra. Ambas as iniciativas têm entrada livre. Espero que possam fazer circular esta informação pelos vossos contactos e aproveito para vos convidar a estar presentes nesta acção de solidariedade com o povo de Atenco. Podem trazer desenhos ou pequenas mensagens de incentivo, que depois faremos chegar às muitas pessoas que ainda se encontram detidas no México. mais informações aqui: www.geocities.com/atencoresiste/

4.12.07

9 de dezenbro

30.11.07

8 de dezembro


7 de dezembro


26.11.07

É já no Sábado


24.11.07

A caminho da CasaViva dias 14 a 17 de Dezembro


CONVITE
Para contrariarmos a esperteza da raposa no galinheiro e não ficarmos cada um a seu canto a esgravatar terra.
Às vezes acorda-se sorridente, bem disposto, radioso. Noutras manhãs, tudo é cinzento, triste, irritante. A malta da CasaViva também experimenta estes dois acordares e toda a variedade de outros amanheceres que estão entre um extremo e o outro. Mas incomodamo-nos sempre. Todos os dias.
Sempre que paramos este permanente bulir que nos ensinaram que é o verdadeiro viver. Nesses momentos, ficamos frequentemente cabreados. Existiriam, decerto, formas mais eruditas de colocar a questão, mas o que está dito dito está e pareceu-nos mais simples fazer este acrescento do que procurar um sinónimo para uma palavra cuja abrangência de conteúdo só é permitida por ter a sua origem na sabedoria popular.
Chateia-nos viver num planeta com tanto para partilhar e que apenas é explorado em proveito da espécie dominante, tornando a usurpação e o abuso nos conceitos por onde se começa a definição de ser humano.
Aborrece-nos que nos tomem por parvos quando nos tiram direitos e nos dizem que é para nosso bem, como se os direitos que nos tiram se evaporassem e não fossem, como dizia Lavoisier, apenas transformados em direitos de outros.
Apoquenta-nos que nos controlem, nos vigiem, nos fichem, nos transformem em conteúdos de bases de dados, nos gravem, nos chantageiem, nos cortem o direito a contestar, nos façam a todos bufos e polícias.
Indigna-nos que tudo seja mercadoria. Negociável, transaccionável, passível de ser transformado em lucro.
Não pode ser.
O capitalismo, já todos o sabemos, é apenas esta liberdade da raposa no galinheiro. Também não é segredo que a força do predador aumenta na proporção directa da desunião entre as presas. No entanto, mesmo possuindo o diagnóstico, nunca tratamos da maleita. E a responsabilidade de tentar a aproximação entre todos os que acreditam numa mudança organizacional radical é nossa, dos suficientemente vivos para darem umas bicadas na besta, de forma a que, de dispersas e curáveis, se tornem mais eficazes, provoquem gangrenas e acelerem a morte do carcereiro. De outro modo, continuaremos cada um no seu canto, a esgravatar terra como quem se deixa paralisar pelo medo, e a sair esporadicamente, aplicar uma bicada e recolher.
Já houve várias tentativas de união de esforços. Redundaram quase sempre em grandes exercícios de retórica sobre a maior validade da minha forma de luta em relação à tua. Na melhor das hipóteses, acabaram numa lista electrónica de discussão também electrónica que se foi silenciando com o tempo.
Mas a desistência não pode fazer parte do vocabulário de nenhum de nós. Se a coisa não tem funcionado, talvez seja hora de procurar métodos diferentes para a fazer progredir. E, a nós, parece-nos que não é na conversa formal que a união verdadeira cresce. É nas acções que nos sentimos mais próximos. É em ambientes mais descontraídos que nos sentimos mais preparados para falar uns com os outros. É na rua e na festa que se criam laços e se constroem afinidades, onde se forjam verdadeiras redes de interesses e participação.
Interessado? Contacta:
CasaViva pç marquês de pombal, 167 porto

Permacultura: 1 e 2 Dezembro em Ferreira do Alentejo


Workshop de Permacultura
– 1 e 2 de Dezembro de 2007 – Ferreira do Alentejo – Centro Cultural Manuel da Fonseca
Sábado e Domingo das 10.00h. às 18.00 com almoço entre as 13.00h. e as 14.00h.
Inscrições (gratuitas) no Museu Municipal de Ferreira do Alentejo. Na Esdime por telefone (284 650 000/932950028 –natàlia), por fax 284 655 274 ou por e-mail; natalia.tost@esdime.pt

19.11.07

Informação, Desinformação!


14.11.07

Sábado dia 24 de Novembro








Sábado dia 24 pelas 17.00
no Club Aljustrelense

Partindo da apresentação do livro “Ardinas da Mentira” e do Jornal Popular “Mudar de Vida”, um convite à conversa com o seu autor, o jornalista Renato Teixeira, o colectivo Mudar de Vida, o colectivo do Indymedia pt., e o da revista Alambique de Aljustrel…

Um convite à reflexão e ao debate sobre o carácter propagandista da imprensa dominante, e um convite à criação de jornais e outros meios de informação alternativa.
«(…)O objectivo é então, a par de lançar o debate sobre a superestrutura dos meios de comunicação, da sua promiscuidade com o poder e desse modo com a mentira, lançar a discussão sobre as possibilidades da resistência neste particular, e partir para a rua com a experimentação dos frutos desse debate

(…) Os jornalistas devem colocar a si próprios a primeira questão: que fazer?
Ficar acoplado à ideia de que é possível disputar a luta pela verdade no mesmo tabuleiro dos donos da notícia, e estar, desse modo, disposto a ser ardina da mentira, ou antes partir, de armas e bagagens, para a trincheira onde estão os dispostos a combater o apagamento organizado da memória colectiva?

(…) Porque a liberdade não está ao alcance de quem a entende mas de quem a detém, tal qual dizia uma das frases inscrita nas paredes da República Prá-kys-tão: “liberdade é a palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique, nem ninguém que não entenda”.»
de “Ardinas da Mentira” de Renato Teixeira, edições Dinossauro, 2007
Segue-se janta vegetariana e pela noite adentro…

Drum’n’Bass e Hard Stepping DUB

directamente pela BADMOOD Crew com

NSEKT e DUB_BUD


Ateliers de Permacultura


Workshops de Permacultura (org. GAIA- Centro de Convergência e ESDIME)

1 e 2 de Dezembro em Ferreira do Alentejo

e já nos próximos dias 24 e 25 de Novembro em Vale del Rei / São Martinho das Amoreiras (Sábado e Domingo das 10.00h. às 18.00 com almoço entre as 13.00h. e as 14.00h)
Alojamento; (opcional): Dormida (pequeno almoço incluído) – Camarata - 10€/pessoa Quarto de Casal - 20€/pessoa) - Precisa-se confirmação até dia 21 de Novembro
Refeições: (opcional) 7€ cada (possibilidade de prato vegetariano) – Precisa-se confirmação até dia 21 de Novembro.


Inscrições; (gratuitas)

Programa detalhado e Fichas de inscrição:

Na Junta de Freguesia de São Martinho das Amoreiras e no Centro Social de São Martinho das Amoreiras; Na Esdime por telefone (284 650 000/932950028 –natália), por fax 284 655 274 ou pelos e-mail: natalia.tost@esdime.pt, andrevizinho@gaia.org.pt ou ruimendesferreira@gmail.com.

12.11.07

Concerto dia 17 Novembro



Concerto dia 17 de Novembro

org. Club Aljustrelense

JUNKIES RUNNING DRY

EMPTY BOTTLES

UNPREDICTABLE

6.11.07

À conversa no próximo Sábado


Os transgénicos chegam ao palco


Os Transgénicos estão em todo lado, agora também no palco português!!!
Vem participar numa peça espectacular!
Durante o mês de Novembro vamos criar no Centro Social da Mouraria uma peça sobre transgénicos,com elementos de Teatro-Forum,para apresentar em escolas, na rua e junto das comunidades
Durante o workshop vamos:
aprender sobre os transgénicos
criar uma peça
escrever o texto
trabalhar na expressão corporal e de voz
criar um cenário (música, adereços, imagens)
O workshop é gratuito, mas exige comprometimento e disponibilidade durante os ensaios e as exibições
Escrever carta de motivação para eclipsearte@gmail.com ou csm@gaia.org.pt
As datas de ensaio serão definidas no primeiro encontro, dia 7 de Novembro no Centro Social de Mouraria

2.11.07

10 de Novembro

“República, Liberdade e Fraternidade:
o local (Aljustrel) como espaço de análise de um conflito (1910-1933)”
por Paulo Guimarães

31.10.07

Já há um blog da crise soci@l zine.



Já há um blog da Crise Soci@l, fanzine anarquista aqui da zona. Há muito que se queria criar a crise social em formato digital. Este blog pertende ser informativo, de actividades que se vão realizando em todo pais e fora e tambem divulgar novos projectos, desde fanzines, concertos, livros, cd's, novas bandas,etc.....


22.10.07

CCA Gonçalves Correia em Novembro...


Aqui ficam preliminarmente o anúncio das actividades para Novembro do CCA e de que daremos conta com os devidos pormenores mais adiante neste blog e por outros lados…


Dia 10 de Novembro
“República, Liberdade e Fraternidade: o local (Aljustrel) como espaço de análise de um conflito (1910-1933)”.
por Paulo Guimarães

Dia 24 de Novembro
Apresentação do livro “Ardinas da Mentira” e do Jornal Popular “Mudar de Vida”. Um convite à reflexão e ao debate sobre o carácter propagandista da imprensa dominante, e um convite à criação de jornais e outros meios de informação alternativa.
Por Renato Teixeira e outros.

19.10.07

Concertos 31/10 - ETACARINAE/EXKUMALHA


26 de Outubro, 19horas:Casa Viva (Porto) com Deskarga Etilika.Entrada livre
27 de Outubro, 17horas:Espaço Centro de Desastres (Anjos, Lx) com Disastro-Sapiens e 2 Semicolcheias Invertidas.3 DIY's (benefit para para projectos editoriais e para etacarinae)
31 de Outubro, 21horas:Club Aljustrelense (Aljustrel) com Exkumalha

17.10.07

Cancelamento do concerto dia 23

Devido ao cancelamento de 3 datas em Espanha, e de não haver alternativas por ser tão em cima, os Flippin' Beans cancelaram a tour na totalidade. Voltam para o ano, em Abril...

10.10.07

Este fim de semana em Setúbal

6ª-FEIRA, dia 12
às 16h Apresentação do jornal MOTIM Conversa informativa sobre ANTÓNIO FERREIRA Debate sobre Solidariedade Revolucionária Tasca Bela Vida (sem criados nem servidos; sem cozinheiros nem convidados; E SEM DINHEIRO; O que há em cima da mesa é o que todos trouxermos) Projecções de FILMES autoproduzidos (se tiveres curtas que queiras mostrar, envia-nos, contactando para o email em baixo)
SÁBADO, dia 13
11h- Passeio pela memória histórica ANARQUISTA de Setúbal com Pic-nic (Traz comida ou traz 1 êrico) 15h- workshop de Fechaduras 17h- Conversa sobre Anarquistas e os MEDIA 21h- Emir & Tabu Marionetas Jantar de Aniversário Concerto acústico com Mário Trovador & Bailarico com GiJeis
DOMINGO, dia 14 14h- passeio pela ARRÁBIDA com identificação de plantas 17h- conversa sobre TGV e outros PIN (Projectos de Interesse Nacional) 72 horas de rádio a bombar! Aqui há gato; deixa os cães em casa info e distribuidoras Se quiseres dormir por cá, traz tenda e saco-cama
Casa Okupada de Setúbal Autogestionada R. Latino Coelho, nº2 Bairro Salgado SETÚBAL
Vamos lá estar com o ALAMBIQUE...

9.10.07

Concerto dia 23 Flippin'Beans


8.10.07


A "grupa" feminina do CCA anda á procura de bandas constituidas por raparigas para tocar um dia destes no clube aljustralense. Para além da música gostaríamos de juntar, a esta possível actividade, um debate sobre um tema ainda a definir. Se estiveres interessada contacta-nos.

28.9.07

Lançamentos do Alambique


O projecto CCA Gonçalves Correia de Aljustrel apresenta a sua publicação

ALAMBIQUE
Aparece para a sua apresentação com conversa e convívio com açorda alentejana…

Dia 4 (quinta) em Aljustrel no Clube Aljustrelense pelas 20.00


Dia 5 (sexta) em Cacilhas, Almada no Centro de Cultura Libertária pelas 17.00.
rua cândido dos reis 21 http://culturalibertaria.blogspot.com/

Dia 6 (sábado) no Porto na Casa Viva pelas 20.00
praça marquês pombal 167 http://www.casa-viva.blogspot.com/

25.9.07

Dia 4 de Outubro


21.9.07

Início das actividades




As actividades pelo clube aljustrelense irão dar início pelo dia 4 de Outubro, com o lançamento do Alambique, a nova publicação confeccionada por estas bandas. Esta mesma apresentação também andará pelo CCL (Cacilhas) no dia 5 de Outubro e pelo Porto, na Casa Viva no dia 6.


Por agora fiquem com o editorial do Alambique



Alambique, s.m. [do ár. ‘anbiq] –
1. Aparelho próprio para realizar destilações –
2. Fig. Aquilo que serve para apurar ou aprimorar

Depois de alguns meses em fermentação o ALAMBIQUE começa a destilar.

Esta é uma publicação que surge do projecto anarquista Centro de Cultura Anarquista (CCA) Gonçalves Correia, que se movimenta entre Aljustrel, Ferreira do Alentejo e Castro Verde e restante Baixo Alentejo. Já em 2003 o CCA de Ferreira do Alentejo juntara na difusão do pensamento libertário diversos companheir@s da região. De há um ano para cá, ressurge o CCA, agora denominado Gonçalves Correia (em nome da mais renomeada herança anarquista da zona), junto do Club Aljustrelense, espaço que periodicamente abre portas às nossas iniciativas.

Os objectivos: estreitar as afinidades libertárias e procurar divulgar através de várias iniciativas públicas diversas questões e problemas que combatam a apatia, o medo e o conformismo que nos sufoca. Dar viva voz ao protesto.

O ALAMBIQUE surge depois de um ano de actividades no Clube, onde o projecto assentou arraiais. A necessidade de dar a conhecer o que fazemos, de sair portas fora tornou-se ao longo deste tempo algo imperativo. Não apenas com vista a um alcance maior, mas para quebrar com a passividade de nos fecharmos num getho, numa tribo, com os mesmos de sempre. Nesse sentido o Club Aljustrelense só por si, é isso mesmo: um clube. E o nosso projecto pese querer contribuir sobremaneira para a sua dinamização, nunca pretendeu encerrar-se na dinâmica fechada de um espaço que tem a sua vida própria com as suas virtudes e os seus defeitos.

Nesta nossa (des)construção afirmamos não apenas a crítica ao insaciável capitalismo e autoritarismo que nos rodeia. Queremos também, informal e livremente, que a nossa festa e o nosso companheirismo não seja a alienação que nos querem impor, mas a revolta com que queremos aprender a viver.

1.7.07

Dia 13 de Julho NATUREZA MORTA em Aljustrel



Chamada de atenção para uma das sessões de cinema documental (promove C.M. Aljustrel) ao ar livre no próximo dia 13 de Julho (sexta-feira), pelas 22,00 horas, no pátio do Museu Municipal. A entrada é livre. O Filme é o NATUREZA MORTA de Susana Sousa Dias, e estará presente a realizadora para uma conversa sobre o mesmo.
NATUREZA MORTA
PRÉMIO ATALANTA FILMES PARA MELHOR DOCUMENTÁRIO PORTUGUÊS- DOCLISBOA 2005
sinopse: Dentro de uma imagem esconde-se sempre outra imagem. Utilizando apenas materiais de arquivo e sem recorrer a palavras, Natureza Morta pretende redescobrir e penetrar na opacidade das imagens captadas durante os 48 anos da ditadura portuguesa (actualidades, reportagens de guerra, documentários de propaganda, fotografias de prisioneiros políticos, mas também rushes nunca utilizados nas montagens finais), permitindo a sua reabertura a diferentes leituras.

27.6.07

Anarko Punk Fest em Odemira Dia 14 Julho

Dia 14 de Julho na Boavista dos Pinheiros,

logo a seguir a Odemira na estrada para o Algarve, o CCA Gonçalves Correia promove uma Anarko Punk Fest. Levar a agitação, a informação e o ruído a todo o Alentejo!!!
pelas 16.00 projecção do documentário
"Memória Subversiva.
Anarquismo e Sindicalismo em Portugal 1910-1975"
seguido de debate com a presença de um dos seus autores José Tavares
alargado ao mote
"Anarquismo: da memória ao presente"
à noite Concerto com
Violência Violeta / Abandalhados / Disastro Sapiens / IAC / Disgraça

sobre o Documentário:
"... Pretendeu o José Tavares e Stefanie Zoche honrar a presença, num filme, de alguns militantes idosos, dos 80 aos 100 anos, aqueles que conseguiram sobreviver à tremenda luta travada contra o fascismo e os capitalismos internacionais, em especial os heróis sobreviventes da Colónia Penal do Salazarismo, onde vários deles fizeram mais de 10 anos de cativeiro, sem processo formado, ouvindo permanentemente os carcereiros afirmar que aqueles presos nunca mais iriam ver a Liberdade, porque o governo salazarento os tinha mandado para lá morrerem. Dizem que foi a um padre que o ditador mandou escolher este local porque era riquíssimo em mosquitos pestíferos, com a tuberculose entre pessoas e gados de abate. Existia um médico na colónia penal que em vez de exercer funções humanitárias, realizava as de carrasco. Neste campo infernal morreu a flor dos militantes anarquistas e anarco-sindicalistas (para além doutros militantes de diferentes sectores políticos e revolucionários). A maior parte dos prisioneiros que conseguiram ver a liberdade, morreram pouco depois pelos achaques e maleitas adquiridas nessa maldita colónia.

Podemos bradar aos quatro ventos, sem possível desmentimento, que se não tivesse existido Tarrafal, nem tremendas repressões fascistas não se apresentaria tão dizimado como está hoje o nosso movimento anarquista. Não tivemos ajuda de nenhum imperialismo Oriental, nem das repúblicas democráticas. Os povos que nos poderiam ajudar, como o Espanhol, o Italiano, o Argentino, o Brasileiro, etc., estavam também a ser amarfanhados por diversos tipos de fascismo.

Obrigado José Tavares e Stefanie por se terem lembrado de perpetuar na tela a presença deste grupo, cuja maioria são os heróis de lutas ciclópicas em favor da Humanidade, do Amor, do Progresso e da Libberdade.

Viva a Emancipação Integral da Humanidade..."
por José de Brito
"... Neste filme, uma geração de homens e mulheres, hoje entre os 70 e os 80 (há-os centenários!), fala ainda e sempre, com veemência e a exaltação da juventude que neles não se extinguiu, da alegria e do voluntarismo revolucionários. Nesta época da conformação mais rasteira travestida de pobres emblemas exteriores (grotescas modas ousadas...), eis-nos aqui perante perante uma fala humana que até nas suas mais pungentes fragilidades se mostra superior ao pretensioso palavreado pós-moderno, asséptico e invertebrado. É certo que já só a poderá escutar quem for capaz insubmissão perante a cangalhada social – porque a revolta é a plataforma mínima de que partem estes incorrigíveis anarquistas da região portuguesa que José Tavares e Stefanie Zoche ouviram, com visível empenho, num longo périplo pela memória da subversão deste século. Para além do mais, a verticalidade de tais homens e mulheres ompõem-se como constraste luminoso numa época de apalhaçadas gesticulações..."

por Júlio Henriques

19.6.07

Pik-nik na barragem do roxo [ervidel] 23/06/07


O C.C.A. promove encontro/convívio, fora do espaço físico que o acolhe, desta vez na Barragem do Roxo [perto de Ervidel] com várias actividades entre ela a limpeza de zonas mais poluídas nas imediações da barragem. O encontro está marcado para as 10h30 na Barragem.
Toda a ajuda é bem vinda.

12.6.07

Dia 16 Pelo KÖPI em Aljustrel !




LUTA SOLIDÁRIA pelo KÖPI !!!
Centro Social Autónomo em Berlim em perigo de se perder!

No dia 8 de Maio 2007, o KÖPI - Centro Social Autónomo de Cultura em Berlim e respectivo parque onde vivem instaladas pessoas em todo o tipo de veículos moveis (wagenburg), foi vendido a uma empresa privada de nome - " Plutonium 114". Passados 17 anos de determinante dedicação colectiva em actividades culturais e políticas sem fins lucrativos, este projecto está mais uma vez severamente ameaçado de ser banido pelo o interesse e acção de corporações capitalistas em "aliança" com o Estado Alemão. O KÖPI foi vendido em leilão, ainda sob dúbias condições de legalidade, uma vez que existem contratos de arrendamento habitacional legais. O leilão foi mantido em segredo até ao dia de execução, não foi sequer publicado no tribunal distrital local (onde mais tarde teve lugar), tal como deveria ter sido, supondo os processos legais. Os mais de 100 habitantes nos números 137 e 138 da Köpenickerstr em Berlim Mitte, (zona central de Berlim), não foram consultados antecipadamente sobre a futura privatização dos seus lares legalmente arrendados, o que os restringiu de qualquer hipótese de negociação com o principal credor. Desde o início do processo que levou à actual situação, várias pessoas tem sido ameaçadas e violentadas pela policia. Quer em acções directas públicas reivindicativas, quer em inesperadas rusgas policiais às próprias habitações, aos habitantes e outros indivíduos que hipoteticamente aparentam estar relacionados com o movimento, também tem sido alvo de repressão diariamente em ocasiões inesperadas de maior fragilidade.

Há 7 anos, o KÖPI sofreu a primeira ameaça e tentativa de compra. Esta não teve sucesso graças ao apoio e resistência massiva demonstrados a nível internacional por pessoas e colectivos solidários. Considera-se que o vasto numero de actividades, eventos, manifestações e confrontos directos para com os então reais investidores e interligadas entidades envolvidas, tenham feito recuar os próprios objectivos de privatização. A isso deve-se o facto de o KÖPI ter prevalecido até hoje em grande entusiasmo e motivação. O mesmo recuo e retirada pela parte dos iminentes compradores é o que se pretende conseguir mais uma vez, e para isto é necessário, e urgente, todo e qualquer tipo de suporte!
Hoje dia 12 de Junho de 2007 é o dia de Acção Global em Apoio ao KÖPI!! Neste dia, é indiscutivelmente necessário suportar o KÖPI com actividades pelas cidades e localidades. É extremamente importante demonstrar através de variadas acções por todo o mundo que:

O KÖPI NÃO RESISTE A SÓS! Manifestações, outras acções espectaculares junto as embaixadas e consulados da Alemanha, companhias privadas alemãs, bem como institutos e associações de cultural alemã de projecção no estrangeiro, serão apropriados alvos de reivindicação e revolta. Propõem-se posters, panfletos, grafittis, actividades performativas e todo o tipo de intervenções intravenosas que se rebelem pelo KÖPI! Festas e concertos de beneficência são impreterivelmente bem vindos!

16 de JUNHO 2007 Manifestação em Berlim, e mais perto conversa e festa benefitt em Aljustrel!!

É preciso que se mantenha e multiplique a agitação, revolta e rebeldia pela a permanência do KÖPI como importante centro social autónomo que é. Sobretudo, não deixaremos que o KÖPI se torne um objecto atractivo para a especulação! NAO À PRIVATIZACAO DO KOPI! ... É completamente irrelevante quem é o seu actual comprador!
O KÖPI PREVALECE, UNIDO CONTRA O CAPITAL!

Mais info: www.koepi.squat.net Doações podem ser feitas por transferência: SKI e VIBAN: DE26100100100671802102, SWIFT/BIC: PBNKDEFF

Pensa globalmente, actua localmente
16 junho-Clube aljustrelense. Desde as 19 Hrs.

Benefit kopi - conversas sobre G-hate,

Domínio mundial, controle e repressão...
Lançamento do livro "Guerra? Qual guerra?!"
Jantarada Vegana.
Concerto
:

ESKUMALHA (punk da figueira dos cavaleiros)
PROTESE INVOLUNTÁRIA (punk de todo o lado dos caldos da rainha)
DISASTROSAPIENS (punk fudido de lá pós lados de Lixboa)

8.6.07

ECOTOPIA EM AGOSTO

Aproxima-se a realização do ECOTOPIA em Aljezur de 4 a 19 de Agosto. Informa-te sobre o mesmo. Lá nos veremos em Agosto. Umas notas acerca do mesmo…

O Ecotopia é um acampamento anual de activistas de toda a Europa e um encontro aberto a todas as pessoas interessadas em questões ambientais e de justiça social. É organizado pela EYFA (Juventude Europeia pela Acção) e por cá acolhido pelo GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental). É proposto como um local de aprendizagem, partilha de experiências e difusão de informação sobre questões ambientais, sociais e políticas, entre outras. O tema escolhido este ano são as migrações, que terão especial relevância nos dias 10, 11 e 12 de Agosto.

O Ecotopia é igualmente um modelo funcional de comunidade auto-sustentável que coloca em prática os princípios de um estilo de vida alternativo e mais amigo do ambiente: tomadas de decisão por consenso, reciclagem de lixo, refeições vegetarianas, uso de energias alternativas... Tem uma estrutura horizontal (não-hierárquica) e auto-organizada. Durante o acampamento todas as decisões são tomadas pel@s participantes no círculo da manhã e tod@s são responsáveis pela criação do programa, resolução de problemas e realização das tarefas diárias. De qualquer pessoa que se junte ao Ecotopia é esperado alguma ajuda na organização e funcionamento do encontro. Isto significa que cada uma deve tomar parte activa num dos grupos de trabalho diários de modo que as equipas possam rodar e tod@s no Ecotopia possam ter as mesmas possibilidades de trabalhar, participar nas oficinas e descansar. As pessoas voluntariam-se para ajudar nas várias tarefas, tais como apanhar lenha, recolher água para os duches, escavar fossas para os sanitários, limpar, etc. Para realmente saberes o que é viver numa comunidade sustentável tenta realizar cada uma das tarefas pelo menos uma vez. Se vires algo que deva ser feito, fá-lo!

O Ecotopia funciona no sistema de ecotaxas, o que significa que cada um no Ecotopia paga pela comida o mesmo que pagaria no próprio país.

Ecotopia 2007 – As Migrações

As migrações não são algo novo. Desde sempre os povos deixavam os seu lares à procura de melhores condições de vida, tanto dentro como fora do seu país de origem. Mas hoje em dia tem-se vindo a tornar num tema cada vez mais sensível para os governos e para a sociedade em geral.


A globalização económica e a industrialização deram um novo “empurrão” à migração global. Uma vez que o modelo económico no qual vivemos exacerba as desigualdades entre nações, e coloca em risco as condições sociais e ambientais de muitos povos, a migração para muitos torna-se não numa escolha, mas numa necessidade. Temas como refugiados, fronteiras, ilegalidade, trabalho precário, êxodo rural, desertificação, racismo e muitos outros cada vez mais vêm à tona.


Na edição do Ecotopia de 2007 gostaríamos de focar o tema das migrações humanas, reflectindo nas suas causas, assim como no efeito e na reacção que provoca na sociedade e nas políticas governamentais, de diferentes perspectivas:

-Justiça ambiental e as deslocações ambientais causadas por razões humanas como a desflorestação, desertificação e seca, plantações (eucaliptos, agrocombustíveis, sumideiros de carbono) e alterações climáticas;

-Justiça social, abordando temas como a discriminação e ilegalidade, e salientando contradições como Globalização Versus migração ilegal, e a lógica do “bom emigrante” (socialmente aceite, turista proveniente de países ricos) Versus “mau emigrante” (que sofre discriminação, proveniente de países pobres).

-Reflexão sobre a influência da globalização económica neoliberal em ambos os casos anteriores.

17.5.07

FEIRA DA TROCA \\20\05\07_domingo

Trocar de roupa é a sugestão da Feira da Troca que continua a acontecer ao 3º domingo de cada mês a partir das 17H00 no parque infantil (perto do Rianço) em Messejana.

10.5.07

Folheto - "Contra o fascismo, Contra o capital"

Folheto sobre a repressão polícial no 25 de Abril de 2007, contendo os textos "25 de Abril", "comunicado sobre a manifestação antiautoritária contra o fascismo e contra o capital" e fotos da manifestação.


http://portugal.indymedia.org/ler.php?numero=128823&cidade=1

7.5.07

Sábado 26 - "Ghost Mice" no Club

Ghost Mice é uma banda folk-punk formada por dois integrantes vinda de Bloomington, EUA. Ghost Mice foi criado das cinzas da banda pop-punk anterior Operation: Cliff Clavin. Chris Johnston (mais conhecido como Chris Clavin) e Hannah, que tocavam guitarra e baixo respectivamente, decidiram fazer a produção acústica assim podendo viajar mais e tocar mais facilmente em quase todos os lugares.
Nas suas próprias palavras: "Nós tocamos 100% acústico. Nós nunca usamos amplificadores ou microfones (exceto uma vez no Plan-It-X Fest). Temos tocado juntos em bandas por cerca de 7 anos. Nós começamos o Ghost Mice em 2002 porque nós estávamos cansados de ser restritos. Nós estávamos cansados de ter que viajar em grandes vans e depender de amplificadores, sistemas PA e eletricidade. Com o Ghost Mice nós podemos viajar com pouca coisa e quase nada pra tocar. A gente toca frequentemente em quintais ou em esquinas de grande centros. Nós viajamos pelos EUA várias vezes e pela Europa (Alemanha, Países Baixos, Dinamarca, Áustria, França, Espanha, Bélgica, Inglaterra, País de Gales, Escócia, e Irlanda) a pé. Nós pedimos carona e pegamos trem para todos os nossos shows. Isso foi engraçado e bem libertador. Nós cantamos uma mistura de letras políticas e pessoais, somos anarquistas, dedicados ao faça-você-mesmo e à luta de fazer do mundo um lugar melhor. Nós tocamos música e viajamos por diversão e para conhecer novas pessoas. Música significa nossas vidas. Nós amamos viajar. Somos legais e um pouco tímidos."


Hannah deixou seu baixo a favor de um violino. As letras do Ghost Mice envolvem na maioria das vezes ter uma percepção positiva na vida; andar de bicicleta, comer comida saudável, amar, e ser punk são todos os tópicos cantados nas suas músicas. O slogan do Ghost Mice, "Punk as Folk" (algo como "Punk como o Povo"), é uma forma fantástica de descrever suas músicas, letras, e tudo que é Ghost Mice.
Materiais do Ghost Mice estão disponíveis através da gravadora do Chris Johnston, Plan-It-X Records ou através dos respectivos selos que os lançaram.