

O Alambique / CCA Gonçalves Correia lá estará.
Até lá!
22, 23 e 24 de maio rua luz soriano 67 bairro alto lisboa
http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/ (link no cartaz ao lado)


"O 1º de Maio evoca aqueles que morreram na luta contra o capital. Desta forma, nunca poderá ser uma celebração. Por outro lado, em circunstância alguma se deverá homenagear uma das suas formas de escravatura: o trabalho ou o estatuto de trabalhador nos moldes de uma sociedade capitalista e autoritária. 
18/20 Abril 2009 em Itália (Cison Valmarina, Treviso)
« Para superar a crise dos governos dos 8 países mais industrializados do mundo, estes querem relançar a agricultura nos países do Sul. A partir de 18-20 Abril estão reunidos
O que significa a revitalização da agricultura nos "países em desenvolvimento"?
Nunca como no actual momento histórico os mercados dos países desenvolvidos, dependeram daquilo que eles chamavam de "países em desenvolvimento". A subjugação dos vastos e férteis, mas especialmente vulneráveis, territórios e agricultores do Sul é agora a desejada perspectiva de resolução levantada pela crise nas economias dos "Grandes 8". Criar uma forte dependência entre os países em desenvolvimento e os países desenvolvidos, tornou-se uma necessidade para a economia moderna. Embora esta prática seja bem conhecida no Ocidente desde o nascimento do capitalismo, desde os anos oitenta e noventa, através de uma nova e próspera fase esta está a tomar uma conotação mais profundamente invasiva e totalitária (utilização da engenharia genética, propagação das monoculturas de OGM, e produção de prejuízos muito além dos limites da sobrevivência e reversibilidade). Obviamente, todas essas novas formas de agressão ao meio ambiente configurarão uma exploração ainda mais generalizada na esfera social.
Queremos reiterar que a Guerra não está apenas ligada e manifestada ao petróleo, mas também uma Guerra, de modo mais subtil e subterrâneo, mas com um impacto mais pesado e de longo prazo, vinculada à agricultura. Um exemplo recente é o uso de sementes americanas no Iraque, onde os camponeses são obrigados a comprar no multinacionais de ano para ano (elaborado na sequência da operação militar do país). Mesmo na actualidade são as regras administrativas e sua aplicação militar que impõem um modelo de produção profundamente errado, porque baseado na manipulação e destruição do ambiente e das condições de vida e em hierarquias nas relações entre indivíduos e entre indivíduos e ambiente natural.
É o modelo das multinacionais agroindustriais que têm monopolizado a vida através do quadro legislativo e do apoio militar dos Estados democráticos. Sem o exército, ou a ameaça de anfitriões, Monsanto e Syngenta não teriam penetrado no Iraque; sem os incentivos de outros magnatas não entram em África, na América do Sul, Ásia, de modo a levar a cabo uma limpeza geral de todo os povos, culturas e dos ecossistemas. É o caso da Argentina, onde desde
Agricultura, a guerra e o petróleo estão estreitamente relacionados uma vez que a expansão da agricultura industrial, mediante projectos corporativos, exige uma enorme utilização para além da água, dos combustíveis fósseis, que ao contrário na agricultura tradicional não são usados. A sobrevivência da indústria da biotecnologia é uma parte integrante do sistema de guerra e das ocupações militares que estão aterrorizando, massacrando e empobrecendo milhões de habitantes da Terra.
O paradigma tecno-industrial da agricultura impostas aos países em desenvolvimento, comporta evidentemente uma redução e o desaparecimento da biodiversidade que caracteriza estas áreas, a extinção de espécies vegetais (e consequentemente, habitats e espécies animais), a erosão do solo, a poluição das águas subterrâneas com a utilização de novos fertilizantes químicos, o envenenamento do corpo humano com herbicidas com diferentes tratamentos químicos, o empobrecimento das dietas tradicionais e muito mais ... uma sociedade super conformista e altamente hierarquizada.
A utilização da engenharia genética aplicada à agricultura oferece oportunidades significativas para o desenvolvimento económico dos colonialistas e da extensão do controle da vida económica, política e das actividades culturais dos países colonizados. Os OGM, para lá de clonarem vida, clonam formas de produção e exploração, aparelhos de dominação e coercivos dos poucos sobre os muitos, todos dedicados ao progresso e à democracia. Eis aqui a semente da democracia!·
É tempo para expormos a grande mentira que está escondido por trás da Revolução Verde, tanto propagada para justificar a exportação do modelo industrial de agricultura contra a fome e a sua imposição sobre as áreas onde ainda são viáveis uma agricultura autosufeciente e de subsistência, tornando-a dependentes dos produtos e das industrias ocidentais, como contaminando a flora e fauna com OGM. A Revolução Verde é boa apenas para os especuladores da indústria agrícola. A Revolução Verde e a mais recente Revolução zootécnica (desde 2001, que o gado é introduzido de forma intensiva, o que levou à disseminação de epidemias, mesmo entre os animais selvagens, causando enormes fomes e carestias), apoiada por um dos protagonistas deste G8 – o Banco Mundial – têm agravado as condições dos pobres do mundo e perpetuado o estado de sujeição pelos países industrializados.
Este é o mundo que o G8 tem pensado para nós. É altura de recuperar o terreno,a terra, a dignidade e a vida! Estamos com os camponeses que resistem na Índia, Argentina, Brasil e em todo o lado, contra aqueles que querem vender, explorar, expropriar, ou pior ainda, comprá-los com os seus produtos. Ôpor-se à entrada de OGM em nossas terras. Incendeiem o GM! »
Assembleia contra o G8 Agricultura
http://www.assemblea.gelohc.com/
Queremos ir para além da informação e da opinião.Partindo de diferentes projectos, pretendemos criar um espaço de discussão, reflexão, encontro e confronto de ideias anarquistas, onde cada um destes projectos se possa desenvolver. 

Neste momento, um conflito de paradigmas está a ser encenado em todo o mundo, naturalmente resultando numa peça cujo conteúdo reflecte uma história complexa de causas e efeitos.
Por um lado, o negócio em grande escala promove um crescimento global monocultural, de cima para baixo, baseado no capital e na energia. Por outro lado, observamos a destruição do humano, do tecido social e económico das nossas vidas, tudo em nome de uma economia de casino de avançada tecnologia, numa escala cada vez maior e mais anónima em termos de responsabilidade. A palavra crescimento num contexto deste tipo parece amargamente irónica, tendo em conta a destruição dos ecossistemas e a taxa de extinção registada, que é a mais alta desde o período Devoniano. Ainda mais amargo é o facto da destruição da biodiversidade estar a ser destruída em nome de uma estandardização monocultural. Não é apenas por mera coincidência que estes problemas são acompanhados por uma grande perda de diversidade cultural humana e uma ainda maior dependência em fontes e recursos comuns para satisfazer necessidades materiais e abstractas.
No Ocidente foi-nos vendido um remédio amargo sob a forma de argumentos neodarwinianos que confundiram natureza com cultura. Ainda pior é o facto de termos sido tão eficazes a vender este remédio ao Terceiro Mundo. Acabámos por realmente acreditar que o actual absurdo Behemoth socioeconómico é o resultado de uma tendência evolucionária, que entende os seres humanos como basicamente egoístas, constantemente envolvidos em competição, sobrevivência e guerra. Ao ler os pensadores ocidentais, de Adam Smith a Sigmundo Freud, somos levados a acreditar que estes traços são um produto da nossa natureza.
No entanto, não será possível que estes brilhantes filhos do Ocidente tenham andado a descrever o Homus Industrialis em vez do Homo Sapiens. Confundimos a natureza com a cultura e vendemo-nos a um paradigma mais poderoso do que o Comunismo ou o Capitalismo: estamos subjugados pela Tecnologia.
Ninguém nega que as fomes que assolaram a Índia no último século tenham diminuído muito, em parte devido aos híbridos introduzidos para aumentar a produção. Mas o altruísmo desses anos transformou-se agora numa loucura expansionista. Explorando apenas esta avenida da loucura do século XXI, o agronegócio, ouvimos os apelos à estandardização, expansão, comida para todos, mas a expansão agro-industrial trouxe a devastação; os seus fertilizantes e pesticidas envenenam a terra, a terra marginal cresce exponencialmente, a erosão desenfreada está a levar milhares de anos de desenvolvimento do solo numa única chuvada e uma falange de híbridos monocultural fica mais do que nunca susceptível a pragas. Apesar dos críticos das colheitas geneticamente manipuladas poderem citar a segurança, genes estranhos, reacções alérgicas e a introdução acidental de genes em populações selvagens, o perigo mais real e iminente nesta nossa aldeia global é a perda acelerada de variedades geneticamente únicas, aliado ao patenteamento de sequências genéticas.
Apenas há duzentos anos, os agricultores estavam a melhorar activamente a segurança das suas futuras colheitas e solo ao encorajarem a biodiversidade agrícola. Centenas de milhares de variedades de plantas e animais datam dessa época. São um testamento de gerações de agricultores seleccionando plantas e animais, perfeitamente adaptados às condições locais, ecótopos, habitats, através de uma sinergia entre transferência de nutrientes, protecção e produtividade.
Será que vamos perder esta preciosa diversidade em troca de uma mão cheia de
Columba Moore - Prof. de Biologia. Tradução de Julieta Andrade - Prof. de Língua Portuguesa, ambos
Saca o Gorgulho…da Colher Para Semear http://gaia.org.pt/print/14828 Contactos Colher Para Semear: Quinta do Olival, Aguda, 3260-044 Figueiró dos

"No próximo dia 2 de Abril continuará o julgamento das pessoas acusadas pelo suposto motim que ocorreu dentro da prisão de Caxias, em 1996, em portugal.Queremos ir para além da informação e da opinião.Partindo de diferentes projectos, pretendemos criar um espaço de discussão, reflexão, encontro e confronto de ideias anarquistas, onde cada um destes projectos se possa desenvolver.
Numa tentativa de encontrar e conhecer outros indivíduos e descobrir potenciais cúmplices no que cada um de nós deseja, continuamos (e continuaremos) a dar importância à palavra escrita enquanto ferramenta de comunicação e ataque.
Convidamos quem desejar contribuir neste sentido a participar.
22, 23 e 24 de maio de 09
rua luz soriano 67
bairro alto
lisboa
Para mais informação:
http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/
feiradolivroanarquista@gmail.com
A propósito...
A Livraria e editora Letra Livre acaba de publicar, numa pequena tiragem, a obra de pesquisa histórica, «Minha Pátria é o Mundo Inteiro» do historiador brasileiro Alexandre Samis sobre Gregório Nazianzeno Moreira de Queirós e Vasconcelos, mais conhecido por Neno Vasco (1878-1920), um intelectual que actuou nos meios operários em Portugal e no Brasil com particular importância na imprensa sindicalista da época. Apesar da sua morte prematura destacou-se como um dos mais importantes militantes libertários do começo do século XX, sendo autor do livro «A Concepção Anarquista do Sindicalismo». Nascido em Penafiel em finais do século XIX, formou-se em direito na Universidade de Coimbra e viveu no Brasil e em Portugal tendo um importante papel na animação de inúmeros jornais operários sendo uma das principais referências do movimento sindical da Primeira República.
«Minha Pátria é o Mundo Inteiro. Neno Vasco, o Anarquismo e o Sindicalismo Revolucionário em Dois Mundos». Alexandre Samis. Letra Livre, Lisboa, 2009.

No Sábado, dia 28 de Fevereiro vai ser apresentada a publicação "Presos em Luta: Agitações nas prisões portuguesas entre 94 e 96".Terá lugar no Centro de Cultura Libertária, pelas 16:00h e contará também com uma conversa sobre o motim de Caxias e o processo contra os 25 acusados, bem como, as lutas nas prisões portuguesas nos anos 90.
A 23 de Março de 1996 ocorreu um “motim” no Forte de Caxias, provocado por interesses de Estado, com o objectivo de acabar com as várias lutas em que os presos estavam empenhados. A revolta transpôs muros e instalou-se no debate público, onde algumas opiniões chegaram a questionar a existência da própria prisão e o seu papel na sociedade. Dos 180 detidos armazenados aos montes e indefesos,-entre o 3º esquerdo e o 3º direito- quase todos sofreram selváticos espancamentos durante vários dias. Dessa prática de terror resultaram múltiplas fracturas e comoções cerebrais, tendo ainda um preso ficado cego de um olho devido a um tiro de bala de borracha dos muitos que foram disparados pelos mercenários do Estado.
O Estado não cumpre a sua própria lei. É sabido que este sempre foi mestre na violação das regras que criou não hesitando em praticar qualquer crime, em interesse próprio, por mais horrendo que seja. No caso dos “presos entre muros”, basta uma simples olhadela pela imprensa de 94 a 96 para verificarmos a escandalosa violação sistemática dos “direitos dos presos”. Greves de fome, greves de trabalho, cartas e comunicados contestando e resistindo a tão cruel realidade, fizeram parte do quotidiano dos detidos a essa época. É neste ambiente que, por ordens superiores Estatais, foi provocada uma reacção espontânea dos presos. Distribuiram-se psicotrópicos fora da “refeição” e o director interino da Direcção Geral dos Servicos Prisionais, em “diálogo” com os presos legítimamente indignados demonstrou o seu total desprezo por eles, seria esta a faísca que iria acender a mecha.
Como é possível que, com total descaramento, treze anos depois, venha o Estado pretender culpar 25 detidos à época, acusando-os em processo judicial de motim, incêndio e danos qualificados?! Alega o Ministerio Público que os presos começaram a organizar-se com lutas de greve de fome e de trabalho duas semanas antes de 23 de Março. Pretendem assim silenciar o contexto de corrupção, de impunidade, e de graves violações à dignidade humana, assim como as lutas de resistência ocorridas nos dois anos anteriores!…
Contra tal “branqueamento” individualidades e diversos colectivos resolveram criar esta publicação, no sentido de relembrar os acontecimentos ocorridos entre 94 e 96 em quase todas as prisões nacionais, manifestar repúdio perante tão absurdo processo judicial, desmontando a farsa da acusação e denunciar a actuação repressiva dos organismos Estatais, que tiveram um papel activo no aumento do terror vivido nas prisões portuguesas nos anos 90- e que ainda hoje tristemente continua- com o assustador e esclarecedor número de mortes, doentes sem o devido tratamento, presos a cumprirem “condenações” perpétuas encapotadas, mantendo esta escandalosa situação num limbo camuflado e invisível.
Governo, Procuradoria Geral da República e DGSP foram e são os responsáveis pelo que ocorreu e continua a ocorrer com total hipocrisia e silêncio no interior das prisões. O que saíu nos media é apenas a ponta do iceberg. A haver um julgamento com as regras do Estado de Direito, deveria ser o Estado a sentar-se no banco dos réus e nunca quem sofreu essa estruturada, premeditada e incomensurável violência. Se as pessoas pudessem integralmente conhecer a realidade do interior das prisões, ainda que por uma hora apenas, certamente se levantariam em peso para repudiar veementemente este “novo holocausto”, como diz o dissidente criminólogo Nils Christie.
Recentemente, na Europa, várias lutas ocorreram e algumas continuam: em Agosto de 2008 cerca de 550 presos estiveram em greve de fome nas prisões alemãs, reivindicando “melhorias” no sistema prisional; em Novembro a quase totalidade da população prisional da Grécia esteve também em greve de fome -acções de informação e solidariedade em relação a esta greve repercutiram-se por toda a Europa-; em Itália, onde existe prisão perpétua, quase todos os presos afectados por essas condenações levam a cabo desde 1 de Dezembro uma jornada de luta; vários presos de Córdoba e de outras partes de Espanha encetaram uma greve de fome em solidariedade com os prisioneiros de Itália reivindicando ao mesmo tempo uma série de reivindicações ao sistema penal e judicial do Estado espanhol; no verão, Amadeu Casellas, prisioneiro na Catalunha (Espanha) esteve 78 dias em greve de fome. Por cá, em Monsanto -um dos Guantanamos do país- vários detidos estiveram, no mês de Outubro, em greve de fome protestando contra as torturas de que são alvo e contra a total impunidade com que actuam os carcereiros desta cadeia.
A luta pela dignidade e pela liberdade jamais poderá ser contida seja em que prisão fôr!
Solidariedade e absolvição para os 25 de Caxias!