6.7.09

Sexta dia 10 no Club


Dia 8 no Porto - Casa Viva

Dia 9 em Setúbal - KÿlaKancra

Dia 10 em Aljustrel - Club Aljustrelense

collectifmaryread.free.fr
www.myspace.com/lescreationsducrane
www.masquepalabras.org/collectifmaryread
www.entartetekunst.info
www.myspace.com/entartetekunstlabel

4.7.09

4 Noites 4 Filmes todas as 5º feiras... e Jantares


1.7.09

entrevista a Drowning Dog e DJ Malatesta

Uma Entrevista Com Entartete Kunst

Para muitos na cena radical da Bay Area, a partida de Entartete Kunst no final deste mês marcará a passagem de uma era. Para mim certamente.

EK é um selo anarquista de gestão colectiva que lançou e co-editou 20 discos e CDs nos últimos dez anos. Eles começaram produzindo peças e batidas predominantemente electrónicas, mas mais recentemente têm incorporado mais rap no seu repertório. Conheci Marco e Melissa (e outros da EK) pela primeira vez pouco depois de começar um programa de voluntariado com a AK Press (quase uma década atrás). Seu trabalho árduo, apoio generoso e gestos camaradas não vêm sendo suficientemente celebrados ao longo dos anos. Desejamos a eles o melhor. Se você estiver na Europa este verão, não deixe de pegar as datas da Tour deles [ALJUSTREL dia 10; SETUBAL dia 9 e PORTO dia 8].

Fale sobre o seu single mais recente, Mix Tapes and Cotton. Sobre o que é a faixa?

Drowning Dog:Mix Tapes and Cotton” é uma canção sobre racismo através dos olhos de uma criança. Quando eu era menino (na Flórida), a Ku Klux Klan incendiou uma cruz em nosso quintal, esfaqueou nosso cachorro e costumavam nos infernizar. Por isso é uma história pessoal. Ela diz que somos capazes de lidar com o racismo e o sexismo juntos como uma classe e que são as instituições — governos e corporações — que nos empurram isso, essa é a questão real. É uma canção sobre os trabalhadores pobres sem acesso à educação, mas com ilimitado acesso à lavagem cerebral podem canalizar sua raiva para atos estúpidos como queimar cruzes e falar aquele monte de merda e como nós (também trabalhadores pobres) podemos lidar com gente ignorante juntos. Mas quando as instituições (classe média e alta) usam ideais racistas e criam políticas que desumanizam e destroem vidas ou têm dinheiro e poder por trás dessas idéias aí fode tudo, fica perigoso, mortal (por exemplo, complexos industriais de prisão, militares, habitação, poluição, saúde etc.). É meio isso que diz.

Que acontece com a Entartete Kunst por esses tempos? Pode nos contar uma breve história da EK e o que estão tramando atualmente?

DJ Malatesta: Nós [Drowning Dog e Malatesta] estamos para começar uma excursão com umas trintas datas pela Europa Ocidental (a turnê Crunch The Creditors 2009), graças ao movimento anarquista e ao nosso trabalho duro pelos anos excursionando / construindo a solidariedade com umas pessoas / grupos / galeras etc. muito legais. E temos, como você mencionou um novo sete polegadas saindo agora, disponível pela AK Press e outras como NatterJack Press, London Class War, Les Creations Du Crane, Irregular Rhythm Asylum, e muitas outras.

Comecei esse grupo junto com dois amigos que não tiveram experiência nenhuma com anarquismo. Lançamos uma compilação de peças e batidas eletrônicas que tinha uns tons políticos, e ele passaram a criar vários outros projetos. Nesse ponto, comecei a trabalhar com muitos artistas e produtores DIY (faça-você-mesmo), principalmente na Bay Area, editando e compilando vinil e CDs e lançando-os sob o selo “Entartete Kunst” — tipicamente bandas, mas projetos solo também. Breaks, poesia, batidas doidas, ruído etc.

O nome “entartete kunst” significa “arte degenerada” em alemão. Tomamos o nome de uma exposição homônima usada pelo governo alemão dos anos 30 para tentar ridicularizar a arte radical. Usamos o nome porque somos conscientes que somos considerados degenerados por nossos chefes… de todos os tipos: políticos, financeiros, sociais.

Marcamos pelo menos sessenta shows na Bay Area durante aquele período para muitas bandas (incluindo nós mesmos) e fizemos uns vinte lançamentos desde 1999 — todos inteiramente financiados dos poucos dólares que sobravam nos contracheques de várias pessoas e dinheiro de drogas (risos), ocasionalmente pagando por um lançamento com o dinheiro de um anterior.

Não nos tornamos um coletivo até 2003. Por esse tempo, tínhamos muita certeza de que isso seria uma ferramenta de propaganda. Por um tempo, éramos em quatro fazendo todo o trabalho, depois em três. Sugeri que coletivizássemos. Passamos depois a organizar nossa primeira excursão européia (2003) e lançar o vinil 2 x 12 polegadas e o CD States Of Abuse (2004/5).

Nesse exato momento, são Drowning Dog e Malatesta (claro que isso pode mudar). Nós tocamos, gravamos, escrevemos e produzimos juntos. Lançamos nosso CD de estréia Got No Time CD (2007/8) e Mix Tapes and Cotton 7” (2009) juntos, e estamos planejando uma porção de lançamentos para a E.K. Inc.: um sete polegadas, johnny NO cash 7”, um lançamento em vinil e download de compositores de rap, multilingual, inspirado pelo ideário comunista-libertário e anarquista para 2010, e um novo lançamento de Drowning Dog assim como incontáveis outras colaborações e remixes.

DD: Got No Time é o CD de estréia do Drowning Dog!

O CD fala sobre como não temos tempo para as coisas realmente importantes na vida. Passamos a maior parte do tempo no trabalho, trabalhando pra caralho, tornando os outros ricos. E geralmente produzindo coisas que ninguém quer / precisa em nossa sociedade — muitos, muitos poucos de nós realmente poderão realizar plenamente seu potencial.

Por isso, Got No Time é na verdade um chamado para a eliminação de todos esses trabalhos de merda de que realmente não precisamos em nossa sociedade. Estou pronto para um dia de quatro horas numa semana de três dias (pra começar, porra).

E sobre o futuro? Vocês estão se mudando dos Estados Unidos e se radicando na Europa. Por quê?

DJM: O movimento é forte lá em comparação com o que rola por aqui, e com mais consciência de classe. Queremos trabalhar com muitas pessoas; infelizmente, tem um punhado só de grupos que se identificam com o que a gente faz ou mostram apoio à nossas políticas ou à nossa música. Mas há alguns… incluindo AK Press e Red Emmas.

As pessoas tomam menos antidepressivs na Europa… assim é melhor para contra-atracar.

DD: Pela pizza.

Entartete Kunst, e vocês como indivíduos é há algum tempo, parte do movimento anarquista na Bay Area. Pode nos falar um pouco sobre as coisas nas quais vocês têm estado envolvidos e que mudanças viram na Bay Area nos últimos anos?

DJM: Eu, por exemplo, tenho estado na maioria dos encontros anarquistas na Bay Area pelos últimos dez anos e, se tanto, eu o vi crescer (período do 9/11) e depois encolher (nos últimos dois anos), pelo menos no sentido do interesse do grande público. Há muitas razões pelas quais isso pode ter acontecido, mas pra ser bem honesto, acho que as pessoas que são as mais vocais na Bay Area são da classe errada e, portanto mantém as idéias firmes no seio de sua própria cultura. É o que eu penso. De um lado positivo, há alguns grupos que são meio que conscientes disso e começaram seus próprios grupos de trabalhadores, salvo engano — como o Modesto Anarchist Crew.

Vocês fizeram algumas excursões pela Europa agora e foram expostos a vários movimentos anarquistas no processo. Pode comparar e situar os contrastes de suas experiências com os anarquistas aqui e lá?

DJM: Se você é um anarquista comprometido, você é um anarquista comprometido. Eles lá têm circunstâncias diferentes: a mentalidade na Europa é muito mais comunista (num sentido anti-estatista) do que aqui e isso é importante, eu acho… embora não seja um nem o outro. Temos de ter consciência de que todos estamos conectados e que não podemos sobreviver sozinhos.

DD: Comparar e situar os contrastes, bom… Europa é diferente, nem melhor nem pior, mas diferente, tem um contexto diferente, lugar diferente, leis, história diferente. Sempre use o que tiver, quando puder, com o que se tem, onde estiver.

Podemos ir a esses espaços na Europa — centros sociais, squats, espaços de arte — na primeira leva de excursões me pareceu doido que aqueles espaços existissem: “Vocês têm centros sociais financiados pelo governo?!”

E a idéia de que você pode ocupar um lugar por anos e NÃO ter seus miolos estourados. Interessante pra caralho, não bem como a cultura / leis de propriedade americanas. Certo, nós podemos ocupar lugares nos States, mas não é o mesmo. É na maior parte em locações indesejáveis, fora do centro da cidade, aquela bosta de centro e geralmente não dura muito, não tem muito apoio da comunidade.

Infelizmente, se é que há, não há muito dinheiro colocado na cultura. A maior parte do dinheiro nos Estados Unidos vai para os militares e para a polícia. Financiar espaços para fomentar pensamento crítico ou questionamento criativo não está na lista de prioridades deles. Eles só precisam de mãos baratas para limpar a bosta deles. Educar pessoas e culturizar pessoas (acho que inventei essa palavra) pode causar problemas. Não pense. Cale a boca. Limpe a bosta. Ganhe dinheiro pra nós.

Isso não bem parte da pergunta que você fez, mas uma coisa eu acho importante e legal e é que é muito bom interligar todos os grupos que conhecemos nas viagens com outros que de outro modo jamais saberiam de sua existência. Porque vamos para países diferentes, somos capazes de conhecer tanta gente, galeras, grupos radicais, anarquistas legais. É tão importante que saibamos da existência uns dos outros porque sabe, tá ruim lá fora, sabe o que e quero dizer? Precisamos uns dos outros.

Que hip-hop vocês estão escutando atualmente?

DD: Collectif Mary Read, La K Bine, Comrade Malone, Mentenguerra, Microplatform, La Plataforma, The Edger, Beast, Keny Arcana, Kurzer Prozess, Direct Raption, Cuba Cabbal, Acero, Arapiata, Gente Strana Posse.

Quando a maioria das pessoas pensa em hip-hop eles certamente o associam com a política anarquista. Fale um pouco sobre a música anarquista e a cena hip-hop. Quem eram alguns dos pioneiros e com que têm se impressionado por esses tempos?

DJM: Há e havia quando começamos uma cena punk que toca em idéias anarquistas e se organiza coletiva e autonomamente, aí criaram redes das quais aparentemente nos beneficiamos até hoje, porque os garotos hoje em dia curtem todo tipo de som, não apenas um único tipo.

Temos visto um agudo crescimento de bandas de hip-hop, especialmente na Europa e Amércia Central / do Sul, nos últimos anos… embora, ironicamente, Emcee Lynx of Oakland tenha sido o primeiro rapper anarquista que ouvi por volta de 2000.

Obviamente tem havido um monte de rap de protesto / crítica social ao longo dos anos como Boogie Down Productions, KRS One, Public Enemy, The Coup, Dead Prez, Immortal Technique, mas nenhum de que se pudesse dizer ser especificamente anarquista. A lista na pergunta anterior é a de quem mais nos impressiona neste exato momento.

Mais infos: http://www.entartetekunst.info/

* Entrevista realizada por um membro da AK Press em maio de 2009

Tradução > Matias Romero

agência de notícias anarquistas-ana / Brasil

24.6.09

Este Sábado pelas 17.30

Conversas informais... este sábado:
A proposta para uma troca de ideias é em torno de "grupos de afinidade, lutas intermédias e insurreição", numa proposta da publicação "Saltar para o Desconhecido" e a partir da qual convidamos a tod@s a aparecer e a dar o seu contributo.

cartaz das próximas actividades

14.6.09

Próximo Sábado dia 20

Pelas 17.30 no próximo Sábado em Aljustrel (no dia antes em Sintra) conversa acerca do processo do chamado "Motim de Caxias": a história de um julgamento farsa a decorrer actualmente e que anda em torno das lutas nas prisões nos anos noventa em Portugal e
as lutas contra as prisões em geral.
Depois de Jantar, projecção de Documentário sobre as recentes revoltas nas Prisões Gregas. Aparece!

13.6.09

8.6.09

Conversas informais... Junho e Julho


20 de Junho (Sábado)
17.30 Conversas informais... "Acerca do Motim de Caxias.
A história em curso de uma farsa e a luta contra as prisões"
Jantar vegetariano
22.00 Projecção do documentário "Revolta nas Prisões Gregas"

27 de Junho (Sábado)
17.30 Conversas informais... sobre
"Grupos de afinidade, lutas intermédias e insurreição"
Jantar vegetariano

03 de Julho (Sexta)*
22.00 Passagem no Museu de Aljustrel do documentário
"Bab Sebta" seguido de conversa com os realizadores
* (iniciativa C.M. Aljustrel)

17 de Julho (Sábado)
17.30 Conversas informais...
"A precaridade. Conversa em torno da realidade local"
Jantar vegetariano

As actividades do projecto CCA acontecem no Club Aljustrelense e antecipadamente
será feita divulgação individual com resumo das propostas.

4.6.09

Setúbal 19 Junho

1.6.09

Cinema e Jantares Vegetarianos às Quintas-Feiras






Dia 4 "De Tanto Bater O Meu Coração Parou" de Jacques Audiard
Dia 11 "Os Edukadores" de Hans Weingartner
Dia 18 "Brisa de Mudança" de Ken Loach
Dia 25 "Terra e Liberdade" de Ken Loach

Filmes e Jantares Vegetarianos!!



25.5.09

17.5.09

Próximo fim-de-semana



Começa já sexta-feira em Lisboa a II Feira do Livro Anarquista (no Bairro Alto, ver mapa, chegando lá pelo metro Baixa/chiado, electrico 28 ou Bus 790) Espaço de encontro e de troca de ideias, um oportunidade para amplo material de leitura agitada trazida por diversos colectivos, grupos e individuos anarquistas sem fronteiras. Clica na imagem para veres o programa previsto. Das 14 à OO. horas (haverá ainda Cinema e Anarquia e mostra de cartazes...).
O Alambique / CCA Gonçalves Correia lá estará.
Até lá!

22, 23 e 24 de maio rua luz soriano 67 bairro alto lisboa
http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/ (link no cartaz ao lado)

30.4.09

Sexta no Club 22h



25.4.09

Terça 28 no Club Aljustrelense




http://www.youtube.com/watch?v=Naojewe_c4M
http://www.myspace.com/fuzzorchestra

23.4.09

"O 1º de Maio evoca aqueles que morreram na luta contra o capital. Desta forma, nunca poderá ser uma celebração. Por outro lado, em circunstância alguma se deverá homenagear uma das suas formas de escravatura: o trabalho ou o estatuto de trabalhador nos moldes de uma sociedade capitalista e autoritária.

A nossa luta é directa e global, contra todxs xs que nos exploram e oprimem, contra o patrão no nosso local de trabalho, contra o bófia no nosso bairro, contra a lavagem cerebral na nossa escola, contra as mercadorias com que nos iludem e escravizam, contra os tribunais e as prisões imprescindíveis para manter
a propriedade e a ordem social.


Não nos revemos no simulacro de luta praticado pelxs esquerdistas, ancoradxs nos seus partidos, sindicatos e movimentos supostamente autónomos. Estes apenas aspiram a conquistar um andar de luxo no edifício fundado sobre a opressão e a exploração, contribuindo para dar novo rosto à miséria que nos é imposta.

Recusamos qualquer tentativa de renovação do capitalismo, engendrada nas cimeiras dos poderosos ou na oposição cínica posta em cena pelos fóruns dos seus falsos críticos. Não tenhamos ilusões. Não existe capitalismo “honesto”, “humano” ou “verde”. A “crise” com que nos alimentam até à náusea não é nenhuma novidade. A precaridade não é só um fenómeno da actualidade, existe desde que a exploração das nossas vidas se tornou necessária à sobrevivência deste sistema hierárquico e mercantil.

Porque queremos um mundo sem amos nem escravos, apelamos à resistência e ao ataque anticapitalista e anti-autoritário.
E saímos à rua."


http://www.redelibertaria.blogspot.com/


15.4.09

Contra o Encontro G8 da AGRICULTURA


Contra o Encontro G8 da AGRICULTURA

18/20 Abril 2009 em Itália (Cison Valmarina, Treviso)

« Para superar a crise dos governos dos 8 países mais industrializados do mundo, estes querem relançar a agricultura nos países do Sul. A partir de 18-20 Abril estão reunidos em Cison Valmarino os ministros da agricultura do G8 e G5, o Banco Mundial e a FAO com a intenção de preparar um documento para apresentação na Cimeira de La Maddalena.

O que significa a revitalização da agricultura nos "países em desenvolvimento"?

Nunca como no actual momento histórico os mercados dos países desenvolvidos, dependeram daquilo que eles chamavam de "países em desenvolvimento". A subjugação dos vastos e férteis, mas especialmente vulneráveis, territórios e agricultores do Sul é agora a desejada perspectiva de resolução levantada pela crise nas economias dos "Grandes 8". Criar uma forte dependência entre os países em desenvolvimento e os países desenvolvidos, tornou-se uma necessidade para a economia moderna. Embora esta prática seja bem conhecida no Ocidente desde o nascimento do capitalismo, desde os anos oitenta e noventa, através de uma nova e próspera fase esta está a tomar uma conotação mais profundamente invasiva e totalitária (utilização da engenharia genética, propagação das monoculturas de OGM, e produção de prejuízos muito além dos limites da sobrevivência e reversibilidade). Obviamente, todas essas novas formas de agressão ao meio ambiente configurarão uma exploração ainda mais generalizada na esfera social.

Queremos reiterar que a Guerra não está apenas ligada e manifestada ao petróleo, mas também uma Guerra, de modo mais subtil e subterrâneo, mas com um impacto mais pesado e de longo prazo, vinculada à agricultura. Um exemplo recente é o uso de sementes americanas no Iraque, onde os camponeses são obrigados a comprar no multinacionais de ano para ano (elaborado na sequência da operação militar do país). Mesmo na actualidade são as regras administrativas e sua aplicação militar que impõem um modelo de produção profundamente errado, porque baseado na manipulação e destruição do ambiente e das condições de vida e em hierarquias nas relações entre indivíduos e entre indivíduos e ambiente natural.

É o modelo das multinacionais agroindustriais que têm monopolizado a vida através do quadro legislativo e do apoio militar dos Estados democráticos. Sem o exército, ou a ameaça de anfitriões, Monsanto e Syngenta não teriam penetrado no Iraque; sem os incentivos de outros magnatas não entram em África, na América do Sul, Ásia, de modo a levar a cabo uma limpeza geral de todo os povos, culturas e dos ecossistemas. É o caso da Argentina, onde desde 1996 a empresa multinacional Monsanto introduziu sementes de soja geneticamente modificada resistente ao Round up (como se não fosse o mesmo produzido pela mesma empresa): hoje, estima-se que em metade das terras agrícolas da Argentina sejam cultivadas soja GM. Tudo isto é suportado por leis ad hoc para beneficiar os grandes agricultores de monoculturas, que levaram ao desaparecimento dos agora obsoletos pequenos produtores, a emigrarem em massa para as cidades.

Agricultura, a guerra e o petróleo estão estreitamente relacionados uma vez que a expansão da agricultura industrial, mediante projectos corporativos, exige uma enorme utilização para além da água, dos combustíveis fósseis, que ao contrário na agricultura tradicional não são usados. A sobrevivência da indústria da biotecnologia é uma parte integrante do sistema de guerra e das ocupações militares que estão aterrorizando, massacrando e empobrecendo milhões de habitantes da Terra.

O paradigma tecno-industrial da agricultura impostas aos países em desenvolvimento, comporta evidentemente uma redução e o desaparecimento da biodiversidade que caracteriza estas áreas, a extinção de espécies vegetais (e consequentemente, habitats e espécies animais), a erosão do solo, a poluição das águas subterrâneas com a utilização de novos fertilizantes químicos, o envenenamento do corpo humano com herbicidas com diferentes tratamentos químicos, o empobrecimento das dietas tradicionais e muito mais ... uma sociedade super conformista e altamente hierarquizada.

A utilização da engenharia genética aplicada à agricultura oferece oportunidades significativas para o desenvolvimento económico dos colonialistas e da extensão do controle da vida económica, política e das actividades culturais dos países colonizados. Os OGM, para lá de clonarem vida, clonam formas de produção e exploração, aparelhos de dominação e coercivos dos poucos sobre os muitos, todos dedicados ao progresso e à democracia. Eis aqui a semente da democracia!·

É tempo para expormos a grande mentira que está escondido por trás da Revolução Verde, tanto propagada para justificar a exportação do modelo industrial de agricultura contra a fome e a sua imposição sobre as áreas onde ainda são viáveis uma agricultura autosufeciente e de subsistência, tornando-a dependentes dos produtos e das industrias ocidentais, como contaminando a flora e fauna com OGM. A Revolução Verde é boa apenas para os especuladores da indústria agrícola. A Revolução Verde e a mais recente Revolução zootécnica (desde 2001, que o gado é introduzido de forma intensiva, o que levou à disseminação de epidemias, mesmo entre os animais selvagens, causando enormes fomes e carestias), apoiada por um dos protagonistas deste G8 – o Banco Mundial – têm agravado as condições dos pobres do mundo e perpetuado o estado de sujeição pelos países industrializados.

Este é o mundo que o G8 tem pensado para nós. É altura de recuperar o terreno,a terra, a dignidade e a vida! Estamos com os camponeses que resistem na Índia, Argentina, Brasil e em todo o lado, contra aqueles que querem vender, explorar, expropriar, ou pior ainda, comprá-los com os seus produtos. Ôpor-se à entrada de OGM em nossas terras. Incendeiem o GM! »

Assembleia contra o G8 Agricultura

http://www.assemblea.gelohc.com/

14.4.09

Fim de Semana em Setúbal