15.3.10

Sábado em Aljustrel (Adiado)




14.3.10

Saiu a Alambique






Do editorial…

As páginas que se seguem cruzam-se propositadamente entre si. Nelas surge um olhar para um passado (recente), que não tem outro objectivo senão o de querer experimentar agora um possível futuro. Quisemos reaver uma história cujo silêncio dos seus protagonistas – a geração dos nossos pais – é muito mais incómoda do que a lembrança diária de vivermos numa sociedade alienada. Daí a importância, como nos diz Jorge Valadas, de recuperar na nossa memória social as virtualidades da insurreição social do 25 de Abril. E ver que o problema não foi a derrota, mas a integração e a submissão desses homens e mulheres cujos valores transmitidos aos seus filhos assentaram unicamente nos valores consumistas desta sociedade capitalista do bem-estar e do progresso.

Hoje não se luta por grandes ideais. Mas os anarquistas sabem-se acompanhados na crescente conflituosidade social de quem hoje luta pela sua sobrevivência quotidiana. Por mais “planos tecnológicos” de desenvolvimento que nos rodeiam e que nos prometem, o sistema é cada vez mais incapaz de esconder os sinais da sua própria crise e falência. O cada vez maior aparato estatal e de controlo que nos cerca, apenas nos envolve cada vez mais nesse estado de latente conflito, sobre o qual a principal preocupação que reina, é a de que por via do medo nos digladiemos apenas uns com os outros e não saibamos dirigir pronta e directamente o ataque.

A necessidade de referências, é pois, mais do que nunca necessária para ajudar a agir e a pensar o futuro. Uma das referências que temos insistido surge em torno da “ruralidade”. Porque no evoluir da relação do Homem com o Campo se explica hoje boa parte do desastre da presente humanidade, edificada que foi esta numa relação do domínio tecnológico e economicista sobre a natureza. Uma relação que esvaziou e impediu a sã relação do homem com a terra, naquilo que era a ruralidade. Reivindicar essa memória telúrica com a natureza, não só é urgente como pode acontecer em várias e diversificadas experiências que podemos empreender.

Estes caminhos futuros não serão possíveis sem um compromisso, antes de tudo individual, e o qual, por diversas formas, assumirá um sem fim de possibilidades. E para que ainda estejamos a tempo, não há lugar nesse caminho ao consenso com o desenvolvimento capitalista que agora dizem de sustentável. Como não há tempo para que as nossas vidas sejam mediadas pelo sindicalismo que negoceia a “paz social” com os patrões, ou com os ecologistas que se esgrimem por um minuto verde nestas horas de morte… “A ruptura, quando existiu e se existir de novo, só será possível a partir de um movimento social profundo que põe em causa os fundamentos da produção actual, a sua lógica”.

2.2.10

sábado 6 de fevereiro


sábado 6 de fevereiro Estado de Sítio punk de aveiro
http://www.myspace.com/estadodesitiopunx

Infelizmente e devido a apatia do pessoal que passa plo club aljustrel, o espaço voltou a ser mais um sitio pra beber copos e ultimo poiso da madrugada. ...esperamos que o club pra ti, não seja só mais um espaço para ir beber a ultima cerveja, aparece e contribui para o Club ser um espaço verdadeiramente alternativo em aljustrel. aparece divulga.

19.1.10


Esta 6ª-feira, dia 22 de JaneiroComeça a 1ª sessão do julgamento contra os detidos na manifestação do 25 de Abril de 2007.Às 9h30, na Gare do Oriente
Continuamos nas ruas!

4.12.09

Solidariedade com os detidos de 25 Abril 2007


"A 25 de Abril de 2007 teve lugar em Lisboa uma manifestação anti-autoritária contra o fascismo e o capitalismo. Perto de 500 pessoas participaram num percurso por uma das zonas mais ricas da cidade, ao longo do qual foi atirada tinta contra lojas, bancos e uma carrinha do corpo de intervenção, e onde paredes foram pintadas com algumas frases. A este descaramento os guardas da paz democrática responderam com uma carga policial e espancamentos contra manifestantes e todos os outros que ali passavam. Desta carga e de algumas perseguições hollywoodescas pela baixa da cidade resultaram 11 detidos, acusados entre outras coisas de injúrias e agressões contra agentes da autoridade. A 7 de Dezembro de 2009 começa o julgamento no Campus de Justiça de Lisboa.

Sabemos que o que está em causa é mais do que algumas montras danificadas e agentes ofendidos. É a tentativa de agarrar a totalidade da vida e de usarmos todas as ferramentas que quisermos na luta contra uma ordem social que consome e destrói os indivíduos, as nossas relações e o mundo que habitamos. É por esta ordem democrática não poder tolerar tudo o que ainda resta de bonito e selvagem que ao longo dos últimos anos vimos e sentimos a crescente criminalização nos media, e perseguição pelas forças da repressão, de muitas acções e actividades diárias, nossas e de outros.

Nesta luta pela libertação das nossas vidas, sabemos quem são os nossos companheiros e quem são os nossos inimigos, e vamos descobrindo todos os outros com quem nos podemos encontrar na alegria da revolta. A solidariedade com os acusados não se limita àquele tribunal nem às datas fixas por outros: ela deve alargar-se e fazer parte de uma luta que não tem como ponto de referência os passos dados pela repressão, mas os passos que nós na nossa rebelião quisermos dar.

A tentativa de nos fazer parar pelo medo, de nos isolar ou de nos fazer mudar o nosso discurso pode ter apenas como resultado um ataque sem piedade a um poder que não tem fronteiras."

Alguns anarquistas de Lisboa

Fonte Indymedia

Libertários vão a julgamento em Portugal

[No próximo dia 7 de dezembro vai começar o julgamento dos detidos na manifestação anti-autoritária de 25 de abril de 2007, em Lisboa. Alguns dos condenados, 11 no total, enfrentam acusações que podem levar a penas de seis meses a cinco anos de prisão por terem participado numa manifestação que sofreu uma carga policial sem qualquer ordem de dispersão.]

"Que acusações são essas? Resumindo: Agressão à polícia.

O curioso é quem ficou ferido, para variar – neste sapal à beira-mar sedimentado –, foram os manifestantes – as imagens dessa manifestação que circulam pela net e o testemunho de quem lá esteve podem comprová-lo.

Mas não é isso que interessa. Somos Anarquistas!

O que importa aqui não é a atuação da polícia, pois para quem luta pela liberdade o que está em causa é a existência da própria polícia. Nem tão pouco é a liberdade de manifestação, pois a liberdade individual é a essência do Eu, jamais poderá ser legislada e, como tal, o que está em causa é a existência do Estado – esse indiscutivelmente autoritário na sua essência.

É, também, como anarquistas que sabemos que o Estado pode pôr diversas máscaras, da mais estalinista à farsa democrática. E que nesta sua, do Estado, roupagem de farsa democrática, quando não se contesta da forma que ele próprio define, mostra a sua essência repressora e lança os seus cães contra quem o ataca.

Enquanto houver Estado haverá repressão. Haveremos sempre, sempre lutar contra ela – e contra ele – com todas as nossas armas e seremos sempre solidários com quem o fizer de modo semelhante.

Identificando a manifestação que deu origem a este processo como uma ação que vai ao encontro dos nossos métodos, queremos afirmar a nossa solidariedade para com os condenados e apelar a todos, que se identificarem com tal, a não deixarem que o processo se resolva no circo, que é o tribunal, mas nas ruas. Em todo lado e de qualquer forma, vamos incendiá-las, quer figurativa quer literalmente. Vamos sair e dar-lhes trabalho!

Ainda que com happy end, quando o processo cessar nós não.

O Fogo Vingador "

Fonte Indymedia /ANA

2.12.09

Contra o despejo do Centro de Cultura Libertária

Concerto Benefit para o CCL (Centro de Cultura Libertária) de Cacilhas, Almada!
para ajudar nos custos legais contra o seu despejo pela especulação imobiliária!!

Dia 5 de Dezembro, Sabado, na kylakankra em Setubal/Palmela...la pas 21h pq sao bue de bandas, a entrada é o que quiseres contribuir para ajudar os custos de advogados..preconceitos de lado, mijar no meio do mato nunca fez mal a ninguem! apareçam que ninguem vos morde..a maior parte do pessoal até é vegeta mesmo!

Centro de Cultura Libertária Blog: http://culturalibertaria.blogspot.com
E-mail: ateneu2000@yahoo.com Endereço postal: Apartado 40 / 2800-801 Almada (Portugal)
Sede: Rua Cândido do Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada

Contra o despejo do Centro de Cultura Libertária:

RESISTÊNCIA E SOLIDARIEDADE!

O Centro de Cultura Libertária, espaço anarquista existente há 35 anos em Cacilhas, encontra-se ameaçado de despejo pelo proprietário. Após sentença do Tribunal de Almada, emitida no dia 2 de Novembro de 2009, foram dados 20 dias ao CCL para abandonar as suas instalações. O Centro de Cultura Libertária recorreu desta decisão do Tribunal, no passado dia 19 de Novembro, suspendendo a ordem de despejo.

Agora, aguarda-se a decisão do Tribunal sobre o recurso, que pode anular a decisão de despejo, levar a um novo julgamento ou reiterar a sentença já emitida. Não se pode prever qual será a decisão ou quanto tempo esta levará a ser tomada. Sabemos apenas que, caso o recurso seja recusado, teremos dez dias apenas para abandonar o espaço do CCL

O Centro de Cultura Libertária vive momentos de absoluta incerteza quanto ao seu futuro. Mas uma coisa é certa: faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para dar continuidade ao CCL e para manter o espaço que este ocupa há 35 anos. Para tal precisamos da solidariedade de todxs xs que se revêem no CCL.

Para já o apoio monetário continua a ser muito importante, já que suportamos custos muito elevados para uma associação que vive apenas das contribuições dos seus associados e simpatizantes. O recurso custou-nos 2.000 euros em honorários do advogado e mais 75 euros da “taxa de justiça”. Em caso de perda do recurso, poderemos ter de pagar as custas judiciais. A salvaguarda do espólio do CCL, em caso de despejo, dará certamente lugar a novas despesas.

A motivação do proprietário do prédio é clara: despejar uma associação que paga uma renda mensal baixa (51 euros) e cujo contrato só pode ser rescindido através de uma acção de despejo, abrindo assim o caminho à rentabilização do espaço.

O papel do tribunal também é claro: defender o interesse dos proprietários e a propriedade privada, alicerces essenciais deste sistema baseado na desigualdade e na exploração.

Actualmente, o CCL é um dos raros locais anarquistas que se mantém em Portugal, único pela sua longevidade e pelo papel de preservação da memória histórica libertária que desempenha, mas também pela ligação afectiva que gerou em várias gerações de anarquistas, que nele encontraram um espaço de aprendizagem, de experimentação e divulgação das suas ideias.

O Centro de Cultura Libertária encarregar-se-á de agir a nível local, procurando a todo o momento, divulgar e estimular a revolta contra uma situação da qual não somos os únicos alvos. Encorajamos todas as formas de solidariedade dxs companheirxs que desejem potenciar a nossa luta noutros lugares.

Saúde e Anarquia!

30.11.09

Indymedia de volta!


Indymedia Portugal relançado, 10 anos depois do início do Indymedia Global!

A rede Indymedia nasceu no calor da revolta de Seattle, como uma dimensão fundamental do movimento global. Um movimento que ultrapassa as tricas separadoras dominantes da acção política tradicional (reformismo/revolução, local/global, violência/não violência) e inventa respostas práticas para lhes esquivar, desde os Fóruns Sociais, como forma organizativa que tenta superar o canibalismo político, até à 'desobediência civil protegida', como original prática de rua.

Seattle foi apenas a primeira face visível e a Organização Mundial de Comércio (OMC) tão só o pretexto para o que, há muito, se vinha a cozinhar, a necessidade de acordar a malta, de ser suficientemente confrontacional para trazer para a arena pública a voz duma oposição global ao sistema capitalista (e não apenas à OMC) que, pelo que se lia nos jornais e se via nas TVs, não existia.

Há dez anos, no dia 30 de Novembro de 1999, centenas de milhares de pessoas em todo o mundo trouxeram para as ruas a sua insatisfação. Em Seattle, mas também no Porto, em Lisboa, em Londres, em Berlim, na Índia ou na Nova Zelândia. Gente que acreditava que era preciso desmascarar o mundo para o qual se caía e se continua a cair. Com acções mais ou menos espectaculares, a resposta à globalização tornava-se definitivamente global. Festas, flyers, cartazes, ocupações, acções de protesto ou sabotagem, manifestações, palestras, debates, tudo serve e tudo serviu para avisar as pessoas e fazer com que solidariedade fosse mais do que uma palavra com sete sílabas, um redondo vocábulo.

O CMI Portugal é, como todos os centros de media independentes, um centro de informação livre e independente, que cumpre os requisitos para fazer parte da rede IMC e concorda com os princípios de filiação à rede. Funciona para que as pessoas possam tornar-se elas mesmas meios de informação livres e independentes.

Como tal, pretendemos realizar uma acção directa informativa, deixando de confiar aos meios de comunicação corporativos a tarefa de intermediar em exclusivo os acontecimentos e a sua interpretação. Convertemo-nos assim em fonte geradora de um discurso livre da manipulação de governos e corporações, e assumimos o nosso papel como artífices e zeladores dos canais que nos permitem transmitir e difundir uma outra visão da realidade.

O CMI Portugal pretende, assim, pôr em prática todos os mecanismos da imaginação que nos permitam, em conjunto, criar, aqui e agora, fragmentos de um mundo melhor. O desafio é, portanto, grande. Mas acreditamos que um colectivo de pessoas empenhadas em construir algo em conjunto conseguirá fazê-lo, enquanto esse empenho se mantiver, ultrapassando as várias barreiras que forem surgindo. Pretende-se, portanto, com este texto, não apenas a apresentação de uma nova forma de mostrar o que nos move, mas, acima de tudo, lançar um apelo para todos os que, como nós, acreditam que a realização voluntária, colectiva e horizontal de um meio de informação é, ao mesmo tempo, uma machadada nos paradigmas actuais e uma experiência de trabalho num mundo já transformado. Um apelo para que se juntem a esse mundo, para que se povoe de gente e, portanto, de novas possibilidades de ser melhor.

Reactivamos assim o CMI Portugal, para que tenhamos nós também uma voz alternativa aos grandes meios de comunicação deste país.

Estás preparado para escrever a tua notícia?

Ajuda-nos a construir este mundo melhor!

ligação aí na coluna do lado...

12.11.09

14 de Nov. Sabado


ABOVE THE TREE (Itália)
http://www.myspace.com/bluerevenge1
dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (lisboa)
http://www.myspace.com/duassemicolcheiasinvertidas

8.11.09

Urgente! CCL


O Centro de Cultura Libertária, espaço anarquista existente há 35 anos, está a ser ameaçado de despejo por parte do proprietário.

O CCL é um ateneu cultural anarquista fundado em 1974 por velhos militantes libertários que resistiram à ditadura, ocupando desde então o espaço arrendado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. Tem sido um espaço fundamental para o anarquismo em Portugal acolhendo sucessivas gerações de anarquistas e libertários. O Centro possui uma biblioteca e um arquivo únicos em Portugal, com material anarquista editado ao longo dos últimos cem anos, assim como uma distribuidora de cultura libertária. Durante a sua existência, o Centro acolheu várias actividades, tais como debates, passagens de vídeo ou diversos ateliers. Diferentes publicações aqui se editaram, como a Voz Anarquista nos anos 70, a Antítese nos anos 80, o Boletim de Informações Anarquista nos anos 90 e o Húmus, mais recentemente.

Em Janeiro de 2009, foi instaurada por parte do proprietário do edifício uma acção de despejo contra o Centro. Esta acção foi contestada por vias legais, o que deu lugar a um julgamento que decorreu entre Setembro e Outubro. No dia 2 de Novembro, foi emitida a sentença que resultou na resolução do contrato de arrendamento, tendo sido dados 20 dias ao Centro para abandonar as suas instalações.

O Centro vai recorrer desta decisão. Nesta nova fase é preciso suportar custos que dizem respeito ao recurso e aos honorários do advogado. Até à data ainda não sabemos exactamente a quantia necessária mas, pelo que averiguámos, será necessário reunir umas largas centenas de euros.

O contexto que deu origem a este caso não diz respeito apenas ao Centro de Cultura Libertária, mas a todos aqueles que se vêm a braços com a falta de escrúpulos dos senhorios e restantes especuladores imobiliários. É importante relembrar que, ainda que este processo tenha sido iniciado sob alegações do ruído excessivo produzido pelos frequentadores do Centro, estão em causa outros interesses, nomeadamente o do senhorio em rentabilizar o espaço, alugando-o por um preço bastante mais elevado do que o praticado agora.

O desaparecimento deste Centro significaria a perda de um importante espaço de reflexão, debate, luta e resistência.

À semelhança dos/as companheiros/as que lutaram para que este espaço existisse, resistiremos uma vez mais, e NÃO perderemos o CCL nem às mãos dos tribunais, nem da especulação imobiliária nem por nada.

Continuaremos a lutar para que este espaço continue!

Toda a solidariedade e apoio que possam dar força à resistência do CCL é da máxima importância e urgência.

Saúde e Anarquia!!!

Centro de Cultura Libertária

07.11.09

ateneu2000@yahoo.com

Apartado 40

2800-801 Almada – Portugal

http://culturalibertaria.blogspot

6.11.09

Radio Casa Viva



aos sábados, a partir das 17hrs "sintoniza-nos" em radiocasaviva.blogspot.come como a rádio é feita por tod@s nós,vimos por este meio informar-te que podes tornar-te parte dela:- grava (não precisa de ser nenhuma gravação xpto, basta haver um micro) a agenda de actividades do teu colectivo, as conversas que por aí se passam, a poesia que curtias divulgar, a música que fazes ou curtes escutar, as ideias que te passam pla cabeça, tudo aquilo que te apetecer e envia-nos (em mp3) pararadiocasaviva@gmail.com(á falta de melhor... manda-nos um mail, que o divulgaremos no programa de sabado. embora seja sempre da nossa preferencia que seja feito por ti mesm@... gostamos de ouvir as nossas vozes)porque a informação independente somos nós que a fazemos!participa e divulga!

23.10.09

Concerto Sábado


Concerto do Club http://www.myspace.com/innersightmetal

9.10.09



Setúbal este fim-de-semana...

Sábado 10/10

15:00h: Conversa/Debate sobre Solidariedade Revolucionária a partir de um texto ("discussão sobre solidariedade revolucionária")
20:00h: Jantar “Bela Vida” [Traz comida e bebida]

Domingo 11/10
a partir das 15:00h: Churrascada, música e cinema na rua.
Antes com saída ás 11h na Pça do Bocage. II Passeio pela Memória Histórica Anarquista de Setúbal (texto):

"Porque houve tempos em que a nossa terra não ia em cantigas eleitorais, porque houve alturas em que as nossas gentes sabiam que a polícia não era parte da solução mas sim do problema e porque sabemos que esses tempos não foram assim tão distantes, queremos relembrar e celebrar a Velha Setúbal, aquela que ainda hoje se opõe aos planos dos "grandes" e "poderosos", que resiste à "Nova Setúbal" dos Tróia Resorts, e Vales da Rosa.

Este passeio tem como objectivo relembrar as origens da cidade de Setúbal e algumas das histórias e processos de organização e lutas travadas pelas suas gentes. Esta experiência realizada pela primeira vez no ano de 2007, acontece uma vez mais durante as celebrações do aniversário da C.O.S.A e com a colaboração do companheiro Paulo Guimarães. Mais do que uma exaustiva apresentação do tema, propomo-nos a relembrar o pulsar anti-autoritário das veias Sadinas querendo estimular a curiosidade e a pesquisa daquela história que não é escrita pelos "vencedores".

Para lá dos bairrismos e localismos, para lá do nacionalismo populista que fala do povo e da sua cultura com sangue nas mãos, para lá de tudo isto está a partilha e o conhecimento de uma memória histórica rica em cultura que nos une enquanto indivíduos e comunidades, não debaixo de qualquer bandeira, fronteira ou grupo; mas sobre as ideias de Liberdade Autonomia e Solidariedade, partilhando espaços terras ou cidades.

Anarquistas das terras do Sado."

Casa Okupada de Setúbal Autogestionada Rua Latino Coelho nº2, Bairro Salgado, Setúbal (junto à estação dos autocarros)

25 de Abril 2007 .... 7 Dezembro 2009


Este texto pretende relembrar a carga policial que aconteceu na manifestação Anti Fascista e Anti Capitalista no dia 25 de Abril de 2007 e apelar à solidariedade contra a farsa judicial montada em torno das onze pessoas que vão a julgamento dia 7 de Dezembro

No dia 25 de Abril de 2007 decorreu uma manifestação Antiautoritária contra o Fascismo e o Capitalismo em Lisboa que reuniu aproximadamente 500 pessoas. Tendo iniciado na Praça da Figueira em ambiente contestatário, mas festivo e sem incidentes, várias pessoas aderiram à manifestação ao longo do percurso Rossio, Rua do Carmo, Rua Garrett até ao Largo de Camões.

Após um breve período em que a manifestação permaneceu no largo Camões, esta continuou espontaneamente pela Rua Garrett em direcção ao Rossio. A presença constante da polícia durante a trajectória fez com que o clima entre as partes fosse de tensão. A meio da Rua do Carmo, duas hordas de elementos do corpo de intervenção da PSP e polícias à paisana encurralaram os manifestantes na rua fechando as saídas e, sem qualquer ordem ou aviso de dispersão, começaram a agredir brutal e indiscriminadamente manifestantes, transeuntes e até mesmo turistas.

A polícia não tentou dispersar ninguém, pelo contrário, quis bater, espancar e atacar os manifestantes. Pessoas que caíram no chão indefesas foram ainda agredidas por vários polícias à bastonada e ao pontapé. Houve perseguições por parte da polícia, levadas a cabo de forma bastante agressiva, no local onde decorria a manifestação e por toda a Baixa de Lisboa. Foram detidas onze pessoas e foi impossível contabilizar todos os feridos entre manifestantes e pessoas alheias ao protesto. Aos manifestantes juntaram-se, no fundo da rua do Carmo, vários transeuntes e lojistas contra a brutalidade policial.

Com o apoio dos media, as forças policiais criminalizaram o protesto, procurando encontrar legitimidade para a sua acção repressiva que é um tipo de conduta permanente por parte do Estado, como podem comprovar, a título de exemplo, os habitantes de bairros sociais. Assim sendo, a detenção dos onze manifestantes surge como modo de justificar mais uma carga policial.

Para além da detenção, estes manifestantes ficaram ainda sujeitos à medida de termo de identidade e residência, tendo sido acusados de agressão, injúria agravada e desobediência civil, acusações estas que, na verdade, caracterizam a actuação policial. Querem convencer-nos que o mundo é o inverso daquilo que realmente acontece, uma vez que as únicas agressões à polícia foram em legítima defesa, postura à qual não se deve renunciar.

No próximo dia 7 de Dezembro vai ser o julgamento dos onze acusados nas novas instalações judiciais localizadas no Parque das Nações/Oriente.

Apelamos à solidariedade em relação a esta situação em particular, enquadrada num contexto de exploração e opressão quotidiana que não deixaremos de combater.

alguns envolvidos no processo.

1.10.09

URGENTE! Solidários com António Ferreira de Jesus

António Ferreira de Jesus, de 68 anos, preso há 15 anos, encontra-se actualmente em Pinheiro da Cruz e viu uma vez mais, a liberdade condicional a ser-lhe negada em Julho deste ano.

Dia 28 de Setembro a direcção do E.P. quis transferir o companheiro para uma cela nova, numa ala recentemente reconstruída- essas "reformas" implicam que não haja direito a um candeeiro de leitura ou que, por exemplo, os duches não tenham divisórias, o que obriga a que os presos tenham de tomar banho em conjunto.

O António recusou-se à mudança com base nestas condições. Face a esta recusa, a direcção e os guardas decidiram que o levariam à força, não para a cela prevista, mas para o pavilhão de segurança (chamado de "big brother", num regime de separação total dos outros reclusos, ao abrigo do artigo 111).

Perante isto o António entrou em greve de silêncio, de sede e de fome.

No entanto, os responsáveis da cadeia não reconhecem estas greves porque o companheiro não preencheu o impresso que existe para oficializar o protesto (!)

Não sabemos em que situação ele se encontra, nem que acompanhamento está a ter.

Sabemos quem está por detrás desta situação: a direcção do E.P., a Direcção Geral dos Serviços Prisionais e outros organismos do Estado português.

É urgente pressioná-los, da maneira que achares mais eficaz!


A solidariedade é uma arma!

Pela destruição das prisões e de quem as constrói!


Contactos das entidades responsáveis:
Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz
7570-784 CARVALHAL - GRÂNDOLA (PORTUGAL)
Telefone: (00351) 265 490 620
Fax: (00351) 265 497 078
Correio Electrónico: eppcruz@dgsp.mj.pt

Direcção-Geral dos Serviços Prisionais:
Travessa da Cruz do Torel, nº1 1150-122 Lisboa (PORTUGAL)
Telefone: (00351) 218 812 200
Fax: (00351) 218 853 653
Correio electrónico: dirgeral@dgsp.mj.pt

Provedoria de Justiça
provedor@provedor-jus.pt
Morada: Rua Pau de Bandeira, 9
1249-088 LISBOA
PORTUGAL
Telefone: (+351)213926600/19/21/22
Linha Azul: (+351)808200084
Fax: (+351)213961243

Inspecção Geral dos Serviços de Justiça
correioIGSJ@igsj.mj.pt
Fax: (00351) 213223666

Ministério da Justiça
ministro@mj.gov.pt
Fax: (00351) 213468031

Se optares por enviar cartas ou faxes, aqui vai um modelo de texto

António Ferreira de Jesus, de 68 anos de idade, com mais de 45 anos de prisão cumpridos, actualmente no E. P. de Pinheiro da Cruz, continua a sofrer ameaças de morte por parte de alguns guardas prisionais, conforme declarações suas efectuadas no Tribunal de Grândola há cerca de um ano.
Apesar de reúnir todos os requisitos para a Liberdade Condicional, esta continua a ser-lhe negada.
A última vez que foi proposto para a Liberdade Condicional, foi-lhe prometido que o parecer do concelho técnico lhe seria favorável. Posteriormente, verificou-se que o parecer foi desfavorável por unanimidade.
Criar falsas expectativas na mente de um recluso, sobretudo um preso com mais de 45 anos de prisão cumpridos, é equivalente a induzi-lo ao suicídio.
A última decisão do indeferimento à Liberdade Condicional é a reprodução exacta do primeiro indeferimento, no qual, pidescamente, faz referência às convicções políticas do recluso como indicador negativo do seu processo de “reinserção” social.
E para cúmulo, na noite de 28 do presente mês, António Ferreira de Jesus, por se recusar a mudar para uma Ala que viola os seus direitos (a nova Ala tem condições de “vida” incompatíveis com os critérios da jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem), foi submetido ao castigo do regime 111º, ou seja, separado de toda a população prisional, uma prisão dentro de outra prisão, onde os presos sofrem todo o tipo de humilhações e são fortemente induzidos ao suicídio; e onde vários já apareceram suspeitosamente mortos.
António Ferreira de Jesus encontra-se, desde a noite de 28 do presente mês, em greve de sede, greve de fome e em greve de silêncio, em protesto contra a feroz perseguição de que continua a ser alvo.
Não aceitamos que a vergonhosa estatística de mortandade do vosso extermínio aumente com o eventual cadáver do António Ferreira de Jesus.
Fazemos responsáveis a directora do E. P. de Pinheiro da Cruz, A Direcção Geral dos Serviços Prisionais e a quem mais de direito, de todas as consequências advindas da greve de sede, da greve de fome e da greve de silêncio em que o António Ferreira de Jesus se encontra.
Protestamos veementemente contra a perseguição que o António Ferreira de Jesus está a ser alvo por defender a sua dignidade e exigir o cumprimento dos seus direitos.
Exigimos já o fim à perseguição ao António Ferreira de Jesus e a sua imediata transferência para Coimbra ou Izeda, conforme a sua pretensão.

SOLIDÁRIOS/AS COM TODOS/AS OS/AS PRESOS/AS QUE LUTAM PELA DEFESA DA SUA DIGNIDADE!

23.9.09

Próximo Sábado no Club (sexta em setúbal)


2.9.09

Quinta 10 em Aljustrel... 11 em Setúbal


30.8.09

Dia 19 de Setembro conversa (17h) e concerto (22h)


Concertos 17, 18, 19 e 20 Set 2009, Casa Viva, Killakancra, Club Aljustrense, C.S. Mouraria
(- Squat Meet * CALL-OUT DAYS OF ACTION 2009 -)

Lost Gorbachevs Anarco-Satanic Jazz (Porto, Portugal)
Trashbaile Punk Rural dos anos 80 (Porto, Portugal)
Siervos de Nadie Punk (Gondomar, Galiza)

Se há bandas como nós, é porque há espaços como este, onde a arte pode fluir livremente, sem preocupações de rentabilização. [...]

Se há espírito crítico no mundo, é porque há espaços como este, com as pessoas que os animam e frequentam a não quererem ser meros espectadores passivos da exploração da grande maioria dos seres humanos e da destruição de todo o planeta.

Se há esperança de que tudo ainda é possível, é porque há espaços como este em que a lógica dominante se subverte, o objectivo do lucro desaparece, a autoridade se suicida, a propriedade se torna pública e a competição é substituída pela camaradagem e a cooperação.

E se há coisa de que os poderosos têm medo é de espaços como este, onde germinam e se reproduzem sementes de revolta e liberdade, treinos práticos dum mundo já transformado.

É por tudo isto que, respondendo ao apelo para um Squat Meet 09 (http://squatmeet09.wordpress.com), não podemos deixar de demonstrar todo o nosso carinho, respeito e apoio a todos os squats e espaços autónomos.

===Datas dos Concertos===
17 Set 2009 18:00 Casa Viva Porto, Portugal
18 Set 2009 22:00 Killakancra Setúbal, Portugal
19 Set 2009 22:00 Club Aljustrense Aljustrel, Portugal
20 Set 2009 18:00 C.S. Mouraria Lisboa, Portugal

17.8.09

Sábado dia 29 é em Ferreira...


Sábado dia 29, neste final de Agosto, podemos encontrar-nos desta feita em Ferreira do Alentejo junto à Fonte Nova (na estrada para Ervidel).

Uma Feira da Troca que procura recuperar o espirito do Trocal, que tal como em Messejana há dois anos atrás, acontecia "porque tens demasiadas coisas... e talvez o teu vizinho precise... Para diminuir o lixo... Para gastar menos dinheiro em lojas... (e perceber que nem tudo se ganha só com dinheiro)..."

Vem para a troca, traz comezaina para o picnic e fica para a conversa e para a música de Can't Sing For Shit....