28.3.09

concertos... 3, 5, 11 e 18 Abril




25.3.09

Feira do Livro Anarquista em Maio

Queremos ir para além da informação e da opinião.Partindo de diferentes projectos, pretendemos criar um espaço de discussão, reflexão, encontro e confronto de ideias anarquistas, onde cada um destes projectos se possa desenvolver.
Numa tentativa de encontrar e conhecer outros indivíduos e descobrir potenciais cúmplices no que cada um de nós deseja, continuamos (e continuaremos) a dar importância à palavra escrita enquanto ferramenta de comunicação e ataque.

Convidamos quem desejar contribuir neste sentido a participar.

22, 23 e 24 de maio de 09
rua luz soriano 67
bairro alto
lisboa

Para mais informação:
http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/

feiradolivroanarquista@gmail.com


A propósito...


A Livraria e editora Letra Livre acaba de publicar, numa pequena tiragem, a obra de pesquisa histórica, «Minha Pátria é o Mundo Inteiro» do historiador brasileiro Alexandre Samis sobre Gregório Nazianzeno Moreira de Queirós e Vasconcelos, mais conhecido por Neno Vasco (1878-1920), um intelectual que actuou nos meios operários em Portugal e no Brasil com particular importância na imprensa sindicalista da época. Apesar da sua morte prematura destacou-se como um dos mais importantes militantes libertários do começo do século XX, sendo autor do livro «A Concepção Anarquista do Sindicalismo». Nascido em Penafiel em finais do século XIX, formou-se em direito na Universidade de Coimbra e viveu no Brasil e em Portugal tendo um importante papel na animação de inúmeros jornais operários sendo uma das principais referências do movimento sindical da Primeira República.


«Minha Pátria é o Mundo Inteiro. Neno Vasco, o Anarquismo e o Sindicalismo Revolucionário em Dois Mundos». Alexandre Samis. Letra Livre, Lisboa, 2009.

26.2.09

Mordamos-lhes os calcanhares!


«A 6 de Dezembro de 2008, em Atenas, Grécia, um agente da autoridade baleou mortalmente um puto de 15 anos. Alegou auto-defesa. A 20 de Dezembro, como resposta ao apelo duma universidade da capital helénica, colocamos, na fachada da CasaViva, o nº. 167 da Praça da Marquês, uma faixa a dizer "o estado criminaliza, a imprensa aponta, a bófia dispara! Hoje Grécia, amanhã...". Alegamos solidariedade erepúdio pela violência policial.
No dia 4 de Janeiro deste ano, à noite, um agente da portuguesa PSP matou, na Amadora, também a tiro, um outro puto, este de 14 anos. Alegou que disparou a dois metros em auto-defesa. A primeira alegação parece ter sido desmentida pelas peritagens e, também por isso, são-nos permitidas sérias dúvidas sobre a credibilidade da segunda, levantadas já, aliás, pelos comentários feitos por quem conhecia a vítima do disparo policial.
No dia seguinte, 5 de Janeiro, pelas 15h00, a mesma PSP, que não os mesmos agentes, retirou a faixa do 167 da Praça do Marquês, no Porto. Alegou que incitava à violência. Talvez tenham julgado que o seu colega da Falagueira, o tal que disparou a matar sobre o tal puto de 14 anos, considerou a faixa como uma inspiração e que, depois de ver o Estado a fazer leis que protegem os privilegiados e que criminalizam a pobreza, depois de ver as televisões a apontarem, não aos que têm de mais, mas aos que nada têm,acabou por ver na faixa a luz que iluminava o caminho a seguir.
Não nos parece. Acreditamos, antes, que, por azar, a faixa acabou por se revelar premonitória e colocou o dedo na ferida. Na Grécia, está, ainda neste momento, a acontecer uma revolta popular que junta estudantes, jovens com contratos e vidas precárias, trabalhadores explorados e cidadãos que, por serem doutro país, são considerados de segunda. Nas ruas, nos locais de trabalho e nas escolas, há milhares de pessoas que dizem Basta! a um sistema que se baseia no dinheiro, no lucro e na propriedade e tentam inventar novas formas de organização que lembrem sempre que, no topo das prioridades, têm que estar as pessoas e o planeta que lhes permite viver. No entanto, os jornais e as tvs, que, não por acaso, são propriedade dos mesmos que a revolta grega contesta, limitaram-se a passar notícias e imagens de motins, remetidas para a prateleira da "violência sem justificação".
Enquanto assim foi, o Estado podia permitir-se respeitar o direito à livre expressão. Até que as coisas descambaram assim que surgiu uma situação em que essa liberdade podia levar alguém a efectivamente pensar e pôr em causa esta merda de mundo em que se diz que todos nascem iguais, quando, na realidade, a maioria vem ao mundo condenada à mais abjecta miséria, para que alguns possam nadar no meio da mais pornográfica opulência.
Os poderosos, nome genérico com que pretendemos representar todos os que são responsáveis e beneficiários da organização económica e social da humanidade, sabem que o seu modelo, ao levar tão longe a exploração, está prestes a atingir um ponto de ruptura. E percebem que, depois de séculos de espezinhamento, uma grande parte da população não é mais do que vapor de água numa panela de pressão. Na tentativa desesperada de conter as águas e manter tudo como está, acham que já não chega manipular as opiniões, através do controlo dos meios de comunicação. É preciso cortar pela raiz qualquer tentativa não institucional de dissidência e resistência.
Este início de 2009, com uma carga repressiva pouco habitual, é sintomático. Para além dos episódios já referidos do assassinato na Falagueira, Amadora, e da censura da faixa na CasaViva, há ainda a acrescentar, pelo menos, mais dois no Porto e um terceiro em Almada.
O primeiro, o julgamento de pessoas envolvidas numa manifestação contra a alteração das carreiras e dos horários dos autocarros da STCP. Quando não se consegue criminalizar o acto de protestar, arranjam-se esquemas para criminalizar as pessoas, alegando-se que a licença para protestar não foi pedida em tempo útil. Demonstrando como, nesta democracia, protestar contra uma decisão da administração da STCP que não tem em conta os utilizadores dos transportes é menos legítimo do que essa própria decisão.
O segundo, a transferência do julgamento de activistas pelos direitos dos migrantes para um tribunal potencialmente mais "duro", fazendo com que a moldura penal possa ir de 2 a 8 anos de cadeia. Isto, lembremos, por terem decidido que foram os actuais arguidos os responsáveis por um panfleto onde se denunciava a atitude racista do então director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras do Porto. Demonstrando que, nesta democracia, uma denúncia sobre práticas racistas é menos legítima do que essas próprias práticas.
Por fim, quando alguns almadenses decidiram sair para a rua a exigir que um determinado espaço pedonal fosse efectivamente respeitado como tal, a polícia, sem ter havido qualquer tipo de provocação, começou a carregar indiscriminadamente, ferindo pessoas, ameaçando outras, pondo-as em perigo a todas. Demonstrando, enfim, que, nesta democracia, a polícia se parece muito com a de outros tempos, a polícia é quem mais ordena.
A liberdade de expressão, tal como todas as outras liberdades, só é respeitada desde que não ponha em causa a paz dos poderosos, em que andamos todos a tentar comer-nos uns aos outros para ver quem apanha mais migalhas da refeição dos gajos lá de cima. Nesta altura em que até as migalhas já são poucas, está na hora de lhes mordermos os calcanhares, para que percebam que a refeição não é só deles e é para ser bem dividida de forma a dar para todos. Vão mandar a polícia impedir-te de os ferrares. Insiste! Se se sentirem apertados, pode ser que até te ofereçam da sopa. Mas, ainda assim, não vão querer partilhar o conduto. Há que lutar até que o tomemos! Para todos!
casa-viva.blogspot.com
praça marquês de pombal, 167 porto

19.2.09

Presos em Luta

No Sábado, dia 28 de Fevereiro vai ser apresentada a publicação "Presos em Luta: Agitações nas prisões portuguesas entre 94 e 96".Terá lugar no Centro de Cultura Libertária, pelas 16:00h e contará também com uma conversa sobre o motim de Caxias e o processo contra os 25 acusados, bem como, as lutas nas prisões portuguesas nos anos 90.

A 23 de Março de 1996 ocorreu um “motim” no Forte de Caxias, provocado por interesses de Estado, com o objectivo de acabar com as várias lutas em que os presos estavam empenhados. A revolta transpôs muros e instalou-se no debate público, onde algumas opiniões chegaram a questionar a existência da própria prisão e o seu papel na sociedade. Dos 180 detidos armazenados aos montes e indefesos,-entre o 3º esquerdo e o 3º direito- quase todos sofreram selváticos espancamentos durante vários dias. Dessa prática de terror resultaram múltiplas fracturas e comoções cerebrais, tendo ainda um preso ficado cego de um olho devido a um tiro de bala de borracha dos muitos que foram disparados pelos mercenários do Estado.

O Estado não cumpre a sua própria lei. É sabido que este sempre foi mestre na violação das regras que criou não hesitando em praticar qualquer crime, em interesse próprio, por mais horrendo que seja. No caso dos “presos entre muros”, basta uma simples olhadela pela imprensa de 94 a 96 para verificarmos a escandalosa violação sistemática dos “direitos dos presos”. Greves de fome, greves de trabalho, cartas e comunicados contestando e resistindo a tão cruel realidade, fizeram parte do quotidiano dos detidos a essa época. É neste ambiente que, por ordens superiores Estatais, foi provocada uma reacção espontânea dos presos. Distribuiram-se psicotrópicos fora da “refeição” e o director interino da Direcção Geral dos Servicos Prisionais, em “diálogo” com os presos legítimamente indignados demonstrou o seu total desprezo por eles, seria esta a faísca que iria acender a mecha.

Como é possível que, com total descaramento, treze anos depois, venha o Estado pretender culpar 25 detidos à época, acusando-os em processo judicial de motim, incêndio e danos qualificados?! Alega o Ministerio Público que os presos começaram a organizar-se com lutas de greve de fome e de trabalho duas semanas antes de 23 de Março. Pretendem assim silenciar o contexto de corrupção, de impunidade, e de graves violações à dignidade humana, assim como as lutas de resistência ocorridas nos dois anos anteriores!…

Contra tal “branqueamento” individualidades e diversos colectivos resolveram criar esta publicação, no sentido de relembrar os acontecimentos ocorridos entre 94 e 96 em quase todas as prisões nacionais, manifestar repúdio perante tão absurdo processo judicial, desmontando a farsa da acusação e denunciar a actuação repressiva dos organismos Estatais, que tiveram um papel activo no aumento do terror vivido nas prisões portuguesas nos anos 90- e que ainda hoje tristemente continua- com o assustador e esclarecedor número de mortes, doentes sem o devido tratamento, presos a cumprirem “condenações” perpétuas encapotadas, mantendo esta escandalosa situação num limbo camuflado e invisível.

Governo, Procuradoria Geral da República e DGSP foram e são os responsáveis pelo que ocorreu e continua a ocorrer com total hipocrisia e silêncio no interior das prisões. O que saíu nos media é apenas a ponta do iceberg. A haver um julgamento com as regras do Estado de Direito, deveria ser o Estado a sentar-se no banco dos réus e nunca quem sofreu essa estruturada, premeditada e incomensurável violência. Se as pessoas pudessem integralmente conhecer a realidade do interior das prisões, ainda que por uma hora apenas, certamente se levantariam em peso para repudiar veementemente este “novo holocausto”, como diz o dissidente criminólogo Nils Christie.

Recentemente, na Europa, várias lutas ocorreram e algumas continuam: em Agosto de 2008 cerca de 550 presos estiveram em greve de fome nas prisões alemãs, reivindicando “melhorias” no sistema prisional; em Novembro a quase totalidade da população prisional da Grécia esteve também em greve de fome -acções de informação e solidariedade em relação a esta greve repercutiram-se por toda a Europa-; em Itália, onde existe prisão perpétua, quase todos os presos afectados por essas condenações levam a cabo desde 1 de Dezembro uma jornada de luta; vários presos de Córdoba e de outras partes de Espanha encetaram uma greve de fome em solidariedade com os prisioneiros de Itália reivindicando ao mesmo tempo uma série de reivindicações ao sistema penal e judicial do Estado espanhol; no verão, Amadeu Casellas, prisioneiro na Catalunha (Espanha) esteve 78 dias em greve de fome. Por cá, em Monsanto -um dos Guantanamos do país- vários detidos estiveram, no mês de Outubro, em greve de fome protestando contra as torturas de que são alvo e contra a total impunidade com que actuam os carcereiros desta cadeia.

A luta pela dignidade e pela liberdade jamais poderá ser contida seja em que prisão fôr!

Solidariedade e absolvição para os 25 de Caxias!

PDF Alambiques


8.2.09

Apresentação Alambique

Sábado dia 14 faremos uma apresentação informal da Alambique (2), por volta das 18.30/19.00, no Club Aljustrelense, aproveitando para uma troca de ideias sobre os temas que o mesmo aborda...
Desta vez há nele um grito de "Alentejo, Salvem-nos Porra!!!" recusando o progresso que assola a nossa região. O progresso que em meia dúzia de anos já demonstrou ser capaz de destruir o meio natural e humano de séculos e séculos. Por um lado pela megalomania da agricultura intensiva do Alqueva, como é o olival que vem arrasando as terras; por outro lado a algarvização turística dos recantos alentejanos interiores ou costeiros . Nunca a Máquina esteve tão feroz e nunca os/as alentejanos/as estiveram tão adormecidos pela cómoda perspectiva do lucro imediato que nos compromete a todos/as!!! Disso falamos, tal qual o testemunho final do "Monte do Carvalheiro", uma história exemplar (a vários níveis) de Ferreira do Alentejo.
E porque ninguém pode mais ficar à espera, passámos em revista a importância de perguntar, de que o AnarkoPunk Alentejano demonstrou nestes últimos anos (visto a partir de Aljustrel). De igual modo olhamos à importância de um outro tipo de participação pública nas nossas cidades e vilas... nas nossas ruas. Sem claro, não deixarmos de falar nesse fôlego de fogo anarquista que veio da Grécia.

7.2.09

Dia 14 no Club Aljustrelense

4.2.09

4 Noites 4 Filmes Todas as 5º-Feiras

31.1.09

Já saiu o Alambique 2


editorial:
Alambique, s.m. [do ár. ‘anbiq] –
1. Aparelho próprio para realizar destilações –
2. Fig. Aquilo que serve para apurar ou aprimorar

Passou muito mais tempo do que contávamos a sair com um segundo Alambique. Preferíamos de outro modo, mas talvez valha a pena entender a ausência em causa. Isto porque ainda que o tenhamos dito desde o inicio, o resultado que tem nas mãos, resulta de algo entendido como um Projecto em torno do que apelidámos de Centro de Cultura Anarquista (CCA) Gonçalves Correia. Julgamos porém que nos fizemos ultrapassar por esta designação, ou melhor pelos anseios que a mesma expunha. Ainda que cientes de lidarmos com algo meramente em construção, acabamos por resultar em pouco mais do que uma aglomeração, propulsionada pela existência de actividades programadas num determinado espaço, e não exactamente numa afinidade. Não pretendemos menorizar o que foi sendo feito, e muito menos a presença de um local em Aljustrel (e sobretudo o que este proporciona), mas na verdade por muito mais que tod@s o desejássemos, este espaço nunca se concretizou ele mesmo, e por si, num Centro de Cultura Anarquista. Daí que nos pese por vezes ver semelhante ênfase (essencialmente visto de fora e não de dentro), esquecendo aquilo que esteve sempre na base: um projecto. E como em tantas e outras repetidas situações erradamente pondo o espaço à frente do projecto. Não é nenhum drama, ver que as coisas acabam não sendo aquilo que tanto se fala (ou se espera), pelo que não esperem encontrarem-nos sempre no mesmo sítio do costume. Como Gonçalves Correia gostamos de vaguear…

Porque se ainda aqui estamos, é porque algo, uma dinâmica, mais importante subsiste. Um punhado de indivíduos que se encontra naquilo que outros chamaram de “projectualidade individual anarquista” na qual “para agirmos sobre a vida, ao invés de ela ser algo que nos acontece, precisamos de saber o que desejamos e como tentar alcançá-lo, precisamos de saber quem nos impede de o fazer e quem são os nossos potenciais cúmplices nesta aventura colectiva pela liberdade individual”. Cada um de nós age e toma a iniciativa no desenvolvimento do seu projecto, em possibilidades que se multiplicam quando nos cruzamos.

E apesar, ou por vias, da simplicidade desta equação, que tant@s já evidenciaram no eterno conflito do Individuo e do Estado, é hoje mais do que nunca desconcertante para a autoridade a palavra anarquistas. Entre este Alambique e o anterior, nunca a evidência nos foi tão directamente apresentada quando fomos convidados pela GNR de Aljustrel a “explicar” o que íamos fazer no Festival CCA Gonçalves Correia que aconteceu em Julho passado, sugerindo-se também eles incrédulos com um alerta lá de cima de alguns “leitores” atentos da blogesfera libertária. As inquietações destes democratas eram afinal as mesmas de sempre (há quem ainda pense que cabiam ao passado): do que íamos f-a-l-a-r …não eram os concertos, eram os debates e os workshops que os preocupavam. Atentos às palavras, e receosos, receosos como sempre. Alimentando o medo, como o combustível das nossas vidas.

E do que falámos? Exactamente aquilo que agora podes ler neste número. Nem pôr nem tirar. Leiam. Apenas uma matéria veio de novo, com tamanha força, que jamais deixará as coisas na mesma: Grécia. O mesmo mundo mediterrânico, acossado pelo progresso: destruindo olivais seculares, hipotecando a paisagem ao turista, e tal como nesta outra ponta da Europa, dominado pela repressão e pelo capitalismo. E a luta anti autoritária que aí nunca deixou de existir, de um dia para o outro, estava incontrolável.

Já houve quem dissesse: “não há qualquer dúvida de que uma nova fasquia foi colocada no que se pode esperar nos países Ocidentais durante a vindoura era de depressão económica e de declínio ambiental. Os governos europeus irão sem dúvida reforçar as suas políticas de vigilância e repressão em antecipação às crescentes agitações civis. Mas isso pode não ser suficiente para manter as populações subjugadas à medida que crise atrás de crise ponha em causa a existente combinação do poder e dos privilégios.”
Alentejo, Janeiro 2009

18.1.09

Hoje no Redondo

Neste domingo 18-01 no Centro Cultural do REDONDO às 16h. passa o Filme «LA DIGNIDAD DE LOS NADIES» do director Argentino Fernando Pino Solanas (documentario sobre a crise de argentina 2001), com posterior conversa sobre o mesmo.
E logo no fim Música ao Vivo com a Chacarera/LusoArgenta

12.1.09

OKUPA, RESISTE!


9.1.09

democracias policiais


Casa assaltada, faixas à mostra

Nas democracias policiais, a liberdade de expressão é um direito de todos os cidadãos. Também por isso lhes chamam democracias. Mas esse direito tem limitações, coisa lógica nesta sociedade onde se definiu que “uma liberdade acaba onde começa a do outro”, impedindo-se, assim, que se interpenetrem, que se prolonguem uma na outra. Pensamentos perigosos, que poderão constituir um qualquer crime se tornados públicos, e que, portanto, ficam por aqui. Já basta o que basta, dizia o outro, como sempre, cheio de razão. O que agora interessa, de facto, é que, em primeira instância, quem define as limitações das liberdades, e, por arrasto, as da liberdade de expressão, é a polícia. Também por isso lhes chamamos, a essas democracias, policiais.

Na Casa Viva, logo no primeiro dia oficialmente útil da semana, tivemos mais uma prova de que Portugal se insere dentro desta categoria de democracias. Por volta das 15h00 desse 5 de Janeiro, os Bombeiros Sapadores do Porto, a mando da Polícia de Segurança Pública, também presente, retiraram, assim, sem pedidos nem explicações, a faixa solidária com o movimento grego que a Casa vinha exibindo desde 20 de Dezembro. O motivo da apreensão, tal como informado no respectivo auto, é “incitava à violência, cometendo o crime contra a paz pública”. Não fosse o tal adjectivo que acompanha a nossa democracia e ter-se-ia tratado de um roubo. Afinal, uma faixa não publicitária numa fachada duma casa particular só pode ser retirada se tal for pedido pelo proprietário, o que não aconteceu. Mas o facto é que esse adjectivo está lá por alguma razão e, em estando, o acto de surripiar transforma-se em apreensão, os prevaricadores em sujeitos activos de acusação e as vítimas em réus.

Pode-se olhar para a faixa pelo ângulo que se quiser, mas é precisa muita liberdade de interpretação para nela ver um incentivo à violência. Mas, lá está, essa é apenas mais uma das liberdades das democracias policiais que, como todas as outras, tem uma definição e um âmbito dependentes do livre arbítrio dos agentes da Autoridade, gente que se costuma acusar de ser pouco dada a divagações poéticas, mas a quem não podemos deixar de gabar a capacidade de ler nas entrelinhas ainda mais do que os autores das linhas queriam fazer transparecer.

No processo de roubo/apreensão da faixa, os agentes acharam por bem deter três pessoas que saíam da casa a ver o que se passava do lado de fora do sítio onde lhes tinham oferecido guarida. Estavam, aparentemente, a utilizar de forma ilegal numa casa que não é deles. Mas houve queixa do proprietário? Falamos com ele e ele disse que não devia estar ninguém em casa. Falaram com ele?! Bem... a casa está em ruínas e não pode estar lá gente a viver! A Casa está em ruínas? Quem falou em ruínas? Então porque é que estão detidos? Não houve detenções, só os trouxemos à esquadra para assinarem o auto de apreensão. A uns gajos que não têm nada a ver com a casa nem com a faixa? Mais alguém dá a cara pela faixa? Claro que sim! Então já não estão detidos, podem sair os três e até voltar para a casa em ruínas onde, para além de não poderem estar por causa dessa sua – da casa – condição, não podiam estar por falta de autorização do proprietário.

Ora então cá temos os responsáveis pela faixa. Basta que um assine o auto de roubo/apreensão, que os outros já estão identificados de qualquer forma, apesar de nunca lhes termos controlado legalmente as identidades. Agora a coisa vai para o DIAP e já não é mais nada connosco, que vocês aparecem aqui aos magotes e a malta quer ver o discurso do Sócrates sem medo de que nos ocupem esta merda, perdão sr. ministro, esta esquadra, tão lindamente baptizada como sendo do Paraíso, apesar de, para tal, ainda faltarem os canais da Sport Tv, vá lá que nos resta a TVI e as novelas com gajas boas. Depois, daqui a 6 meses, 1 ano, ou dois, o DIAP lá decidirá se a queixa da PSP é válida e, se não for, a faixa será devolvida. No entretanto, a gente fica sem a faixa de que o agente não gostou e assim mesmo é que é numa democracia policial.

Ora, é provável que o DIAP considere que a faixa, de facto, mais do que um apelo à violência, é um grito contra a sua utilização por quem lhe detém o monopólio e que, como tal, o seu roubo/apreensão até pode, pelo menos em teoria, configurar um atropelo à liberdade de expressão. Pouco interessa. Não será por isso que a Casa será deixada em paz. Há a questão da ocupação ilegal. Ah, é verdade... o proprietário autoriza a ocupação do espaço. Mas há a questão das drogas. A questão das drogas? Sim, a casa está conotada com drogas. Conotada por quem? Pela polícia. Mas entraram lá ilegalmente para ver essa questão? Nem pensar... mas cheira muito a charro no passeio quando se passa por perto. O quê? É verdade... e, ainda por cima, entra lá gente com mau aspecto! Isso não é discriminação? A polícia não discrimina... limita-se a ver se determinada pessoa tem determinado aspecto e, se o tiver, fica imediatamente associada ao consumo de drogas. E isso não é discriminação? Não desconversem... é que há a questão da propriedade! Ah, é verdade... o proprietário autoriza a ocupação do espaço. Pois é... então, há a questão das drogas. E sabem quem vai sofrer com isso se não tomam cuidados?


Os processos de intimidação à divergência apertam-se. Espera-se que o medo de qualquer coisa, independentemente do que seja, impeça as pessoas de se manifestarem, de exporem opiniões, de se levantarem perante as injustiças dos poderosos. Depois de visitas policiais à Casa em dias de reuniões, depois de visitas regulares ao blog, veio o roubo/apreensão da faixa, um processo-crime sobre “os responsáveis pela faixa”, o reconhecimento policial de que já estamos todos fichados e as ameaças de que, ou atinamos, ou nos fecham a Casa e nos mandam de saco, por causa da questão da propriedade, aliás, por causa das drogas, aliás por qualquer coisa que lhes apeteça.

O problema é que achamos que nós é que somos os atinados e não nos apetece, agora que os desvarios juvenis já passaram na sua maioria, desatinar e começar a comer tudo o que nos dão ou a baixar a cueca cada vez que nos tentam violentar. Para além de que a Casa, assim sem uma faixa, parece despida. E nós não queremos um processo-crime por atentado ao pudor.

4.1.09

Dia 10 Conversa sobre a Insurreição Grega


Dia 10, Sábado pelas 21.00, em Aljustrel haverá lugar para uma troca de ideias e conversa informal em torno dos acontecimentos insurrectos da Grécia.

«Que a revolta se alastre...


Da greve geral ao movimento dos estudantes, com os liceus fechados e as faculdades ocupadas, da greve dos presos aos motins de rua, a Grécia tornou-se o palco, de alguns meses para cá, de uma sublevação social sem precedentes desde a queda da ditadura.


Em Outubro, uma série de greves paralisaram o país, às quais se somaram mais de 150 liceus encerrados pelos estudantes. Ainda no passado mês de Novembro, deu-se uma greve de fome, sem precedentes, que envolveu mais de 7 000 pres@s. Estas lutas ultrapassaram as meras reivindicações corporativas, sendo acompanhadas de inúmeras acções directas e de movimentos contra a miséria imposta pelo Estado e pelo Capital.


No passado dia 6 de Dezembro, a morte de um jovem de 15 anos, Alexis Grigoropoulos, às mãos da polícia grega, serviu de catalisador para uma vaga de contestação social que se tem vindo a alastrar por todo o território grego. Sucederam-se as ocupações de universidades, escolas, câmaras municipais e sindicatos burocráticos, com a realização de assembleias e apelos à generalização da luta autónoma, sem mediação de organismos políticos e burocráticos. Nas ruas tiveram lugar manifestações e ataques contra os aparelhos repressivos do Estado (esquadras de polícia, tribunais, etc.) e do Capital (bancos, grandes empresas).


Por todo o mundo, multiplicam-se as acções de solidariedade. Para dia 20 de Dezembro foi convocada, pela Assembleia do Politécnico de Atenas, uma jornada de solidariedade com a revolta grega e de denúncia da repressão estatal contra os insurgentes.


Solidarizamo-nos com @s companheir@s em luta na Grécia, pois a sua luta também é a nossa: pela acção directa, contra um quotidiano de miséria e contra tudo o que nos oprime, para que assumamos a nossa própria vida de forma autónoma!


Pelo menos temporariamente, libertamos um espaço da sua condição de não-lugar, desafiando o valor sacrossanto da propriedade privada, porque as nossas vidas valem mais do que as leis e a economia.»


(um comunicado distribuído em Lisboa na Manifestação que aí teve lugar no dia 20.12)

10.12.08

G R É C I A !!!

http://redelibertaria.blogspot.com/
[Nas barricadas, nas ocupações da universidade, nas manifestações e nas assembleias mantemos viva a memória de Alexandros, mas também a memória de Michalis Kaltezas e de todos os companheiros que foram assassinados pelo Estado, fortalecendo a luta por um mundo sem amos e escravos, sem polícia, sem exércitos, sem cadeias e sem fronteiras.]"
« No sábado, 6 de dezembro de 2008, Alexandros Grigoropoulos, de 15 anos de idade, companheiro, foi assassinado a sangue frio, com uma bala no peito por um polícia na zona de Exarchia. Contrariamente às declarações dos políticos e jornalistas, que são cúmplices dos assassinatos, isto não foi um "incidente isolado", mas uma explosão da repressão estatal que, sistematicamente, e, de maneira organizada, aponta aqueles que resistem, os que se rebelam, os anarquistas e antiautoritários. É o pico do terrorismo de Estado, que se expressa com a evolução da função dos mecanismos repressivos, seu armamento ininterrupto, o aumento dos níveis de violência que utilizam; com a doutrina da "tolerância zero"; com a calúnia da propaganda dos meios de comunicação, que penaliza os que lutam contra a autoridade. São estas condições que preparam o caminho para a intensificação da repressão, tratando de extrair o consentimento social de antemão, e eles cobram as armas dos assassinos de Estado de uniforme!A violência mortal estatal contra o povo na vida social e à luta de classes têm por objetivo a submissão de todo mundo, actuando como castigo exemplar, destinado a difundir o medo. É parte do grande ataque do Estado e da patronal contra toda a sociedade, com o fim de impor as mais duras condições de exploração e opressão, para consolidar o controle e a repressão. Da escola às universidades, às cadeias com a escravidão, às centenas de trabalhadores mortos nos chamados "acidentes de trabalhos, e a pobreza que atinge um grande número da população... Desde os campos de minas nas fronteiras, os programas e os assassinatos dos imigrantes e dos refugiados, aos numerosos "suicídios" nas cadeias e delegacias de polícia... dos "tiroteios acidentais" da polícia nos bloqueios à violenta repressão das resistências locais, a democracia está mostrando os seus dentes! Desde o primeiro momento depois do assassinato de Alexandros, manifestações espontâneas e distúrbios explodiram no centro de Atenas, o Politécnico, o Conselho Econômico e as Escolas de Direito estão ocupadas e os ataques contra o Estado e objetivos capitalistas acontecem em diferentes bairros e no centro da cidade. As manifestações, os ataques e os enfrentamentos surgem em Salónica, Patras, Volos, Chania e Heraklion, em Creta, em Giannena, Komotini e muitas outras cidades. Em Atenas, na rua Patission -fora da Politécnica e da Faculdade de Economia- os embates duraram toda a noite. Na saída da Politécnica, a polícia de choque utilizou balas de plástico. Domingo, 7 de dezembro, milhares de pessoas marcharam em direção ao quartel geral da polícia em Atenas, atacando a polícia antidistúrbio. Enfrentamentos de uma tensão sem precedentes explodiram nas ruas do centro da cidade, durando até o começo da madrugada. Há muitos manifestantes feridos e numerosos detidos. Mantemos a ocupação da Escola Politécnica que começou na noite de sábado, criando um espaço para todas as pessoas que lutam para avançar e um dos focos de resistência de caráter permanente da cidade. Nas barricadas, nas ocupações da universidade, nas manifestações e nas assembleias mantemos viva a memória de Alexandros, mas também a memória de Michalis Kaltezas e de todos os companheiros que foram assassinados pelo Estado, fortalecendo a luta por um mundo sem amos e escravos, sem polícia, sem exércitos, sem cadeias e sem fronteiras. As balas dos assassinos uniformizados, as detenções e surras nos manifestantes, o gás químico arremessado pelas forças da ordem, só não podem impor o medo e o silêncio, mas, também, que são convertidos para que as pessoas tenham razão para lutar contra o terrorismo de Estado e encarar a luta pela liberdade, para abandonar o medo e para encontrar-nos -cada vez mais a cada dia - nas ruas da revolta. Deixamos que flua a fúria e os afoguemos! O terrorismo de Estado não passará! Libertação imediata de todas as pessoas presas nos acontecimentos de sábado e domingo (7 e 8 de dezembro)! Enviamos a nossa solidariedade a todas as pessoas que ocupam as universidades, as que se manifestam e lutam contra o terrorismo de Estado em todo o país!
Assembleia de Ocupantes da Universidade Politécnica de Atenas»

2.12.08

Minas de Aljustrel #2

20.11.08

Minas de Aljustrel


Que futuro para os trabalhadores?
Em 27 de Maio passado, José Sócrates e Manuel Pinho assistiam ao início simbólico da produção e actividade comercial das minas de Aljustrel. Com produção e comercialização sobretudo voltadas para a exportação. Na altura, foram feitos grandes encómios a esta iniciativa pelos governantes presentes. José Sócrates chegou a afirmar que este era um “investimento ideal” para o país e que estava garantido o funcionamento da mina “pelo menos por mais dez anos”. E augurou, então, um futuro risonho para a empresa e trabalhadores. Vários destes trabalhadores, com empregos estáveis noutras empresas, enganados, vieram para as minas da multinacional canadiana Lunding Mining Corporation, onde julgavam encontrar um emprego melhor e com futuro.Agora, passados seis meses, a empresa anuncia a suspensão da produção de zinco, devido, segundo a administração, ao agravamento da situação financeira, provocada pela “baixa cotação do zinco no mercado”. Centenas de postos de trabalho estão neste momento em causa, incluindo o trabalho directo e o subcontratado. Para o distrito de Beja, mas particularmente para Aljustrel, traduz-se num grave problema económico e social. Para os trabalhadores, um futuro incerto, provavelmente muito difícil. Entretanto, uma delegação dos mineiros de Aljustrel foi recebida no Ministério da Economia, declarando esperar respostas concretas sobre o futuro das minas. Mas não satisfeitos com as propostas do governo, decidiram manifestar-se à porta da residência oficial do primeiro-ministro. Veremos como o governo do PS, tão lesto a tentar resolver problemas a banqueiros e especuladores, descalça esta bota. Vai “nacionalizar” as minas de Aljustrel, como fez com o BPN?


Pedro Goulart

13.11.08

Bab Sebta dia 19 em Castro Verde



Projecção de "Bab Sebta" no dia 19 no Fórum Municipal de Castro Verde (organização Câmara Municipal de Castro Verde) às 21.30.



Os realizadores, Pedro Pinho e Frederico e Lobo, percorreram quatro cidades no norte de África e recolheram testemunhos de imigrantes que percorreram milhares de quilómetros até às portas de Ceuta, com o objectivo de concretizar o sonho de entrar na Europa.

"Bab Septa" significa "A porta de Ceuta", que é o ponto de chegada de milhares de imigrantes africanos rumo à Europa. Os dois realizadores visitaram Marrocos em 2005, quando as cenas de violência eram notícia em Ceuta, e aí nasceu a ideia de regressar para fazer o documentário.“Nós não atravessamos fronteiras, as fronteiras atravessam-se entre nós”, é a frases de abertura dum documentário que ouve relatos de gente que persiste no sonho de chegar à Europa, mesmo depois de sucessivas detenções e deportações junto à fronteira, seja pela polícia espanhola ou marroquina.Nas palavras dos autores este filme "parte em contracorrente a este fluxo dirigindo-se de Norte para Sul em busca dos migrantes que atravessam o deserto – heróis nómadas dos tempos que correm, em luta contra uma abstracção: a ideia de fronteira".

O documentário "Bab Septa", foi o vencedor da competição nacional do DocLisboa de 2008, tendo já antes sido premiado em 2006 no Concurso de Pesquisa e Desenvolvimento do ICAM (Instituto de Cinema Audovisual e Multimedia), e o prémio "Marseille Esperance" do Festival Internacional de Documentário de Marselha.

10.11.08

4 Noites 4 Filmes todas as 5º feiras



5.11.08

Passagem filme antes do concerto

A tourné de LOS DOLARES é um benefit para a criação de um fundo de apoio a imigrantes. Apareçe antes para ver o documentário de Sérgio Trefaut LISBOETAS
« Lisboetas é um documentário político sobre a vaga de imigração que nos últimos anos mudou Portugal.
Lisboetas é o retrato de um momento único em que o país e a cidade entraram num processo de transformação irreversível.
Lisboetas é um filme que rejeita o habitual tratamento jornalístico e aborda a experiência humana dos imigrantes da grande Lisboa de um ponto de vista cinematográfico.
Lisboetas é uma janela secreta sobre novas realidades: modos de vida, mercado de trabalho, direitos, cultos religiosos, identidades. É uma viagem a uma cidade desconhecida, a lugares onde nunca fomos e que estão aqui.
Lisboetas é um retrato por dentro. A palavra é dada aos recém chegados. Talvez por isso, como escreveu a crítica do “Público” Kathleen Gomes, “os estrangeiros aqui somos nós”.
Lisboetas não é um filme dogmático, mas é um filme incómodo e que deixa muitas questões em aberto - por que é difícil avaliar o quanto tudo mudou e ainda pode mudar. »

1.11.08

8 de Novembro


10.10.08

8 ANOS DE OCUPAÇÃO

A COSA faz 8 Anos!
Dia 14, 3ª-feira
15h: Workshop Fibra de Vidro
17h: Paintball com fisgas
22h: Concertos "As míticas bandas da casa". Insulto. Disastro Sapiens. Tintura D'Ódio
na KŸLAKANCRA - Vila Okupada dos Subúrbios de Setúbal
Dia 15, 4ª-feira
21h: Projecção do filme "Bab Sebta"seguido de conversa com os realizadores
No Espaço Lança Estrada da Graça, nº190 (antiga Zaragata) Setúbal
Dia 16, 5ª-feira
19h: Debate e Merenda:
Questões de género "Rapaz vs Rapariga ou pura estupidez?"; "Eu, tu, elx, nós , elxs, ..." na COSA
Dia 17, 6ª-feira
FESTA CASINO pela noite dentro...
Com Torneios de Gambling e Karaoke Dj Arthrit (2ª aparição desde o milagre de fátima) na COSA
Dia 18, Sábado
15h: Festa, Xurrascada e Cinema na rua, para Amigxs e Vizinhança
21h30: Projecção de documentário sobre lutas nas prisões da grécia no "jardim" da COSA

CASA OKUPADA de SETÚBAL AUTOGESTIONADA
Rua Latino Coelho, nº2
Bairro Salgado

3.10.08

Sexta 10

24.9.08

Segunda 29


23.8.08

Próximo Sábado 30 Agosto


Por Setúbal...



18.7.08

Começa HOJE !!!!

É no Monte da Minhota no Carregueiro (Aljustrel)... (estação Comboios Castro Verde Almodôvar; segundo monte no sentido carregueiro para aljustrel à direita)

Sexta 18
18.00 Conversa: Punk? Onde anda o anarko-punk...
21.00 Janta
22.00 Concertos I.A.C. (évora/montemor) DISASTRO SAPIENS (arredores lisboa) FOCOLITOS (lisboa) ALBERT FISH (lisboa)
Sábado 19
11.00 Feira da Troca e Workshop Construção de fornos solares
13.30 Almoçada
15.00 Conversa: Espaços Contra a Autoridade: de okupas e espaços libertados à ideia de espaço público
18.00 Projecção/Conversa: Filme “Brad Will: Uma noite mais nas barricadas”. Rebelião popular em Oaxaca, México. Com a presença do seu autor
21.00 Janta
22.00 Concertos ESKUMALHA (figueira cavaleiros) MOTU (lisboa/barreiro) DOKUNGA (Porto) SEM TALENTO (santo andré) CAMARA DE GAS (madrid)
Domingo 20
11.00 Workshop: Recolha de Sementes
13.30 Almoçada
15.00 Conversa: Alentejo, Salvem-me Porra!!! A destruição da paisagem no Alentejo pós Alqueva…
18.00 Conversa: Para uma Ética Alimentar: que sustentabilidade para o vegetarianismo (o caso específico da soja) e o consumo da carne através da caça?
21.00 Janta
22.00 Concertos COLUNA DE FERRO (lisboa) INSULTO (kylacankra) 2 SEMI COLCHEIAS INVERTIDAS (lisboa) MÁRIO O TROVADOR (cascais)

15.7.08

Dia 17 em ÉVORA


10.7.08

Feira da Troca 19 de Julho


Porque nesse fim de semana de convívio, no Festival do CCA Gonçalves Correia, queremos ter também um espaço onde o dinheiro fica de fora. Uma “feira da ladra” para trocar tudo: livros, roupa, brinquedos, cd’s, comida, etc. Aquilo que temos a mais ou acumulado em casa por aquilo que nos falta ou nos dá gozo…
Porque gostávamos que aí se juntassem pessoas da zona que quisessem vir a retomar uma Feira da Troca mensal, como já aconteceu em Messejana (Aljustrel). Para valorizar os produtos caseiros e criar um espaço que mostre na pratica que nem tudo se ganha só com dinheiro.
Traz as tuas “trocas” pró festival ou aparece Sábado, dia 19, a partir das 11.00, para a Feira que acontece em paralelo com workshop de construção de fornos solares… No Monte da Minhota (Carregueiro) no festival CCA Gonçalves Correia.

8.7.08

Workshops no festival

Sábado dia 19 - 11.00 - Construção de Fornos Solares
Domingo dia 20 - 11.00 - Recolha de Sementes (Associação Colher Para Semear)

Sábado à mesma hora do Workshop FEIRA DA TROCA

2.7.08

Cartaz Festival CCA


Clica na imagem para veres melhor!

Sexta 4 Julho em Setúbal

28.6.08

Programa Festival CCA 18-20 JULHO

Sexta 18
18.00 Conversa: Punk? Onde anda o anarko-punk...
21.00 Janta
22.00 Concertos I.A.C. (évora/montemor) DISASTRO SAPIENS (arredores lisboa) FOCOLITOS (lisboa) ALBERT FISH (lisboa)

Sábado 19
11.00 Feira da Troca e Workshop Construção de fornos solares
13.30 Almoçada
15.00 Conversa: Espaços Contra a Autoridade: de okupas e espaços libertados à ideia de espaço público
18.00 Projecção/Conversa: Filme “Brad Will: Uma noite mais nas barricadas”. Rebelião popular em Oaxaca, México. Com a presença do seu autor
21.00 Janta
22.00 Concertos ESKUMALHA (figueira cavaleiros) MOTU (lisboa/barreiro) DESKARGA ETILICA (figueira da foz) FREEDOM (porto) CAMARA DE GAS (madrid)

Domingo 20
11.00 Workshop
13.30 Almoçada
15.00 Conversa: Alentejo, Salvem-me Porra!!! A destruição da paisagem no Alentejo pós Alqueva…
18.00 Conversa: Para uma Ética Alimentar: que sustentabilidade para o vegetarianismo (o caso específico da soja) e o consumo da carne através da caça?
21.00 Janta
22.00 Concertos COLUNA DE FERRO (lisboa)INSULTO(kylacankra)100 TALENTO (santo andré)MÁRIO O TROVADOR (cascais)

O Festival tem lugar no Monte da Minhota a cerca de 1km do Carregueiro (paragem de comboios da Linha Beja-Funcheira que tem ligação aos intercidades para Beja e para o Algarve) na direcção de Aljustrel (na EN2 entre Aljustrel e Castro Verde e/ou Entradas.(ver mapa na mensagem anterior)

Apenas parte do Monte fará parte do Festival e na restante área não devemos por lá andar (respeitem). Junto ao Monte haverá espaço de estacionamento para carros e para as carrinhas. Do outro lado da antiga linha de caminho de ferro, dentro da área do Monte, fica o local central de acampada num eucaliptal com sombras… Aí haverá um espaço alargado com tenda para os debates e filmes, workshops, feira da troca, etc… refrescados por alguns reservatórios de água e um bar. Um pouco afastado estarão as casas de banho. As refeições tem lugar junto a uma das casas do Monte, e num dos barracões deste acontecem à noite os concertos.

IMPORTANTE: Atenção com os fogos! Não se podem fazer fogueiras, e muito cuidado com os cigarros; Cuidados com os acessos ao Monte a partir da estrada (lomba má visibilidade); Não tragam os vossos cães para junto das casas do Monte (barracão dos concertos e cozinha) por causa dos outros animais/cães aí existentes; Atenção às carraças nesta altura do ano; Tragam pratos e talheres para as maravilhosas refeições vegetarianas! E colaborem na limpeza e no respeito do sítio.

22.6.08

Horror e Habemus Kaos no Club segunda-feira 30 Junho

Para mais informações escreve para kylakancra@gmail.com

12.6.08

Festival CCA 18, 19 e 20 JULHO


Festival
“C.C.A. Gonçalves Correia”
18, 19 e 20 de Julho

no Carregueiro (Aljustrel)*

O Anarko Punk no Alentejo em 3 noites, antecedidas ao longo dos dias de debates, passagens de documentários e filmes, workshops e tempo para conversar, trocar ideias e passear!!!

Concertos

Sexta 18 I.A.C. (évora/montemor) DISASTRO SAPIENS (arredores de lisboa) FOCOLITOS (lisboa) ALBERT FISH (lisboa) Dj’s… Sábado 19 ESKUMALHA (figueira dos cavaleiros) MOTU (lisboa/barreiro) DESKARGA ETILICA (figueira da foz) FREEDOM (porto) CAMARA DE GAS (madrid) Domingo 20 COLUNA DE FERRO (lisboa) INSULTO (kylacankra) 100 TALENTO (santo andré) MÁRIO O TROVADOR (cascais)

Debates (estes e outros a surgirem...)

Filme “Brad Will: Uma noite mais nas barricadas”. Rebelião popular em Oaxaca,
México. Com a presença do seu autor

Espaços Contra a Autoridade:
de centros sociais, okupas e espaços libertados à ideia de espaço público…

Alentejo, Salvem-me Porra!!!
A destruição da paisagem no Alentejo pós Alqueva… PIN’s, olivais etc..

* Mantem-te informado em goncalvescorreia.blogspot.com
(desenvolvimentos de mais actividades, da localização do Festival, avisos à navegação e outras informações nos proximos dias...)

29.5.08

Sabado 7 de Junho Concertos Benefit Contra as Prisões


Sabado 31 de Maio


1º COMBATE DE PAINT BALL COM FISGAS DO MUNDO - 8 JUNHO EM SINTRA



depois da merda dos deuses nos terem boicotado a outra edição, ao ter mandado um temporal que não se podia, aqui vai a nova edição revista e melhorada... desta vez, mandamos a resmenga do 13 de maio para onde nunca devia ter saido... a ver se a gaja não se mija com medo das alturas... hehehehhehehehe

15.5.08

17 de Maio - Concertos Benefit para a Feira do Livro Anarquista + Sessão de Esclarecimento sobre Trangénicos - Porto


Workshop de Serigrafia

Dia 17 de Maio, pelas 16h, realizar-se-á um workshop de serigrafia no Centro de Cultura Libertária.A participação é livre, apenas apelamos a um pequeno donativo para ajudar a pagar os materiais utilizados.

FESTA benefit Feira do Livro Anarquista


a partir das 20hno Espaço KIÁGÁTOEntrada pela porta lateral do Ateneu Comercial de LisboaRua das Portas de Santo Antãoperto do Coliseu, na escola superior de medicina chinesaLisboa

2.5.08

Feira do Livro Anarquista

Antecipando, aqui fica a divulgação da Feira do Livro Anarquista à qual o CCA Gonçalves Correia /revista Alambique participará, nos dias 23, 24 e 25 de Maio de 2008, por iniciativa de diversos colectivos e indivíduos libertários, em Lisboa no Grupo Desportivo da Mouraria.
Pretendemos com a organização deste evento criar um espaço para a exposição e debate das ideias e lutas libertárias, assim como para o convívio e fortalecimento de laços entre pessoas que partilham uma visão anti-autoritária do mundo. A Feira proporcionará, para além das bancas de livros e outras publicações, um programa de actividades diversas, que poderão ser debates, workshops, sessões de cinema, performances e o que mais a imaginação e a vontade d@s participantes propuserem.
Apelamos à participação neste evento de tod@s @s interessad@s, através da sua presença com bancas de informação, livros e outras publicações ou com propostas de actividades que queiram promover durante a Feira.

Endereço postal: Apartado 40 / 2801-801 Almada / Portugal
Para mais informação consultar o blogue da Feira do Livro Anarquista:http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/

29.4.08

Não aos transgénicos! dia 3 em Setúbal


26.4.08

12.4.08

25 Abril 2008 Antiautoritário!!


Chegou-nos às mãos o seguinte ...
Convite para uma manifestação anti autoritária contra a repressão policial.
Um ano depois do ataque policial em pleno Chiado no dia 25 de Abril de 2007, dois meses depois da carga policial no despejo do Grémio Lisbonense , perante os ataques continuados da polícia em Bairros Sociais e por todos os episódios de abuso e violência perpetrados pela repressão organizada do Estado, convocamos uma manifestação antiautoritária contra a repressão policial. Manifestamo-nos neste dia porque passaram 34 anos desde que uma pseudo-revolução substituiu um governo fascista por um governo que continua a controlar, a matar e a reprimir e cujos antecessores rapidamente se preocuparam em controlar o "descontrolo" das populações no pós 25 de Abril.
A marcha dos tristes, que todos os anos comemora esta transição, não nos diz nada, pois não queremos celebrar o quotidiano policial nem a liberdade-de-centro-comercial.
O sistema capitalista, na sua vertente democrática, leva-nos a pensar que não sabemos gerir as nossas vidas e que a polícia é uma realidade à qual não podemos fugir. Como se não bastasse vivermos num estado policial, querem que sejamos nós próprios os polícias das outras pessoas, de nós próprios e dos nossos vizinhos. A polícia, que todos os dias reprime e violenta, não serve a ninguém se não àqueles que lucram com a miséria de todos os outros, àqueles que nos oferecem uma vida controlada, que destroem os ecossistemas, que impõem fronteiras entre regiões, que nos roubam no trabalho, que nos dizem como devemos ser e que nos querem convencer que somos indivíduos, quando a nossa individualidade não passa de uma ilusão no leque de possibilidades que a sociedade de consumo nos deixa ter.
Assim, esta como qualquer outra data, serve para contestar este e qualquer governo pois, inevitavelmente, todos nos querem impor uma vida debaixo de câmaras de vigilância, fronteiras e polícias várias.
Todos estes métodos de controlo e repressão são tendencialmente universais e à medida que o tempo passa achamos serem cada vez mais normais e sabemos serem também mais presentes. Todos conseguimos resolver os nossos conflictos, pensar pelas nossas próprias cabeças, imaginar como realmente queremos que sejam as nossas vidas.
Apelamos à participação de todos aqueles que condenam a violência policial e os métodos que o capitalismo e o estado têm para nos controlar.
Praça da Figueira, Lisboa, 17:30h, 25 de Abril de 2008.

3.4.08

Noite D.I.S.C.O. 80's


Cinema no Club Aljustrelense


28.3.08

II Festival Anti-Fascista 12 de Abril em Aljustrel


21.3.08

Flyer concertos (distribuido à porta) 21 e 22 Março

Meredith Stern http://justseeds.org


Isto é “Anarquismo Verde”
Civilização é exploração
A sociedade de massas é demasiado complexa para trabalhar sem especialização. A divisão especializada do trabalho aliena-nos do resto e cria uma hierarquia necessária para coordenar a produção. A hierarquia divide a sociedade entre quem tem poder, e quem não tem poder é tratado como um objecto a ser explorado.
A exploração por motivos de classe, género, etnia e preferência sexual é intrínseca à sociedade de massas. A sociedade de massas não pode ser reformada. Deve ser modificada.
O pequeno é o ideal
A sociedade de massas deve ser reestruturada para comunidades suficientemente pequenas para que cada pessoa seja respeitada, como indivíduo autónomo. Nas pequenas comunidades a autodeterminação modificaria a hierarquia. Não podes combater o massivo com o massivo. Se os nossos meios e fins têm de ser consistentes, devemos organizar-nos em redes de pequenos grupos autónomos para modificar a sociedade de massas.
Terra ou morte
A sociedade de massas enjaula as pessoas. Controlando os recursos da Terra, o Estado controla a sociedade. Devemos acabar com a nossa dependência do Estado recuperando a Terra e vivendo de maneira auto-suficiente. Restaurando a nossa relação com a Terra deitamos abaixo o pensamento hierárquico que a está destruindo.
Revolução na periferia
A sociedade de massas necessita de recursos de todo o planeta para sobreviver. Os mais explorados por ela são aqueles que trabalham a terra no terceiro mundo, para verem o fruto do seu trabalho a ser exportado para os mais ricos. Não têm nada a perder recuperando a terra para eles mesmos. Quantos menos recursos sejam importados do Terceiro Mundo, menos capaz será a sociedade de massas de expor mercadorias nos seus países do Primeiro Mundo. As pequenas comunidades autónomas e auto-suficientes serão mais necessárias e fáceis de estabelecer à medida que o Estado perde o controlo sobre o resto do planeta.
Autonomia agora!
Devemos apoiar a revolução na periferia fazendo a nossa própria revolução aqui. Devemos compartilhar os conhecimentos necessários para sobreviver sem o Estado, criar uma cultura de resistência que nos liberte da alienação da sociedade de massas, viver livres de exploração boicotando os bancos e as multinacionais, construindo uma economia alternativa “verde e negra”, defendendo-nos a nós mesmos e à Terra usando a acção directa contra as bases militares, os laboratórios, os promotores e indústrias, contra a exploração e o fanatismo.
Green Anarchist – http://www.greenanarchy.org/

20.3.08

Concerto Sábado 29 Março


16.3.08

II Festival Anti-Fascista 12 de Abril em Aljustrel


12 de Abril (Sábado
no Club Aljustrelense a partir das 17.00… apresentação e conversa com o colectivo Acção Anti-Fascista.
E noite adentro concerto com ETACARINAE, M.A.D, DISASTRO SAPIENS, RELTHI...