19.2.08

Sexta-Feira 22 de Fevereiro a partir das 20h.


Festa Trashcore contra as prisões e jantar benefit na COSA em setubal. Benefit para projectos editoriais

12.2.08

Próximo Fim de Semana


No Sábado dia 16 - pelas 15 horas - recordamos que no CLUB ALJUSTRELENSE decorrerá uma oficina Prática de informação (entrada livre) "Suporte Básico de Vida - Noções Básicas de Primeiros Socorros" com dois terapeutas de Medicina Tradicional Chinesa.
Nesse Fim de Semana decorrem também actividades no Centro Social da Aldeia das Amoreiras.

9.2.08

Solidariedade com António Ferreira na Holanda


O Anarchist Group Amesterdam (anarcosindiclaista) vai levar a cabo umaacção de solidariedade com António Ferreira no próximo dia 9 de Fevereiro
http://agamsterdam.wordpress.com/2008/02/04/zaterdag-9-februari/

8.2.08

Sábado 16 Fevereiro


Divulgação de várias ideias básicas de saúde - A causa das doenças é o mau trato (demasiada actividade e descanso insuficiente produz esgotamento) - Esgotamento é intoxicação (intoxicação e desintoxicação) - Está tudo ligado (o sintoma é um alerta para algo mais profundo) Explanação sucinta do plano de acção do socorrista e noções básicas de primeiros socorros - PAS (proteger, alertar e socorrer) - Alguns casos concretos que poderão ocorrer - Como actuar? e o que poderemos fazer? - Suporte básico de Vida Objectivos: Não se trata de uma acção de formação mas sim de divulgação de informação. Para além de uma sucinta explicação de um visão holística da saúde, os/as presentes irão ser incentivados a pensar como melhor intervir numa situação "extrema" em que uma pessoa se encontra indefesa e a necessitar de ajuda e ou cuidados médicos. Irão simular-se várias situações típicas de quadros de socorrismo, que diariamente se podem encontrar em qualquer parte, onde o interessante será a intervenção com poucos ou nenhuns meios de socorro.

(3h30m)Oficina da responsabilidade de Ricardo Valério e Karine Calligaris, terapeutas de Medicina Tradicional Chinesa.

7.2.08

Este Sábado concerto no club




4.2.08

Morte a tudo o que é Rei!

Lisboa, 1 de Fevereiro de 2008

« Sou pelas greves como sou por todos os métodos de resistência utilizados pelos fracos, pelos oprimidos, em defesa dos seus legítimos interesses (...). O meu ódio maior, a minha mais viva repulsa, dirigem-se aos patrões burgueses que nos exploram e que sem altivez servimos.»
Alfredo Costa, segundo Aquilino Ribeiro (Um Escritor Confessa-se, Lisboa, 1974, p. 361)


«A elaboração do regicídio operou-se fora da nossa presença [dos republicanos] e sem a nossa cumplicidade (...). Não foi pois a revolução que o matou [D.Carlos], mas sim a anarquia.»
João Chagas, político republicano (Subsídios Críticos para a História da Ditadura, Lisboa, 1908, pp. 8-11)

Celebramos, no dia 1 de Fevereiro de 2008, o centenário de um acto glorioso de emancipação social como sempre é a execução de um rei. Os regicidas que, em 1908, levaram a cabo o bem sucedido atentado contra o rei e o príncipe herdeiro –, Alfredo Luís Pereira da Costa, ex-administrador do semanário sindicalista da sua classe profissional, «O Caixeiro», e Manuel dos Reis Buíça, professor do ensino livre –, eram homens de uma consciência social profunda, que os levou a sacrificar a sua vida pela concretização dos seus ideais de liberdade e igualdade social.Para muitos, como Buíça e Costa, a República surgia como uma possibilidade de realizar as aspirações por um mundo livre e igual. Seria também uma forma de acabar com a repressão que pendia sobre o crescente movimento operário e libertário, acabando com as famigeradas leis anti-anarquistas e com as prisões e deportações para África e Timor, de onde poucos voltavam.Mas as esperanças do povo que saiu à rua para implantar a República, em 5 de Outubro de 1910, foram frustradas, quando, instalados no poder, os republicanos se converteram em opressores tão ou ainda mais ferozes que os monárquicos. Por isso, o movimento operário, anarco-sindicalista, cresceu a partir de 1911 contra a República, enfrentando a sua repressão.Hoje, como nestes tempos, os governantes, qualquer que seja a sua cor política, servem sempre os seus interesses e os da máquina capitalista. Só a luta autónoma, auto-organizada e directa pela recuperação do controlo sobre as suas vidas, pode surtir algum efeito contra aqueles que nos oprimem e exploram todos os dias.

HOJE COMO ONTEM, GUERRA A TODOS OS QUE NOS OPRIMEM, MONÁRQUICOS OU REPUBLICANOS, FASCISTAS OU DEMOCRATAS!
@s amig@s de Costa e Buíça »

31.1.08

Adiado a Biblia amanhâ, Festa na Segunda!


Foi adiado o lançamento da Revista Biblia amanhã.

Mas, há festa no Clube na Segunda Feira dia 4!!!

30.1.08

Próximas actividades do CCA e do Club


Aqui vão algumas dicas para o que vai estando programado acontecer por estes lados...já sabem em Aljustrel no Club Aljustrelense, a cargo do CCA Gonçalves Correia. Apareçam.


01 de Fevereiro (Sexta feira próxima)
Lançamento da revista Bíblia (nº27 e 28)
Apresentação e leitura de textos da Revista Bíblia
" A revista Bíblia já leva mais de 10 anos como um espaço de experimentação nas tendências contemporâneas das artes visuais e da literatura. Existe desde Abril de 1996 e lançou até agora 27 números. Neste momento tem periodicidade trimestral e a tiragem é normalmente de 2000 exemplares. Calculamos que estejam distribuídas cerca de 50000 revistas até à data. A revista Bíblia caracteriza-se pela variedade das áreas artísticas que abrange, como a ilustração, desenho, fotografia, pintura, design, banda desenhada, video prints, prosa, conto e poesia. A revista não exclui abordagens à arquitectura, cinema, teatro e música. Pelas páginas da revista, que funciona como espaço de encontro de uma geração, já passaram cerca de 600 colaboradores nacionais e internacionais.”
http://www.revista-biblia.com/

15 de Fevereiro

Concerto regicida
O Cão (a confirmar)
www.myspace.com/ocao

16 de Fevereiro

Oficina Prática de Informação (15.00)

«Suporte Básico de Vida - noções básicas de primeiros socorros»

Divulgação de várias ideias básicas de saúde - A causa das doenças é o mau trato (demasiada actividade e descanso insuficiente produz esgotamento) - Esgotamento é intoxicação (intoxicação e desintoxicação) - Está tudo ligado (o sintoma é um alerta para algo mais profundo) Explanação sucinta do plano de acção do socorrista e noções básicas de primeiros socorros - PAS (proteger, alertar e socorrer) - Alguns casos concretos que poderão ocorrer - Como actuar? e o que poderemos fazer? - Suporte básico de Vida Objectivos: Não se trata de uma acção de formação mas sim de divulgação de informação. Para além de uma sucinta explicação de um visão holística da saúde, os/as presentes irão ser incentivados a pensar como melhor intervir numa situação "extrema" em que uma pessoa se encontra indefesa e a necessitar de ajuda e ou cuidados médicos. Irão simular-se várias situações típicas de quadros de socorrismo, que diariamente se podem encontrar em qualquer parte, onde o interessante será a intervenção com poucos ou nenhuns meios de socorro. (3h30m)
Oficina da responsabilidade de Ricardo Valério e Karine Calligaris, terapeutas de Medicina Tradicional Chinesa.

23 de Fevereiro (22.00)
Concerto
Extreme Retaliation (Metal de Estremoz)

01 de Março
Conversa e troca de ideias com os companheiros de Sevilha acerca da sua experiência de 6 anos no Centro Social Okupado e Autogestionado de Sevilla, bem como acerca de todo o processo de despejo de que foi alvo.
Segue-se concerto (a confirmar Abandalhados e Pelintras)


15 de Março
Concerto (da Suécia a anunciar...)

29 de Março
II Festival Anti-Fascista Português organizado pelo
MOVIMENTO ANTIFASCISTA PORTUGUÊS
Apresentação e conversa com o colectivo MAP e 5 bandas noite fora...
http://www.accaoantifascista.pt.vu/

filmes no club às quintas-feiras







29.1.08

Regicidio


Vejam a documentação reunida no site da Associação Republica e Laicidade
«Filme do regicídio» (vídeo) [História Aberta]
Mausoléu de Manuel Buíça e Alfredo Costa – o monumento erigido (em 1914) pela Associação do Registo Civil e do Livre Pensamento e mandado desfazer (em 1940) pelo ditador Salazar Romagens à campa de Manuel Buiça e Alfredo Costa (fotos)

27.1.08

Acerca do Regícidio... em Castro Verde




A Câmara Municipal de Castro Verde vai dinamizar um programa evocativo da República, com iniciativas que decorrerão de Janeiro de 2008 a Outubro de 2010, sendo o ponto de partida para a concretização deste programa o primeiro Centenário do Regícidio, que se assinala a 1 de Fevereiro de 2008. Considerado uma etapa fundamental para a implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, e um elemento fulcral para a construção do Portugal moderno, o regicídio teve entre os seus mentores, Alfredo Luís da Costa, natural de Casével, motivo pelo qual o concelho de Castro Verde se encontra intrinsecamente ligado à história do acontecimento.

Ao longo dos anos, o 5 de Outubro tem caído no esquecimento e a sua comemoração num vazio quase profundo, desvalorizando-se todo o trabalho de transformação social que a implantação da República trouxe ao Portugal dos princípios do século XX.

É nesta perspectiva que a Câmara Municipal de Castro Verde vai dinamizar um programa evocativo da República, importante do ponto de vista cultural e social, visando a reflexão sobre os acontecimentos em causa e deixando uma marca cultural em torno desta efeméride, com iniciativas que decorrerão de Janeiro de 2008 a Outubro de 2010, data que assinala o Centenário da República. Centenário do Regicídio
31 Janeiro (Quinta-Feira)

Inauguração da exposição “O Regicídio visto nos jornais da Europa em 1908”. Praça da República.

Abertura de exposição-venda de livros sobre a temática do Regicídio e da República. Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca.

19h00Conferência “Olhar o Regicídio”, com a participação do Dr. Jorge Morais e do Dr. Luís Vaz, com a moderação da Doutora Alice Samara. Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca. 21h00

1 Fevereiro (Sexta-feira): Lançamento do Livro “Crónica do Regicida Invisível – Alfredo Luís da Costa”, de Paulo Barriga, apresentado pelo Dr. Rui Faustino, da Biblioteca Museu República e Resistência. Fórum Municipal de Castro Verde. 18h30

Abertura da Exposição “República”, da responsabilidade da Biblioteca Museu República e Resistência. Fórum Municipal de Castro Verde. 19h30

2 Fevereiro (Sábado):“A figura de Alfredo Luís Costa”, apresentação de Paulo Barriga. Junta de Freguesia de Casével. 15h00.
Descerramento de placa evocativa de Alfredo Luís da Costa. Participação da Banda Filarmónica 1º de Janeiro. Largo de Casével. 16h00

12 Fevereiro (Terça-Feira):Apresentação do Livro “Crónica do Regicida Invisível – Alfredo Luís da Costa”. Biblioteca Museu República e Resistência, Lisboa. 18h00

15 Fevereiro (Sexta-Feira):Apresentação do livro: “1908: Um Olhar sobre o Regicídio”, da responsabilidade da Professora Margarida Ramalhães Ramalho. Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca. 21h30.

16 Fevereiro (Sábado):Canções anarquistas com Vitorino Salomé. Cine-Teatro Municipal de Castro Verde. 21h30

Dia 1 Festa da Biblía!!!



Festa de Lançamento da revista Bíblia (nº27 e 28) em Aljustrel
Apresentação e leitura de textos da Revista Bíblia
" A revista Bíblia já leva mais de 10 anos como um espaço de experimentação nas tendências contemporâneas das artes visuais e da literatura. Existe desde Abril de 1996 e lançou até agora 27 números. Neste momento tem periodicidade trimestral e a tiragem é normalmente de 2000 exemplares. Calculamos que estejam distribuídas cerca de 50000 revistas até à data. A revista Bíblia caracteriza-se pela variedade das áreas artísticas que abrange, como a ilustração, desenho, fotografia, pintura, design, banda desenhada, video prints, prosa, conto e poesia. A revista não exclui abordagens à arquitectura, cinema, teatro e música. Pelas páginas da revista, que funciona como espaço de encontro de uma geração, já passaram cerca de 600 colaboradores nacionais e internacionais.”
http://www.revista-biblia.com/

19.1.08

26 de Janeiro


Dia 26 de Janeiro (Sábado)

pelas 17.00 Conversa

"Partes de uma cidade em Partes. Reflexão sobre a importância do espaço público participado no espaço urbano fragmentado"

por Patricia Colucas


Janta Vegetariana


Concerto

My Rules (lisboa) e Deeds of Sanity (Beja)

14.1.08

Recordar o 18 de Janeiro de 1934


Na próxima Sexta-feira, dia 18/1, recordemos a revolta operária de 18 de Janeiro de 1934.


No Porto no Terra Viva, na Rua dos Caldeireiros, 213 PORTO (perto da torre dos clérigos) avança com um Debate organizado pelo Círculo de Estudos Sociais Libertários /Terra Viva!AES - em colaboração com o Movimento Cívico "NÃO APAGUEM A MEMÓRIA" e no dia seguinte, sábado, às 17h30 no ESPAÇO MUSAS (Rua do Bonjardim, 998 - Porto)o Círculo Anarquista Libertário do Porto organisa uma Conversa e Jantar sob o nome de "A insurreição de 18 de Janeiro: Cercados e perseguidos".

Mais aqui a Sul, em SINES, a autarquia inaugura a "Exposição documental. O 18 de Janeiro de 1934 - No País e em Sines" que fica até 3 de Março no Centro de Artes de Sines. Em 1934, nessa "vila onde se destacam as fábricas, as oficinas, a pesca, a agricultura e alguns serviços, a greve durou um dia, mas registou uma adesão em massa, embora pacífica. Entre os organizadores encontram-se artesãos, pedreiros e trabalhadores. Outros grupos são os dos carpinteiros, pintores, trabalhadores rurais, operários das várias fábricas corticeiras e de conservas de peixe, padeiros, barbeiros, comerciantes." Na inauguração da exposição, pelas 18.00 de sexta-feira, realiza-se uma conversa com o coordenador da URAP - União de Resistentes Antifascistas Portugueses, Aurélio Santos, e o sineense Américo Leal, que dá conta dos eventos de Sines no seu livro “Testemunhos” (2001).
PORTO:

Não é de mais ainda aconselhar a leitura da obra de Fátima Patriarca "Sindicatos contra Salazar. A Revolta do 18 de Janeiro de 1934" (Imprensa de CiênciasSociais, 2000) de que deixamos aqui parte da resenha que mereceu na Análise Social por Henrique N. Rodrigues:

(…) 1.º Não tem qualquer sentido reconduzir o 18 de Janeiro à Marinha Grande. Fica mais do que demonstrado que a versão oficial (interesseira, por natureza) e a versão do Partido Comunista (também obviamente interesseira) — ao prestarem destaque quase único à Marinha Grande, aos vidreiros e à liderança comunista não logram comprovativo na realidade dos factos.
2.º Ganha sentido, sim, «recolocar» o 18 de Janeiro na sua dimensão histórica exacta: um movimento operário insurreccional, que visava a reconquista das liberdades sindicais, a par do derrube do regime do Estado Novo.
3.º Neste contexto, a Marinha Grande é um episódio «mediático» (assim o diríamos na linguagem corrente), porque envolve uma ocupação da vila pelos revoltosos — ainda que de duração muito curta —, o assalto aos correios e a rendição da GNR. Sobretudo esta é, de facto,
paradigmática. Mas não há greve, não houve «soviete» nem içar de bandeira vermelha nos Paços do Concelho.
4.º O episódio da Marinha Grande é, por outro lado, reposto quanto à autoria do seu comando: se é verdade que a CIS e o PC têm peso significativo na direcção do Sindicato Nacional dos Vidreiros, não é menos verdade que se comprova a participação empenhada da CGT e
de trabalhadores de outras correntes político-sindicais.
5.º Fica igualmente comprovado que o movimento operário insurreccional, de que expressões concretas vão ter lugar para além da Marinha Grande, se gera e desenvolve com oconcurso das duas principais correntes sindicais — a anarquista e a comunista — e com o envolvimento dos sindicalistas socialistas ( a Federação das Associações Operárias) e da corrente sindicalautónoma (COSA — Comité das Organizações Sindicais Autónomas).
6.º Fátima Patriarca descreve bem os entendimentos e desentendimentos surgidos entre estas várias correntes e clarifica melhor o seu peso respectivo. É indubitável que a CGT e a corrente sindical anarquista tiveram, neste processo, uma influência marcante. Isto não elimina o papel dos comunistas — que não pode ser esquecido ou menorizado —, mas repõe a verdade essencial: e essa é a do contributo das várias tendências sindicais (anarquista, comunista, socialista e a dos autónomos), segundo os factos que conseguiu demonstrar.
Não me parece que seja muito importante, hoje, «contar espingardas», ou seja, procurar apurar se os anarquistas foram mais decisivos do que os comunistas, ou se os socialistas ou os autónomos não tiveram significado relevante. Houve uma convergência de esforços, emergiu uma implicação de todos — mesmo que não tenha ocorrido uma unidade estratégica, organizativa, táctica, como parece evidente pela comprovação dos desencontros, pelas falhas de articulação, pelas recriminações que, «antes e depois», choveram de uma banda e de outra, em recíprocas acusações.
7.º Neste contexto, importaria retirar a conclusão de que o «18 de Janeiro» merece ser comemorado, doravante, não apenas na Marinha Grande, como tem sido tradicional, mas também em Silves, em Sines, em Almada, zonas onde a «história que se fez» deixou na tumba as ocorrências — essas, sim, muito significativas — do que ali se passou; mas onde a «históriaque hoje rompe novos véus» já permite, sem margem para dúvidas, reconhecer que o «18 de Janeiro» é ali que conquista contornos historicamente mais iluminantes. Em suma, Silves, Sines, Almada, precisam de ser «transladadas» da campa rasa em que as colocaram para o «panteão» do verdadeiro «18 de Janeiro».
http://www.ics.ul.pt/publicacoes/analisesocial/recensoes/rec162/henriquerodrigues.pdf

2.1.08

Dia 5 no Clube


18.12.07

Lançamento da revista Húmus nº 4


Convívio e debate em torno desta publicação libertária Dia 22 de Dezembro – Sábado - 16 horas no Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto – Cacilhas – Almada http://www.culturalibertaria.blogspot.com/
Editorial do Húmus nº 4
Um período mais longo do que o habitual separou o lançamento deste quarto número da revista Húmus em relação ao seu predecessor. Felizmente, este espaço de tempo foi relativamente abundante em acontecimentos e projectos que apostaram em romper com o habitual marasmo conformista deste país em que a contestação fora dos limites estabelecidos e dos enquadramentos institucionais acaba quase sempre por parecer aos olhos de muitos como algo de exótico. Na tarde de 25 de Abril, precisamente quando o tradicional e rotineiro desfile comemorativo acabava de percorrer a Avenida da Liberdade, arrancou da Praça da Figueira uma manifestação antiautoritária, antifascista e anticapitalista, composta por cerca de cinco centenas de pessoas determinadas em fazer da Liberdade algo mais do que um nome de avenida, contra o domínio do Estado e do Capital sobre as nossas vidas e contra a crescente presença da extrema-direita na sociedade. Após o término do percurso do protesto no Largo de Camões, um grupo de centena e meia de manifestantes, que resolveu prolongar a manifestação, foi cercado e atacado pela polícia na Rua do Carmo, tendo resultado deste confronto vários feridos e onze detidos. Ainda no dia 29 desse mesmo mês de Abril foi ocupado em Coimbra um edifício pertencente aos antigos hospitais da universidade. O objectivo dos ocupantes era “a criação de um espaço diferente, de debate e convivência num ambiente anti-capitalista e anti-autoritário”. O projecto durou até ao dia 11 de Julho, quando o edifício foi desocupado pela polícia. No início de Junho, enquanto se realizava na Alemanha a cimeira do G8, também em território português várias iniciativas marcaram os protestos contra os poderosos deste mundo. Em Abril, em Aljustrel, e em Julho, no Porto, libertários de várias proveniências reuniram-se para debater e encontrar formas de superar os problemas de comunicação e união no “movimento” libertário. Foi mais um passo, não menos importante que outros que continuam a ter lugar, no sentido de criar lugares de debate entre anarquistas, que possibilitem uma maior comunicação e a criação de possibilidades de convergência na acção. Em Agosto, a acção do movimento “Verde Eufémia” contra os Organismos Geneticamente Modificados, através da destruição de um hectare de uma plantação de milho transgénico em Silves, interrompeu a calmaria do Verão, enfurecendo os defensores da propriedade privada e da “liberdade” de negociar à custa da biodiversidade e da saúde das pessoas. Em Outubro, a COSA – casa ocupada em Setúbal –, comemorou os seus sete anos de resistência com um programa vasto que incluiu, entre outras iniciativas, debates, emissões contínuas de rádio e mesmo um percurso pela memória anarquista da cidade de Setúbal. A manifestação de 25 de Abril e o episódio da ceifa de Silves seguiram-se de um alucinante circo mediático armado em torno dos mesmos. No primeiro caso, o total desconhecimento dos media em relação a quem eram e ao que movia os manifestantes deu lugar à invenção da notícia e a uma posterior “caça ao anarquista” em busca de matéria para escrever artigos sensacionalistas. Já no segundo caso, o movimento “Verde Eufémia” tentou servir-se dos media para veicular a sua causa, anunciando previamente aos mesmos a sua acção. As imagens da acção, repetidamente veiculadas por noticiários televisivos e por jornais, suscitaram uma reacção massiva dos escribas e porta-vozes do “Estado de Direito democrático” contra a violação da propriedade privada. Concluindo, o tratamento mediático dado a ambos os acontecimentos enquadrou-se maioritariamente na já frequente lógica de criminalização, folclorização e, assim, tentativa de isolamento dos contestatários, reconfirmando as limitações (ou impossibilidade?) das estratégias de utilização dos media por movimentos sociais que escapem às lógicas de participação-integração-neutralização democráticas. Neste contexto de totalitarismo democrático-capitalista, em que qualquer acção de contestação é rapidamente classificada pelos aparelhos mediático-policiais como perturbadora da “ordem pública”, logo “anti-democrática”, é de saudar o aparecimento de cada vez mais projectos de informação alternativa. Tão só nos meios libertários assistimos ao aparecimento de publicações impressas como o Pica Miolos, o Alambique e o Motim e de projectos como a Rádio Libertária on-line, para além dos inúmeros blogs e sites contra-informativos que vão povoando a Internet. O cenário editorial libertário é hoje mais fértil do que quando, há cerca de ano e meio, arrancámos com o projecto da revista Húmus. E, se de nós depender, esta tendência continuará a aprofundar-se.

Solidariedade com Atenco


No próximo dia 17 de Dezembro (segunda-feira) uma delegação da 'Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra' (México) vai estar na cidade do Porto, para uma palestra sobre o brutal genocídio praticado pelo governo mexicano em 2006 naquela cidade. Os membros da FPDT receberam em Espanha no passado dia 10, o 'Prémio de Direitos Humanos del Ayuntamiento de Pola de Siero', Asturias. A anteceder esta visita, vai ser promovida uma sessão de divulgação e angariação de fundos no JUP (para custear as despesas da deslocação). Será projectado um video que ilustra muito bem o que aconteceu em Atenco! PROGRAMA: QUINTA-FEIRA - dia 13 22.30H. JUP-Jornal Universitário do Porto - Rua Miguel Bombarda, 187 - projecção do documentário 'Atenco-Romper el Cerco' - exposição 'Atenco Libre' - petiscos mexicanos vgt para aguçar o apetite! SEGUNDA-FEIRA - dia 17 21.30H. Associação Terra Viva, Rua dos Caldeireiros, 213 (junto à Torre dos Clérigos) - VISITA/PALESTRA de Delegação da FPDT-Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra. Ambas as iniciativas têm entrada livre. Espero que possam fazer circular esta informação pelos vossos contactos e aproveito para vos convidar a estar presentes nesta acção de solidariedade com o povo de Atenco. Podem trazer desenhos ou pequenas mensagens de incentivo, que depois faremos chegar às muitas pessoas que ainda se encontram detidas no México. mais informações aqui: www.geocities.com/atencoresiste/

4.12.07

9 de dezenbro

30.11.07

8 de dezembro


7 de dezembro