18.7.10

Sábado dia 24 Julho em Évora



Próximo Sábado em Évora na Sociedade Harmonia Eborense
(na Praça do Giraldo)

Apresentação da revista ALAMBIQUE
Passagem do Documentário Memória Subversiva de José Tavares e Stefanie Zoche, seguida de conversa sobre anarquismo.

24 de Julho | 16 horas |

12.5.10

Feira do Livro Anarquista



http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/
A FEIRA VAI TER LUGAR não na Casa Estefânia, mas na "BOESG" que fica na RUA DAS JANELAS VERDES nº 13 1ºEsquerdo em SANTOS /Lisboa.

22.3.10

O que é hoje afinal o "CCA Gonçalves Correia"?

Por ocasião do lançamento do novo número da Alambique achamos que deviamos, junto de tod@s, frisar dois aspectos essenciais para que este nosso "projecto" seja devidamente situado e as coisas postas preto no branco tal como são.

Não existe hoje em Aljustrel um Espaço Anarquista.
Ou seja um espaço fisico devidamente identificado como um Centro de Cultura Anarquista. Apesar de por nós alertado desde o inicio (ver primeiro post deste blog em Agosto de 2006) o chamado CCA Gonçalves Correia desenvolveu-se como projecto de actividades (no seguimento do projecto que comportava a designação de CCA vindo desde 2003 de Ferreira do Alentejo) num espaço pré-existente que é o Club Aljustrelense. Uma coisa foi sempre o Club, outra distinta o CCA. Dada porém a intensa actvidade desenvolvida desde 2006 a 2008 pelo CCA dentro do Club, as duas coisas normalmente passaram como uma só. E como já haviamos dito há um ano atrás (editorial do Alambique 2) fomos por isso mesmo ultrapassados pela designação de Centro de Cultura Anarquista e tudo o que ela comporta. E se durante esse período essa associação do projecto fez algum sentido em ser vista como um Espaço, por via da nossa mais ou menos regular actividade e interacção desenvolvida no Club, já desde finais de 2009 que o mesmo já não faz sentido. O nosso afastamento ao local como espaço fisico e a perca de laços com os restantes frequentadores do Club, dita com toda a honestidade que a designação de "Espaço" ao CCA lhe seja retirada.
Repetindo o que já antes dissemos: (...) não pretendemos minimizar o que foi sendo feito, e muito menos a presença de um local em Aljustrel (e sobretudo o que este proporciona), mas na verdade por muito mais que tod@s o desejássemos, este espaço nunca se concretizou ele mesmo, e por si, num Centro de Cultura Anarquista (...)

Esta desagradável constatação (mas como sabemos não uma novidade) não significa que tenha deixado de haver no Baixo Alentejo (a geografia lata adequa-se melhor) um "projecto" anarquista. Por isso continuamos e queremos continuar como um colectivo que se constroi em torno da reunião de distintos individuos e cuja dinâmica ditará o que vier e nos convier. Para lá da Alambique pretendemos surgir com actvidades e ideias em distintos pontos na nossa envolvência, dos quais o Club Aljustrelense será apenas um possível ponto de encontro do qual apenas fazemos votos que permaneça como espaço possível de actvidades, como o é de concertos.

15.3.10

Sábado em Aljustrel (Adiado)




14.3.10

Saiu a Alambique






Do editorial…

As páginas que se seguem cruzam-se propositadamente entre si. Nelas surge um olhar para um passado (recente), que não tem outro objectivo senão o de querer experimentar agora um possível futuro. Quisemos reaver uma história cujo silêncio dos seus protagonistas – a geração dos nossos pais – é muito mais incómoda do que a lembrança diária de vivermos numa sociedade alienada. Daí a importância, como nos diz Jorge Valadas, de recuperar na nossa memória social as virtualidades da insurreição social do 25 de Abril. E ver que o problema não foi a derrota, mas a integração e a submissão desses homens e mulheres cujos valores transmitidos aos seus filhos assentaram unicamente nos valores consumistas desta sociedade capitalista do bem-estar e do progresso.

Hoje não se luta por grandes ideais. Mas os anarquistas sabem-se acompanhados na crescente conflituosidade social de quem hoje luta pela sua sobrevivência quotidiana. Por mais “planos tecnológicos” de desenvolvimento que nos rodeiam e que nos prometem, o sistema é cada vez mais incapaz de esconder os sinais da sua própria crise e falência. O cada vez maior aparato estatal e de controlo que nos cerca, apenas nos envolve cada vez mais nesse estado de latente conflito, sobre o qual a principal preocupação que reina, é a de que por via do medo nos digladiemos apenas uns com os outros e não saibamos dirigir pronta e directamente o ataque.

A necessidade de referências, é pois, mais do que nunca necessária para ajudar a agir e a pensar o futuro. Uma das referências que temos insistido surge em torno da “ruralidade”. Porque no evoluir da relação do Homem com o Campo se explica hoje boa parte do desastre da presente humanidade, edificada que foi esta numa relação do domínio tecnológico e economicista sobre a natureza. Uma relação que esvaziou e impediu a sã relação do homem com a terra, naquilo que era a ruralidade. Reivindicar essa memória telúrica com a natureza, não só é urgente como pode acontecer em várias e diversificadas experiências que podemos empreender.

Estes caminhos futuros não serão possíveis sem um compromisso, antes de tudo individual, e o qual, por diversas formas, assumirá um sem fim de possibilidades. E para que ainda estejamos a tempo, não há lugar nesse caminho ao consenso com o desenvolvimento capitalista que agora dizem de sustentável. Como não há tempo para que as nossas vidas sejam mediadas pelo sindicalismo que negoceia a “paz social” com os patrões, ou com os ecologistas que se esgrimem por um minuto verde nestas horas de morte… “A ruptura, quando existiu e se existir de novo, só será possível a partir de um movimento social profundo que põe em causa os fundamentos da produção actual, a sua lógica”.

2.2.10

sábado 6 de fevereiro


sábado 6 de fevereiro Estado de Sítio punk de aveiro
http://www.myspace.com/estadodesitiopunx

Infelizmente e devido a apatia do pessoal que passa plo club aljustrel, o espaço voltou a ser mais um sitio pra beber copos e ultimo poiso da madrugada. ...esperamos que o club pra ti, não seja só mais um espaço para ir beber a ultima cerveja, aparece e contribui para o Club ser um espaço verdadeiramente alternativo em aljustrel. aparece divulga.

19.1.10


Esta 6ª-feira, dia 22 de JaneiroComeça a 1ª sessão do julgamento contra os detidos na manifestação do 25 de Abril de 2007.Às 9h30, na Gare do Oriente
Continuamos nas ruas!

4.12.09

Solidariedade com os detidos de 25 Abril 2007


"A 25 de Abril de 2007 teve lugar em Lisboa uma manifestação anti-autoritária contra o fascismo e o capitalismo. Perto de 500 pessoas participaram num percurso por uma das zonas mais ricas da cidade, ao longo do qual foi atirada tinta contra lojas, bancos e uma carrinha do corpo de intervenção, e onde paredes foram pintadas com algumas frases. A este descaramento os guardas da paz democrática responderam com uma carga policial e espancamentos contra manifestantes e todos os outros que ali passavam. Desta carga e de algumas perseguições hollywoodescas pela baixa da cidade resultaram 11 detidos, acusados entre outras coisas de injúrias e agressões contra agentes da autoridade. A 7 de Dezembro de 2009 começa o julgamento no Campus de Justiça de Lisboa.

Sabemos que o que está em causa é mais do que algumas montras danificadas e agentes ofendidos. É a tentativa de agarrar a totalidade da vida e de usarmos todas as ferramentas que quisermos na luta contra uma ordem social que consome e destrói os indivíduos, as nossas relações e o mundo que habitamos. É por esta ordem democrática não poder tolerar tudo o que ainda resta de bonito e selvagem que ao longo dos últimos anos vimos e sentimos a crescente criminalização nos media, e perseguição pelas forças da repressão, de muitas acções e actividades diárias, nossas e de outros.

Nesta luta pela libertação das nossas vidas, sabemos quem são os nossos companheiros e quem são os nossos inimigos, e vamos descobrindo todos os outros com quem nos podemos encontrar na alegria da revolta. A solidariedade com os acusados não se limita àquele tribunal nem às datas fixas por outros: ela deve alargar-se e fazer parte de uma luta que não tem como ponto de referência os passos dados pela repressão, mas os passos que nós na nossa rebelião quisermos dar.

A tentativa de nos fazer parar pelo medo, de nos isolar ou de nos fazer mudar o nosso discurso pode ter apenas como resultado um ataque sem piedade a um poder que não tem fronteiras."

Alguns anarquistas de Lisboa

Fonte Indymedia

Libertários vão a julgamento em Portugal

[No próximo dia 7 de dezembro vai começar o julgamento dos detidos na manifestação anti-autoritária de 25 de abril de 2007, em Lisboa. Alguns dos condenados, 11 no total, enfrentam acusações que podem levar a penas de seis meses a cinco anos de prisão por terem participado numa manifestação que sofreu uma carga policial sem qualquer ordem de dispersão.]

"Que acusações são essas? Resumindo: Agressão à polícia.

O curioso é quem ficou ferido, para variar – neste sapal à beira-mar sedimentado –, foram os manifestantes – as imagens dessa manifestação que circulam pela net e o testemunho de quem lá esteve podem comprová-lo.

Mas não é isso que interessa. Somos Anarquistas!

O que importa aqui não é a atuação da polícia, pois para quem luta pela liberdade o que está em causa é a existência da própria polícia. Nem tão pouco é a liberdade de manifestação, pois a liberdade individual é a essência do Eu, jamais poderá ser legislada e, como tal, o que está em causa é a existência do Estado – esse indiscutivelmente autoritário na sua essência.

É, também, como anarquistas que sabemos que o Estado pode pôr diversas máscaras, da mais estalinista à farsa democrática. E que nesta sua, do Estado, roupagem de farsa democrática, quando não se contesta da forma que ele próprio define, mostra a sua essência repressora e lança os seus cães contra quem o ataca.

Enquanto houver Estado haverá repressão. Haveremos sempre, sempre lutar contra ela – e contra ele – com todas as nossas armas e seremos sempre solidários com quem o fizer de modo semelhante.

Identificando a manifestação que deu origem a este processo como uma ação que vai ao encontro dos nossos métodos, queremos afirmar a nossa solidariedade para com os condenados e apelar a todos, que se identificarem com tal, a não deixarem que o processo se resolva no circo, que é o tribunal, mas nas ruas. Em todo lado e de qualquer forma, vamos incendiá-las, quer figurativa quer literalmente. Vamos sair e dar-lhes trabalho!

Ainda que com happy end, quando o processo cessar nós não.

O Fogo Vingador "

Fonte Indymedia /ANA

2.12.09

Contra o despejo do Centro de Cultura Libertária

Concerto Benefit para o CCL (Centro de Cultura Libertária) de Cacilhas, Almada!
para ajudar nos custos legais contra o seu despejo pela especulação imobiliária!!

Dia 5 de Dezembro, Sabado, na kylakankra em Setubal/Palmela...la pas 21h pq sao bue de bandas, a entrada é o que quiseres contribuir para ajudar os custos de advogados..preconceitos de lado, mijar no meio do mato nunca fez mal a ninguem! apareçam que ninguem vos morde..a maior parte do pessoal até é vegeta mesmo!

Centro de Cultura Libertária Blog: http://culturalibertaria.blogspot.com
E-mail: ateneu2000@yahoo.com Endereço postal: Apartado 40 / 2800-801 Almada (Portugal)
Sede: Rua Cândido do Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada

Contra o despejo do Centro de Cultura Libertária:

RESISTÊNCIA E SOLIDARIEDADE!

O Centro de Cultura Libertária, espaço anarquista existente há 35 anos em Cacilhas, encontra-se ameaçado de despejo pelo proprietário. Após sentença do Tribunal de Almada, emitida no dia 2 de Novembro de 2009, foram dados 20 dias ao CCL para abandonar as suas instalações. O Centro de Cultura Libertária recorreu desta decisão do Tribunal, no passado dia 19 de Novembro, suspendendo a ordem de despejo.

Agora, aguarda-se a decisão do Tribunal sobre o recurso, que pode anular a decisão de despejo, levar a um novo julgamento ou reiterar a sentença já emitida. Não se pode prever qual será a decisão ou quanto tempo esta levará a ser tomada. Sabemos apenas que, caso o recurso seja recusado, teremos dez dias apenas para abandonar o espaço do CCL

O Centro de Cultura Libertária vive momentos de absoluta incerteza quanto ao seu futuro. Mas uma coisa é certa: faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para dar continuidade ao CCL e para manter o espaço que este ocupa há 35 anos. Para tal precisamos da solidariedade de todxs xs que se revêem no CCL.

Para já o apoio monetário continua a ser muito importante, já que suportamos custos muito elevados para uma associação que vive apenas das contribuições dos seus associados e simpatizantes. O recurso custou-nos 2.000 euros em honorários do advogado e mais 75 euros da “taxa de justiça”. Em caso de perda do recurso, poderemos ter de pagar as custas judiciais. A salvaguarda do espólio do CCL, em caso de despejo, dará certamente lugar a novas despesas.

A motivação do proprietário do prédio é clara: despejar uma associação que paga uma renda mensal baixa (51 euros) e cujo contrato só pode ser rescindido através de uma acção de despejo, abrindo assim o caminho à rentabilização do espaço.

O papel do tribunal também é claro: defender o interesse dos proprietários e a propriedade privada, alicerces essenciais deste sistema baseado na desigualdade e na exploração.

Actualmente, o CCL é um dos raros locais anarquistas que se mantém em Portugal, único pela sua longevidade e pelo papel de preservação da memória histórica libertária que desempenha, mas também pela ligação afectiva que gerou em várias gerações de anarquistas, que nele encontraram um espaço de aprendizagem, de experimentação e divulgação das suas ideias.

O Centro de Cultura Libertária encarregar-se-á de agir a nível local, procurando a todo o momento, divulgar e estimular a revolta contra uma situação da qual não somos os únicos alvos. Encorajamos todas as formas de solidariedade dxs companheirxs que desejem potenciar a nossa luta noutros lugares.

Saúde e Anarquia!

30.11.09

Indymedia de volta!


Indymedia Portugal relançado, 10 anos depois do início do Indymedia Global!

A rede Indymedia nasceu no calor da revolta de Seattle, como uma dimensão fundamental do movimento global. Um movimento que ultrapassa as tricas separadoras dominantes da acção política tradicional (reformismo/revolução, local/global, violência/não violência) e inventa respostas práticas para lhes esquivar, desde os Fóruns Sociais, como forma organizativa que tenta superar o canibalismo político, até à 'desobediência civil protegida', como original prática de rua.

Seattle foi apenas a primeira face visível e a Organização Mundial de Comércio (OMC) tão só o pretexto para o que, há muito, se vinha a cozinhar, a necessidade de acordar a malta, de ser suficientemente confrontacional para trazer para a arena pública a voz duma oposição global ao sistema capitalista (e não apenas à OMC) que, pelo que se lia nos jornais e se via nas TVs, não existia.

Há dez anos, no dia 30 de Novembro de 1999, centenas de milhares de pessoas em todo o mundo trouxeram para as ruas a sua insatisfação. Em Seattle, mas também no Porto, em Lisboa, em Londres, em Berlim, na Índia ou na Nova Zelândia. Gente que acreditava que era preciso desmascarar o mundo para o qual se caía e se continua a cair. Com acções mais ou menos espectaculares, a resposta à globalização tornava-se definitivamente global. Festas, flyers, cartazes, ocupações, acções de protesto ou sabotagem, manifestações, palestras, debates, tudo serve e tudo serviu para avisar as pessoas e fazer com que solidariedade fosse mais do que uma palavra com sete sílabas, um redondo vocábulo.

O CMI Portugal é, como todos os centros de media independentes, um centro de informação livre e independente, que cumpre os requisitos para fazer parte da rede IMC e concorda com os princípios de filiação à rede. Funciona para que as pessoas possam tornar-se elas mesmas meios de informação livres e independentes.

Como tal, pretendemos realizar uma acção directa informativa, deixando de confiar aos meios de comunicação corporativos a tarefa de intermediar em exclusivo os acontecimentos e a sua interpretação. Convertemo-nos assim em fonte geradora de um discurso livre da manipulação de governos e corporações, e assumimos o nosso papel como artífices e zeladores dos canais que nos permitem transmitir e difundir uma outra visão da realidade.

O CMI Portugal pretende, assim, pôr em prática todos os mecanismos da imaginação que nos permitam, em conjunto, criar, aqui e agora, fragmentos de um mundo melhor. O desafio é, portanto, grande. Mas acreditamos que um colectivo de pessoas empenhadas em construir algo em conjunto conseguirá fazê-lo, enquanto esse empenho se mantiver, ultrapassando as várias barreiras que forem surgindo. Pretende-se, portanto, com este texto, não apenas a apresentação de uma nova forma de mostrar o que nos move, mas, acima de tudo, lançar um apelo para todos os que, como nós, acreditam que a realização voluntária, colectiva e horizontal de um meio de informação é, ao mesmo tempo, uma machadada nos paradigmas actuais e uma experiência de trabalho num mundo já transformado. Um apelo para que se juntem a esse mundo, para que se povoe de gente e, portanto, de novas possibilidades de ser melhor.

Reactivamos assim o CMI Portugal, para que tenhamos nós também uma voz alternativa aos grandes meios de comunicação deste país.

Estás preparado para escrever a tua notícia?

Ajuda-nos a construir este mundo melhor!

ligação aí na coluna do lado...